sábado, 18 de fevereiro de 2012

NOVOS CARDEAIS DA IGREJA

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Teve início na manhã deste sábado, 18, na Basílica Vaticana, o Consistório Ordinário Público realizado pelo Papa Bento XVI para criação de 22 novos cardeais. Depois da oração, saudação e anúncio do Evangelho (Mc 10, 32-45), o Papa fez o seu discurso.
O Santo Padre começou sua mensagem lembrando as palavras com que Cristo constituiu Pedro como alicerce da Igreja: “Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja”. O fator importante para este alicerce foi a fé de Simão, que se tornou Pedro, a rocha, por ter professado sua fé em Jesus, o Filho de Deus. 
O Papa considerou que estas palavras de Jesus a Pedro colocam em destaque o “caráter eclesial” da celebração em questão.Bento XVI destacou o vínculo que os novos cardeais terão não só com ele, o Pontífice Romano, mas com todos os fiéis do mundo inteiro. Aos cardeais será pedido que sirvam com amor e vigor a Igreja, “com a clareza e a sabedoria dos mestres, com a energia e a fortaleza dos pastores, com a fidelidade e a coragem dos mártires”. 
O Papa também comentou como, na passagem do Evangelho lida momentos antes (Mc 10, 32-45), Jesus Se mostra como um servo, um exemplo a ser seguido. Dessa forma, o Pontífice ressalta a doação de si mesmo no serviço a Deus e aos irmãos, o que, no entanto, está em contradição com os valores do poder e da glória exaltados no mundo. 
Esse exemplo de Jesus, que veio para servir e não para ser servido, é, para o Papa, uma grande luz no Consistório em andamento. O Pontífice acredita que esta mensagem de Cristo é um convite, um legado e um encorajamento, em especial para os novos cardeais. 





Cardeal Dom João Braz de Aviz

Os títulos cardinalícios concedidos aos novos cardeais são igrejas da diocese de Roma cujo nome e propriedade estão ligados a um cardeal no momento da sua criação. Entre os nomeados pelo Papa Bento XVI, está o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, Dom João Braz de Aviz. A ele foi concedido o título da igreja Santa Helena Prenestina, localizada próxima ao Vaticano.



fonte: Texto e fotos - Canção Nova de Roma

EMPOSSADO PÁROCO DE SANTA TERESA



Pe. Felinto Elisío

Veja o discurso de posse do novo Pároco da Igreja Matriz de Santa Tereza, padroeira da Diocese e da Cidade de Imperatriz

Caríssimo Dom Gilberto!
Meus irmãos presbíteros!
Religiosas! Irmãs Capuchinhas de quem eu recebi minha primeira formação catequética e escolar!
Amigos e amigas de outras comunidades!
Paroquianos e Paroquianas de Santa Teresa!

