terça-feira, 9 de outubro de 2012

Porta Fidei: um convite a renovar a Igreja pela Fé



 O Papa Bento XVI, em 11 de outubro de 2011, publicou uma Carta Apostólica sob forma de motu proprio (ou seja, por sua própria vontade e iniciativa) para convocar um “Ano da Fé”. A carta, que inicia com as palavras latinas “Porta Fidei” – a porta da Fé – apresenta em quinze pontos os aspectos fundamentais de tal evento, que deverá chamar a atenção dos fiéis católicos de todo o mundo entre 2012 e 2013 para a necessidade de revigorar a adesão à Fé cristã católica, conhecendo-a com maior profundidade e professando-a pessoal e comunitariamente.
Mas, o que é um “Ano da Fé”? Ele vem a ser um período de proclamação pública dos artigos da Fé e de renovado empenho em difundir as verdades neles contidas. Este não é o primeiro a ser convocado, como recorda o Papa (Porta Fidei, n. 4). Já Paulo VI, para comemorar os 1900 anos do martírio de São Pedro e São Paulo, convocara um Ano da Fé para 1967. Na ocasião do encerramento do mesmo, o Papa Montini pronunciou a Profissão Solene de Fé, conhecida como Credo do Povo de Deus.
O Ano da Fé será celebrado entre 11 de outubro de 2012 e 24 de novembro de 2013. A primeira data marca as comemorações do cinquentenário da Abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II e dos vinte anos do Catecismo da Igreja Católica. No mesmo mês será celebrado um Sínodo dos Bispos dedicado à “Nova Evangelização”, ou seja, a “re-evangelização” dos cristãos afastados. A segunda data, Solenidade de Cristo Rei do Universo, é simbólica em si mesma: o Ano da Fé deve proclamar também a verdade do reinado universal de Cristo.
As comemorações que o Ano da Fé pretende açambarcar delineiam o rosto que Bento XVI lhe quer imprimir: uma redescoberta das riquezas do Concílio Vaticano II e sua validade para nossos dias e a necessidade de haurir das fontes da Tradição e do Magistério os conteúdos da Fé para proclamá-los a todos quantos não os conhecem ou os deixaram de lado nas vicissitudes da história, como dois elementos fundamentais para a renovação da Igreja na continuidade com a Tradição e a “reconquista” do espaço perdido no Ocidente nos últimos séculos.
O contexto profundo que motivou o Papa a convocar um novo Ano da Fé pode ser divisado nas entrelinhas do documento: é aquele de um crescente relativismo, que lança dúvidas sobre toda e qualquer forma de verdade, inclusive as imemoráveis verdades da Fé (cf. nn. 2, 8, 12, 15). O terreno no qual se movimentam os cristãos tornou-se movediço: há uma sensação de que se está passando rapidamente do claro-escuro da Fé (que ao mesmo tempo vela e revela a Verdade) ao blackout generalizado das consciências, tornadas opacas e refratárias à recepção da luz dessa mesma Fé.
Em síntese, Bento XVI propõe o Ano da Fé como uma oportunidade de professar, celebrar e testemunhar a Fé (nn. 8-9) perante o mundo pós-moderno, procurando fazer uma experiência firme e profunda com o Cristo Ressuscitado (n. 15), proclamando a beleza de acreditar (nn. 2 e 13) e anunciando com a vida e a prática da caridade a operosidade da fé cristã (n. 14). Este, acredita o Papa Ratzinger, é o caminho para renovar a Igreja, revigorando-a a partir de dentro, de suas convicções mais profundas, de sua própria relação com o Senhor.

