
O
Documento aprovado está dividido em três partes. Na primeira, faz uma
contextualização da situação agrária atual. “Nessa parte, os bispos
mostram quais são os gritos ensurdecedores que brotam de tantas
realidades, como os povos indígenas, os quilombolas, os pescadores, os
ribeirinhos, os extrativistas”, explica o presidente da Comissão
Pastoral da Terra, dom Enemésio Lazarris.
A segunda parte traz o olhar dos bispos
sobre a atual questão agrária, abordando a posse e o uso da terra à luz
da Sagrada Escritura e dos Documentos da Igreja. Já na terceira parte,
surgem os compromissos pastorais diante da questão. Dom Enemésio destaca
que o Documento “é a palavra de mais de 350 bispos hoje para a
sociedade em geral sobre este tema importante”. Segundo ele, “não se
destina apenas para dentro da comunidade eclesial, mas para toda a
sociedade”.
A parte final do Documento apresenta os
desafios diante de realidades bem concretas: trabalho escravo, defesa da
natureza, cuidado com a água, produção de energia sustentável. O
episcopado também cobra do poder público uma posição sobre esta
realidade. “Acreditamos que esse documento seja apresentado aos
candidatos aos governos estaduais e federal, dizendo qual é a posição da
Igreja em relação à questão agrária, e sobretudo sobre a função social
da terra e da propriedade”, disse o bispo.
Fonte: site CNBB
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