Parece até que foi ontem, mas 33 anos já se passaram... Foi no dia 01 de janeiro de 1979 que eu recebia das mãos do saudoso bispo Dom Marcelino Bícego, a missão de me tornar o primeiro pároco diocesano de Santa Teresa, substituindo o Frei Defendente. Lembro-me do que Frei Defendente disse no início daquela celebração: “Comunidade de Santa Teresa! Tomem conta do Pe. Felinto, ele ainda é muito jovem.” Em seguida Frei Defendente me deixou sozinho no altar e entrou em seu jeep que já estava com sua bagagem dentro e foi-se embora. Eu fiquei trêmulo e com muita dificuldade continuei sozinho a missa. Tinha apenas 7 dias que eu havia sido ordenado. 
Fui Pároco de Santa Teresa durante dois anos, depois regressei para Alemanha para o meu trabalho de conclusão de curso. No meu lugar ficou o Pe. Antonio de Pádua que, após a minha volta da Alemanha foi nomeado Reitor do Seminário de Carolina. Mais uma vez fiquei em Santa Teresa até ser transferido para a Paróquia de João Lisboa.
Digo tudo isso, Dom Gilberto e paroquianos de Santa Teresa, para expressar os meus primeiros passos como sacerdote. Não foi fácil levar adiante o trabalho missionário dos padres capuchinhos e seus longos anos de vida missionária. Não posso esquecer os primeiros anos de catequese em Santa Teresa, sem espaço físico, contando apenas com a boa vontade de todos vocês que sempre tiveram muito orgulho de ser o berço da fé desta grande cidade de Imperatriz. 
Não posso esquecer Dona Juraci, de saudosa memória. Foi quem me convidou pela primeira vez para tomar o café da manhã em sua residência. No dia seguinte foi na casa de dona Raimunda Torres. Dona Etelvira Marques e o senhor João Jacob que me ajudaram a organizar o festejo de Santa Teresa... naquela época o pátio era um verdadeiro areal e o festejo se resumia a um leilão na porta da Igreja no dia 15 de outubro. O apoio dos amigos que foram se formando: família Moreira, família Cortez, família Bandeira, Martins, família Herênio, família Freitas Matos, família Araújo dos Santos, família Magalhães, família do Sr. Urbano e dona Sidney, família Milhomem, família Tôrres e o Erasmo de Bel ensaiando seu violão à noite no pátio de Santa Teresa. A família Bastos, a família Cunha da Professora Nilza, família Rocha, família Melazzo, Dona Gleuza preparando pais e padrinhos para o sacramento, a Maria Carvalho que assumiu a maternidade de tantos filhos gerados em seu coração, o apoio da família Vieira, da família Ferreira e da família de dona Lys, esposa do Smith, da família Vilela, da Teresinha preenchendo os livros de batizados que eu costumava atrasar, da família Gomes (do Raimundinho e o José), a família Garcia do seu Rubens Ayres, família Lopes, Oliveira, Feitosa, da família Borges, família Amazonas, a família Cardoso, a família da dona Zeca, da família Tocantins do Jofre, família Paixão, a família Galetti, da família Sabbag, dona Domingas Martins e de tantas famílias que, me desculpem, não poder todas aqui enumerar. Como me recordo de dona Maria e seu Horácio, meu amigo Iratan, companheiro de pescarias, família Paixão da saudosa Mundiquinha de quem eu guardo uma recordação: um copo de alumínio onde eu tomo água até hoje, no qual está escrito: Pe. Felinto, sejas feliz! Como posso esquecer a alegria da Mundiquinha quando colocamos cimento no pátio e fizemos uma rampa de acesso para deficientes e ela, como cadeirante, pode ter acesso com mais facilidade à igreja. Citar nomes é sempre difícil; corre-se o grande risco de esquecer alguns; peço desculpas por isso. Jovens que aqui deixei e que hoje são até vovô e vovó.
Digo tudo isso para externar a minha alegria de estar mais uma vez com vocês. Não tenho mais a juventude física devido à idade, infarto, aneurismas que tive. Mas tenho muito amor pela Igreja e pela causa do Reino de Deus, pela Eucaristia. Assim como vocês me ajudaram no início de minha vida sacerdotal, espero contar com todos vocês, seus filhos e netos, para que eu possa cumprir essa missão confiada a mim pela Igreja, na pessoa de nosso bispo Dom Gilberto. 
Estou cada vez mais convencido que ninguém substitui ninguém, somos únicos para Deus, com nossas qualidades e deficiências. Cada um ocupa seu lugar, único e insubstituível na história. Por isso peço a comunidade que evitem comparações entre esse ou aquele sacerdote, esse ou aquele grupo, essa ou aquela pastoral. As comparações acabam sendo sempre injustas e parciais. Lembremo-nos que um ponto de vista é sempre a visão de um determinado ponto. Existem, portanto, outras visões de outros pontos. Se não podemos falar bem por alguma razão, também não falemos mal. A medida que usamos para medir os outros é a mesma medida que Deus também usará para medir a cada um de nós. Sejamos misericordiosos e alcançaremos misericórdia.
Também estou convencido que não fui nomeado para recomeçar, mas para dar continuidade ao trabalho de todos os párocos que já por aqui assumiram a missão que hoje estou recebendo: os missionários capuchinhos que tiveram a Paróquia Santa Teresa como referencia, Pe. Antonio de Pádua, Pe. Tarcísio, Pe. Lourenço, Pe. Raimundo Pinto, Pe. Cícero Alves, Pe. Moisés, Pe. Raimundo Nonato ao qual agradeço por preparar esta transição de cargo. A missão apenas continua.
Agradeço a todos vocês que vieram rezar comigo nesta noite de quinta-feira: da paróquia Cristo Salvador, Fátima, demais comunidades e os paroquianos de Santa Teresa, padroeira de Imperatriz e de toda a Diocese.
Termino com três frases de Santa Teresa: “O Senhor não olha tanto a grandeza das nossas obras. Olha mais o amor com que são feitas”. Outra expressão: “Humildade é a verdade”. Finalmente: “Quem ama, faz sempre comunidade; nunca fica nunca sozinho”.
Conto com todos vocês! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

