Francisco pediu esforços para que se estabeleça uma paz estável, colocando fim à situação inaceitável de conflitos
Jéssica Marçal
Da Redação

Francisco recordou a situação de
conflitos e incertezas no Oriente Médio, causando “feridas difíceis de
curar”. Ele manifestou sua solidariedade aos que sofrem as consequências
desses conflitos, disse que é hora de colocar fim a essa situação
“inaceitável” e pediu esforços redobrados para criar condições para uma
paz estável.
“Para todos, chegou o momento de terem a
coragem da generosidade e da criatividade ao serviço do bem, a coragem
da paz, que assenta sobre o reconhecimento, por parte de todos, do
direito que têm dois Estados de existir e gozar de paz e segurança
dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas”.
O Santo Padre explicou que a paz levará
inúmeros benefícios para o povo daquela região e do mundo todo, portanto
é preciso caminhar para a paz, o que requer que cada um renuncie a
alguma coisa. Ele expressou seus votos de que palestinos e israelitas,
com suas respectivas autoridades, empreendam este êxodo para a paz com
coragem e firmeza.
Comunidades cristãs
Não faltou no discurso do Papa uma
referência aos cristãos que vivem no Oriente Médio. “Os cristãos querem
continuar a desempenhar o seu papel como cidadãos de pleno direito,
juntamente com os demais concidadãos considerados como irmãos”.
Ele citou sua presença na Palestina e a
recente estadia do presidente palestino, Mahmoud Abbas, no Vaticano como
fatores que atestam as boas relações entre a Santa Sé e o Estado da
Palestina. Francisco destacou seu apreço pelos esforços para elaborar um
Acordo entre as partes relativo a aspectos da vida da comunidade
católica do país, com especial atenção à liberdade religiosa.
“Com efeito, o respeito deste direito
humano fundamental é uma das condições irrenunciáveis da paz, da
fraternidade e da harmonia; mostra ao mundo que é indispensável e
possível encontrar um bom acordo entre culturas e religiões diferentes;
testemunha que as coisas que temos em comum são tantas e tão importantes
que é possível individuar uma estrada de convivência serena, ordenada e
pacífica, na aceitação das diferenças e na alegria de sermos irmãos
porque filhos de um único Deus”.
Fonte: site Canção Nova
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