SEMINARISTAS DA DIOCESE DE CAXIAS VISITAM NOSSO SEMINÁRIO

Mesmo com a tarde chuvosa na Capital do Estado, os seminaristas da Diocese de Caxias vieram participar do esporte semanal no Seminário Bom Pastor. Queremos agradecer a presença dos nossos irmãos de caminhada e estudo. E fazemos o convite aos demais Seminários ou Casa de Formação para se juntarem a nós no esporte semanal. Será uma grande alegria tê-los em nossa casa.
FOTOS DA FORMAÇÃO DA CF-2012

Veja algumas fotos do repasse da Campanha da Fraternidade que aconteceu agora pouco (noite de quarta-feira dia 15/02), no Seminário Bom Pastor.






Escolhido o novo Núncio Apostólico para o Brasil

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A Nunciatura Apostólica acaba de informar que o papa Bento XVI escolheu o novo Núncio Apostólico para o Brasil, sucedendo a dom Lorenzo Baldisseri. Trata-se do atual núncio da Tailândia e Camboja e Delegado Apostólico em Myanmar e Laos, dom Giovanni D’Aniello.
Dom Giovanni tem 57 anos, nasceu em Aversa (Itália), foi ordenado sacerdote em dezembro de 1978. É doutor em Direito Canônico. Ingressou no Serviço Diplomático da Santa Sé em 1983, tendo desempenhado a sua atividade junto às Representações Pontifícias do Burundi, Tailândia, Líbano, Brasil e Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado, no Vaticano.
Foi nomeado Núncio Apostólico na República Democrática do Congo, em 2001, e em 2010, foi transferido para a Tailândia e Camboja.
Dom Lorenzo Baldisseri, que foi nomeado secretário para a Congregação para os Bispos, no Vaticano, escreveu uma nota em que agradece ao povo brasileiro, e em especial, aos bispos do Brasil por sua acolhida. “Ao concluir minha missão de Núncio Apostólico no Brasil, confio a estas linhas as expressões dos meus sentimentos de gratidão a todo o episcopado, ao clero e aos fiéis que me acompanharam durante estes nove anos aqui transcorridos, e por me terem facilitado o cumprimento do meu mandato”, disse dom Lorenzo.

Papa nomeia bispo para Pesqueira e arcebispo para Campinas

O papa Bento XVI nomeou na manhã de hoje, 15, para a diocese vacante de Pesqueira (PE), o bispo auxiliar de Fortaleza (CE), dom José Luiz Ferreira Salles. E para a arquidiocese de Campinas (SP), transferiu o bispo de Mogi das Cruzes (SP), dom Airton José dos Santos.
Dom_Jos_Luiz_Ferreira_Salles_3-4Dom José Luiz Ferreira Salles nasceu em janeiro de 1957, em Itirapina (SP). Sua ordenação episcopal foi em sua terra natal, em 1985, e a ordenação episcopal foi em 2006, na capital cearense.
Fez Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP) e Teologia no Instituto Teológico São Paulo (SP).
Dom José Luiz já trabalhou nas Missões Populares, foi coordenador da equipe missionária em Garanhuns (PE), administrador paroquial na par[oquia de São Pedro, em Caraúbas, da diocese de Campina Grande (PB) e foi nomeado reitor da Casa de Teologia Inter-Provincial dos Missionários Redentoristas em Fortaleza (2005-2006).
Seu lema episcopal é “Deus é Amor”.
Dom Airton José
Dom_Airton_e_o_PapaJá o novo arcebispo de Campinas, dom Airton José dos Santos, nasceu em 1956, em Bom Repouso (MG). Sua ordenação episcopal se deu no dia 02/03/2002, em São Bernardo do Campo (SP). Estudou Filosofia na Faculdade Associadas do Ipiranga (SP) e Teologia na Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP).
Dom Airton foi bispo auxiliar de Santo André (SP), secretário do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), membro da Comissão Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância (2007 a 2011).
Seu lema Episcopal é “Para Fazer ó Deus a Tua Vontade”.


HOJE A NOITE REPASSE DA CF-2012


Nesta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, Pe. Ivanildo Oliveira conduzirá a formação da CF-2012, para os seminaristas do Bom Pastor. Este ano a campanha chama nossa atenção à saúde publica. O tema desta da campanha é Fraternidade e saúde pública e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra” (Eclo 38,8). 

Ao mesmo tempo da formação no Seminário da Diocese de Bacabal, com a presidência de seu bispo diocesano e secretário do Regional NE5, Dom Armando, entregará o Ministério de Acólito aos seminaristas Luís Portela, José Francisco e Eronilson e ao seminarista Sidney o rito de Admissão. Como representes do nosso Seminário neste momento festa, serão enviados os seminaristas da teologia da Diocese de Imperatriz, Laersio Machado (4º ano de Teologia e André Farias 2º ano de Teologia).

domingo, 12 de fevereiro de 2012

SEMINARISTAS DE IMPERATRIZ E CAROLINA PARTICIPAM DE ORDENAÇÃO

Ontem, dia 11 de fevereiro na Paróquia da São Pantaleão, Arquidiocese de São Luís, aconteceu à celebração de ordenação diaconal de Luis Macedo e Irailson, ambos da Arquidiocese. Esta celebração foi presidida pelo vice-presidente da CNBB Nacional e Arcebispo Metropolitano de São Luis, Dom José Belisário. Estavam presentes nessa celebração os seminaristas do Seminário Bom Pastor e o diácono João Neto, da Diocese de Carolina que proclamou o Santo Evangelho.  Deus abençoe a vida e a vocação dos ordenados!


Diácono João Neto - Procissão de Entrada

Imposição das mãos do senhor arcebispo Dom José Belisário

Imposição das mãos do senhor arcebispo Dom José Belisário


Imposição das mãos do senhor arcebispo Dom José Belisário


Imposição das mãos do senhor arcebispo Dom José Belisário


Diácono João Neto 

Dom José Belisário - Arcebispo de São Luis e Vice-presidente da CNBB

Seminaristas após a celebração

Seminaristas após a celebração

Seminaristas e amigos após a celebração

Neo-diácono Luis Macêdo - Arquidiocese de São Luis

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O ESPORTE SEMANAL DOS SEMINARISTAS DO BOM PASTOR CONTOU COM VISITA ILUSTRE 

O bispo diocesano e Viana – Ma, Dom Sebastião Duarte, juntou-se ao grupo de Seminaristas de sua diocese e participaram do esporte semanal aqui do Seminário Bom Pastor – Dioceses de Imperatriz e Carolina. Agradecemos a visita cordial de Dom Sebastião e de seus seminaristas maiores, que agora estão com residência oficial no bairro Sá Viana, mesmo bairro onde é localizado o nosso Seminário. 


Seminaristas


 Dom Sebastião - Jogando com seminaristas


Futebol dos seminaristas de Carolina, Imperatriz e Viana


Futebol dos seminaristas de Carolina, Imperatriz e Viana



Futebol dos seminaristas de Carolina, Imperatriz e Viana



 Dom Sebastião - Jogando com seminaristas

PRIMEIRA REUNIÃO DO SEMESTRE

Como é de costume no Seminário Bom Pastor, é realizada sempre nos primeiros dias do semestre, uma reunião na qual é eleito o prior e demais secretários para o bom andamento da casa de formação. Conheçamos como ficou as pastas e distribuição dos cargos no Seminário Bom Pastor. (Ausentes Jerimário - 1º ano de Filosofia - responsável pelas galinhas e Jhonata - 1º ano de Filosofia. As fotos abaixo foram tiradas no retiro espiritual realizado na Diocese de Imperatriz e tendo como Pregador Pe. Geraldo Braz - Pároco da Paróquia Imaculada Conceição, da cidade de Buritirana - MA)

Pe. Ivanildo Oliveira 
Reitor do Seminário Bom Pastor - Dioceses de Imperatriz e Carolina


Prior
Luciano Nascimento - 3º ano de Filosofia


Ecônomo Geral
André Farias - 2º ano de Teologia


Bibliotecário e Benfeitores 
Laersio Machado - 4º ano de Teologia


Listeiro e Galinhas
Jafélix de Souza - 3º ano de Filosofia


Comunicação
Sandro Lima - 3º ano de Filosofia


Hóspedes
Maicon Pontarole - 2º ano de Filosofia


Hóspedes
Moisés Bispo - 3º ano de Filosofia

Esporte e Lazer
Jorge - 1º ano de Filosofia


Esporte e Lazer
Donizete Quaresma - 3º ano de Filosofia



ABERTURA DO ANO DE 2012 NO 
SEMINÁRIO BOM PASTOR






No ultimo domingo do mês de Janeiro, às 11h da manhã, Pe. Ivanildo Oliveira – reitor do Seminário Maior Bom Pastor – presidiu a missa do Terceiro Domingo do Tempo Comum e abertura de ano na casa de Formação da Diocese de Imperatriz e Carolina. Ele acolheu com alegria aos onze seminaristas que compõem a turma de 2012. Apresentou-nos ao seminário dizendo que estamos em nossa casa e desejou um ano abençoado e perseverança da caminhada vocacional.


MISSA E AULA MAGNA DÃO INICIO AO 
ANO LETIVO 2012

Na segunda-feira dia 30 de janeiro na Igreja de Santo Antônio, no centro Histórico da capital maranhense Dom Sebastião Duarte presidiu a missa inaugural do ano Letivo do Instituto de Estudos Superiores do Maranhão – IESMA, celebração concelebrada por outros bispos do Regional NE5 e pelos Reitores, Formadores e Padres Professos da Faculdade Católica. Após a celebração deu-se inicio a Aula Magna, como o tema central: Celibato, ministrada pelo reitor do Seminário da Diocese de Viana.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CELEBRAÇÕES FESTIVAS NO SEMINÁRIO

Ontem, 30 de novembro, festa de Santo André, Apóstolo, foi um dia muito especial para o nosso Seminário, marcado por alguns eventos significativos em nossa caminhada. Estamos em plena visita canônica pastoral de Dom Gilberto Pastana - de 29 de novembro a 02 de dezembro. Durante a celebração desta quarta-feira os seminaristas Francisco Nilson e Francildo foram admitidos entre os candidatos às ordens sacras: é o último passo, praticamente, em vista da ordenação diaconal, quando eles se consagrarão ao serviço do Povo de Deus.
A celebração marcou também a despedida do Pe. Elisvaldo Cardoso como reitor do Seminário Bom Pastor e a posse do novo reitor, Pe. Ivanildo Oliveira. Pe. Elisvaldo permanecerá em São Luís, como administrador da Paróquia São José do Bonfim, na Vila Nova, até a conclusão do seu curso de psicologia. Pe. Ivanildo, recém-chegado do mestrado em Direito Canônico, em Roma, assumiu a reitoria do Seminário, devendo permanecer na função por seis anos. Além de reitor, Pe. Ivanildo será também professor de Direito Canônico no Instituto de Estudos Superiores do Maranhão - IESMA e auxiliará no Tribunal Eclesiástico Regional de São Luís.
A celebração litúrgica contou com a presença de familiares dos seminaristas, membros das comunidades em que realizam suas atividades pastorais, membros da comunidade local do bairro Sá Viana, amigos de Imperatriz que residem ou estudam em São Luís, amigos de caminhada dos demais seminários e da faculdade, vários reitores e alguns padres da Diocese. A celebração contou com mais ou menos 200 pessoas. Após a Santa Missa foi oferecido um jantar festivo.
Em breve postaremos em nosso blog as fotos dos momentos principais da celebração.

sábado, 19 de novembro de 2011

QUAL É A NOSSA ESPERANÇA?



Pôr do sol às margens do rio Tocantins em Imperatriz - MA
(Foto de Valdizar Lima)
 

O mês de novembro nos leva a pensar naquelas realidades que se apresentam no horizonte de nossas vidas, com as quais todos vamos nos deparar: a morte (Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos), o Paraíso (Solenidade de Todos os Santos) e a instauração definitiva do Reino de Cristo (últimos domingos do Tempo Comum, Solenidade de Cristo Rei do Universo e primeira parte do Tempo do Advento). A morte, o juízo, a vida eterna, o Reino de Deus são realidades escatológicas, ou seja, que dizem respeito ao eschaton (o "fim", no sentido de plenitude, realização, destino, mas não de destruição) do homem e do mundo.
Em 30 de novembro de 2007 o Papa Bento XVI publicou sua segunda Carta Encílica, intitulada Spe Salvi, sobre a esperança cristã. É o documento mais atualizado da Igreja sobre a escatologia, que busca apresentar a "razão da nossa esperança" (cf. 1Pd 3,15) em diálogo com as críticas da Modernidade, removendo preconceitos e falsas interpretações e propondo com clareza o pensamento eclesial.
Como um convite à leitura deste documento pontifício, apresento aqui um resumo que preparei dos seus conteúdos centrais, com o desejo de contribuir para a formação dos nossos fiéis.

BENTO XVI E A ESPERANÇA CRISTÃ:
resumo da Carta Encíclica Spe Salvi

Laersio da Silva Machado
3º ano de Teologia - Diocese de Imperatriz

1 INTRODUÇÃO
“Atualmente permanecem estas três: a fé (πίστις), a esperança (ελπίς), o amor (αγάπη). Mas a maior delas é o amor” (1Cor 13,13). Bento XVI, como teólogo fundamental de matriz Agostiniana (e, portanto, paulina) e influenciado pela Theologia crucis de Hans Urs von Balthasar (“só o amor é crível”), concorda plenamente com essa perícope da carta aos coríntios. Tanto é verdade que, segundo afirmam muitos vaticanistas, ele assumiu o projeto de apresentar ao longo de seu pontificado, em três encíclicas, cada uma das virtudes teologais.
Dando-se crédito a tal informação, percebe-se a lógica paulina da composição. Bento XVI inicia tratando da maior das virtudes, o Amor: Deus caritas est (1Jo 4,16). Este é, de fato, o incipit da sua primeira carta encíclica, mas é também o pano de fundo de outros dois documentos: a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis e a Carta Encíclica Caritas in Veritate.
A primeira das virtudes, a Fé, ao que parece será tratada no ano próximo – para o qual foi convocado um “Ano da Fé”, com o objetivo de repropor a fé cristã ao mundo na comemoração do Cinquentenário da Abertura do II Concílio Ecumênico do Vaticano (1962 – 2012). Aguarda-se uma encíclica sobre a Fides para breve.
Mas a segunda das virtudes, a Esperança, foi o tema da Carta Encíclica Spe Salvi, aqui resumida. “Spe Salvi facti sumus” – “Na esperança é que fomos salvos” (Rm 8,24). Esta encíclica aborda toda a problemática contemporânea da esperança: se Theodor Adorno afirmou que não pode haver poesia depois de Auschwitz, Bento XVI tenta responder à pergunta de se é possível não apenas "falar sobre", mas "encontrar uma" esperança para a humanidade depois de Auschwitz.

2 A ESPERANÇA CRISTÃ: FÉ E SALVAÇÃO

A encíclica tem início com a afirmação categórica, fundada no texto paulino que lhe serve de incipit, de que a esperança cristã é de tal magnitude que, por si mesma, é portadora de salvação. Indagando-se sobre que tipo de esperança é esta, então, Bento XVI apresenta, a partir do dado bíblico, a quase identidade entre esperança e fé: quem não tem fé, quem não encontrou Deus, não possui esperança neste mundo (cf. Ef 2,12).
A esperança cristã funda-se no conhecimento de Deus – do verdadeiro Deus. Não se trata de uma esperança fugaz de teor político, mas de um encontro com um Ser, com uma Vida que comunica vida, um encontro com o Absoluto que transforma e dá sentido a toda a existência humana: a esperança cristã é o encontro pessoal com Deus em Jesus Cristo.
Encontrar Deus, o Verdadeiro Deus é reconhecer que a vida tem um sentido, que ela não é dirigida pela sobranceira imprevisibilidade do destino, nem pela cíclica configuração dos astros, mas que ela está nas mãos de seu Autor.
A fé é, incoativamente, a realização de tudo aquilo que somos chamados a ser em plenitude no nosso telos, em Deus: ela já é início da eternidade. E por isso a fé é esperança, e esperança redentora, pois ela nos mergulha na tensão do “já” possuir os bens eternos e do “ainda não” possuí-los em plenitude.
Bento XVI prossegue tentando responder ao questionamento do homem de hoje acerca do sentido de uma vida eterna: afinal, que realidade-promessa é esta? Para tanto, retomando os Padres da Igreja – em particular Ambrósio de Milão – recorda que todo homem traz inscrito em si um profundo desejo de eternidade. Desejo que esconde e revela um paradoxo: não nos conformamos com a brevidade da vida na terra, desejamos durar por mais tempo, por todo o tempo; mas não desejamos perpetuar os sofrimentos aos quais estamos sujeitos. Queremos e não queremos ser eternos. A finitude humana é, portanto, um remédio para a tediosa e sofrida “vida eterna” neste mundo.
A este paradoxo Agostinho dá um novo sentido: nós almejamos a vita beata, a vida feliz, bem-aventurada. Não desejamos perpetuar os sofrimentos, mas sim a felicidade. E é isso que pedimos na oração. Mas pedimos sem conhecimento, sem saber o que desejamos, tateando no escuro de nossa docta ignorantia.
Esta realidade que parece tão confusa – que é desejada e repugnada, que “já-é” e que também “ainda-não-é” – é a esperança que nos move. É, diz o Papa Ratzinger, “algo parecido com o instante repleto de satisfação, em que a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade. Seria o instante de mergulhar no oceano do amor infinito, no qual o tempo – o antes e o depois – já não existe (...), um incessante mergulhar na vastidão do ser, ao mesmo tempo que ficamos simplesmente inundados pela alegria” (SS, n. 12).
Adentrando nas críticas do pensamento moderno ocidental à esperança cristã, Bento XVI passa a confrontar a esperança cristã (em seu rosto original e profundo) com a esperança construída como alternativa a esta pela Modernidade.
Os modernos acusam a esperança cristã, fundada na crença na salvação, de ser individualista: enquanto olhamos o céu, em busca de um momento em que seremos arrebatados ao encontro do Senhor, esquecemo-nos do mundo e, muito ocupados em encontrar a nossa salvação, deixamos os demais entregues à própria sorte e às suas misérias.
Citando Henri de Lubac, buscando nas Sagradas Escrituras o fundamento último, o Papa Bávaro demonstra o caráter social, coletivo da esperança cristã: não nos salvamos sozinhos, mas em conjunto, como Civitas Dei, Populo Dei. E vai além: aponta a origem dessa tergiversação da mensagem cristã.
Francis Bacon e seus adeptos indicaram a ciência como a responsável pela dominação da natureza, a realização de todo progresso e a conquista da absoluta autonomia do homem pela razão e pela liberdade. A esperança tinha um novo nome: não mais fé, mas progresso. A religião, portanto, perdeu seu papel de portadora da esperança para a humanidade. Ela deveria agora oferecer ao homem apenas o cuidado de sua alma em vista da salvação eterna individual.
A caminhada em busca do progresso com o Iluminismo e seus continuadores (o marxismo, por exemplo), tornou-se um progressivo distanciamento da esperança cristã, sempre mais relegada para a esfera individual, privada – quando não sumariamente eliminada não como desnecessária, mas como prejudicial (p. ex. os radicais da Revolução Francesa e do materialismo).
Os resultados da história, porém, foram funestos: nenhum dos caminhos que prometeram o Reino do Homem como era de plena realização das esperanças funcionou. O Iluminismo levou, de um lado (o de Marx) ao impasse diante do dia depois da ascensão do proletariado que conduziu a Stálin e seus expurgos, e, de outro lado (o do capitalismo) ao império da vontade (Hitler e os campos de concentração) e ao absurdo da técnica (a Bomba Atômica dos Estados Unidos).
Ambos os modelos buscaram uma esperança des-humana: o homem permanece sempre homem, capaz de escolhas (pelo Bem e pelo Mal). E por causa desta ambiguidade potencial as realizações humanas também são ambíguas: podem salvar ou matar. Um progresso fundado na técnica, na ciência, na economia é um projeto falido em sua raiz.
É preciso antes um progresso ético, que se faz sempre de novo, a cada geração: este é o verdadeiro exercício da liberdade. Ser livre é escolher quais os caminhos trilhar diante da realidade, tendo como base as experiências do passado, mas não irremediavelmente determinado ad extra por elas.
Para trilhar este caminho em busca de uma esperança que seja factível e suficiente, enfim, que seja verdadeira, é preciso fazer a autocrítica da modernidade, mas também do cristianismo moderno (a devotio moderna, que embarcou na onda do momento e dirigiu-se de maneira intimista ao indivíduo isolado).
“Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor” (SS, n. 26). Esta é a vida eterna: é viver o amor imperecível, o amor sem ocaso, o Amor que é uma Pessoa (Jo 17,3; 1Jo 4,16), que encontramos em Cristo Jesus.
A relação com Deus, com o Amor Eterno, faz-se através de Jesus. E, apesar de pessoal, não é individual: o encontro com Jesus insere-nos no objetivo de sua Encarnação – a salvação de todos. É neste “todos” que nós entramos em relação: o telos de Jesus Cristo era oferecer a Vida, a Esperança definitiva a “todos”; encontrando-nos com Jesus e entrando em relação com ele também nós assumimos o telos de Jesus como nosso.
A esperança cristã aprende-se em alguns “locais” específicos. Antes de tudo na oração, quando nos lançamos confiadamente naquele que jamais deixa de nos ouvir, que jamais nos abandona à nossa própria sorte, mas que está sempre à nossa espera. E a oração, que é – segundo Agostinho – o exercício do desejo, da dilatação da alma, leva a um caminho para encher-se de esperança: é preciso retirar o vinagre do recipiente de nosso coração para dar lugar à doçura do mel com que Deus quer preenchê-lo. Só há lugar para a esperança onde se retirou a desesperança e o desamor.
Mas a ação e o sofrimento também são “lugares” de aprendizado da esperança. Lá onde as forças parecem insuficientes, onde parece não haver esperança alguma, é lá que devemos esperar contra toda humana esperança. É esta “grande esperança” que permite ao homem suportar as ondas revoltas da História e as vicissitudes da vida cotidiana sem desesperar. E esperar além dos sofrimentos não significa resignar-se diante destes e não tentar minorá-los: significa ter a consciência de que é impossível removê-los de todo do horizonte da humanidade.
É nos porões, nos calabouços da vida humana, na “hora das trevas” que também encontramo-nos – mais uma vez – com Jesus Cristo: ele desceu ad inferos para aproximar-se de quem foi ali lançado, para erguê-lo novamente à sua condição de dignidade, transformando trevas em luz.
Bento XVI apresenta, num confronto com as expectativas da Modernidade e do homem de hoje, o Juízo como lugar não só de aprendizagem, mas de exercício da esperança. O Juízo não pode ser mais apresentado como o quiseram os artistas do fim da Idade Média e do Renascimento: o Dies Irae, terrível e temível. É ele o momento do encontro definitivo com a razão de toda esperança. É o termo da esperança, que de “espera” torna-se realização, ato. Inferno, paraíso e purgatório não são e nem podem ser elementos de temor, mas de esperança: esperança na Justiça (o mal não triunfará, mas será condenado) e na Graça (o amor de Deus superará as fraquezas humanas, “queimando” as imperfeições e impurezas que encobriam o tesouro da vida divina no coração).
Por fim, dirigindo o olhar para Maria, Estrela da Esperança, Bento XVI eleva uma prece para que todos os homens aprendam dela a crer, esperar e amar. Ela é a "estrela da esperança": como peregrina na fé (Lumen Gentium 58), já encontrou o porto ao qual nos destinamos. Agora, como a estrela polar, ela nos indica o nosso Norte, o destino para o qual navegamos em meio às tormentosas e revoltas ondas do mar da vida. Olhando para tal estrela podemos ter certeza de atingir também o nosso destino: a vida eterna em comunhão com Deus, que é nossa esperança.

3 CONCLUSÃO

A Carta Encíclica Spe Salvi, com clareza de doutrina e de argumentação, estabelece um diálogo com as mais críticas tendências filosóficas da modernidade, respondendo a seus questionamentos e apresentando também as suas falhas nos seus projetos de “esperança”.
Bento XVI não trilha a senda de uma batalha apologética, comprovando a veracidade incontestável da doutrina eclesial contra as heréticas proposições dos “modernistas”. Ao contrário, em seu diálogo é capaz de apontar também os elementos positivos das mais diversas posições filosóficas – mesmo o marxismo. Ele rompe com alguns preconceitos e más-compreensões da doutrina católica e, apresentando o verdadeiro rosto da esperança cristã, demonstra como ela é capaz de responder satisfatoriamente aos anelos do homem.
O Papa faz um convite que deve ser aceito por todos: não basta passar em revista a história da filosofia e, com o dedo em riste, indicar as falhas dos que pensaram de modo diferente. É preciso um exame também do cristianismo moderno, do cristianismo atual: a pergunta, pleonasticamente, seria “que esperança esperamos”? Fazendo este exercício de honestidade e de correção de desvios poderemos, como pede São Pedro, estar prontos a “dar a razão de nossa esperança a todos aqueles que nos pedirem” (1Pd 3,15).


REFERÊNCIAS


BENTO XVI. Carta encíclica Spe Salvi do Sumo Pontífice Bento XVI aos bispos, presbíteros e diáconos, às pessoas consagradas e a todos os fiéis leigos sobre a esperança cristã. 4.ed. São Paulo: Paulinas, 2008. (A voz do Papa, 192).