 Laersio da Silva Machado
(Artigo preparado para o Jornal do 3º ano de Teologia do IESMA)
NOSSOS PADROEIROS


SANTA TERESA D'AVILA





Vida religiosa
Teresa ficou no Convento da Encarnação. Tinha 20 anos. Seu pai, ao vê-la tão decidida, deixou de opor-se à sua vocação. Um ano depois fez a profissão dos votos. Pouco depois, piorou de uma enfermidade que começara a molestá-la antes de professar. Seu pai a retirou do convento. A irmã Joana Suárez acompanhou Teresa para ajudá-la. Os médicos, apesar de todos os tratamentos, deram-se por vencidos e a enfermidade, provavelmente impaludismo (malária), se agravou. Teresa conseguiu suportar aquele sofrimento, graças a um livrinho que lhe fora dado de presente por seu tio Pedro: "O terceiro alfabeto espiritual", do Padre Francisco de Osuna. Teresa seguiu as instruções da pequena obra e começou a praticar a oração mental. Finalmente, após três anos, ela recuperou a saúde e retornou ao Carmelo.
Sua prudência, amabilidade e caridade conquistavam a todos. Segundo o costume dos conventos espanhóis da época, as religiosas podiam receber todos os visitantes que desejassem, a qualquer hora. Teresa passava grande parte de seu tempo conversando no locutório. Isto a levou a descuidar-se da oração mental. Vivia desculpando-se dizendo que suas enfermidades a impediam de meditar.
Pouco depois da morte de seu pai, o confessor de Teresa fê-la ver o perigo em que se achava sua alma e aconselhou-a a voltar à prática da oração. Desde então, a santa jamais a abandonou. No entanto, ainda não se decidira a entregar-se totalmente a Deus nem a renunciar totalmente às horas que passava no locutório trocando conversas e presentes com os visitantes. Curioso notar que, em todos estes anos de indecisão no serviço de Deus, Santa Teresa jamais se cansava de prestar atenção aos sermões, "por piores que fossem".
Cada vez mais convencida de sua indignidade, Teresa invocava com freqüência os grandes santos penitentes, Santo Agostinho e Santa Maria Madalena, aos quais estão associados dois fatos que foram decisivos na vida da santa. O primeiro foi a leitura das "Confissões" de Santo Agostinho. O segundo foi um chamamento à penitência que ela experimentou diante de um quadro da Paixão do Senhor: "Senti que Santa Maria Madalena vinha em meu socorro... e desde então muito progredi na vida espiritual". Sentia-se muito atraída pelas imagens de Cristo ensangüentado em agonia. Certa ocasião, ao deter-se sob um crucifixo muito ensanguentado, perguntou: "Senhor, quem vos colocou aí?" Pareceu-lhe ouvir uma voz: "Foram tuas conversas no parlatório que me puseram aqui, Teresa". Ela chorou muito e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e nas amizades que não a levavam à santidade.
As Carmelitas, como a maioria das religiosas, desde os princípios do século XVI, já haviam perdido o primeiro fervor. Já vimos que os locutórios dos conventos de Ávila eram uma espécie de centro de reunião para damas e cavalheiros de toda a cidade. As religiosas saíam da clausura pelo menor pretexto. Os conventos eram lugares ideais para quem desejava uma vida fácil e sem problemas. As comunidades eram muito numerosas. O Convento da Encarnação possuía quase 200 religiosas.

"Só o amor dá valor a todas as coisas. E o mais necessário é que seja grande o bastante para que nenhuma coisa o estorve".
 Santa Teresa D'Avila




SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA


Logo estabeleceu-se na Serra da Arrábida e, aí, ajudou a fundar uma série de mosteiros para os chamados Arrábidos (ou Capuchos, noutras zonas do país), nomeadamente o chamado Convento da Arrábida. Escreveu toda a regra da comunidade lá perto, em Azeitão.
Em 1555, iniciou a reforma da Ordem dos Capuchinhos mediante as regras "alcantarinas", hoje conhecidas como de "Estrita Observância". Mais tarde, foram os Arrábidos que foram colocados no Convento de Mafra por dom João V. Acabaram por ser expulsos de Portugal quando da implantação do liberalismo no país, sendo, então, reintegrados na Ordem Franciscana.
Em 1557, estava no Reino de Portugal que tanto amava.
Era notável pregador e místico, amigo e confessor de Santa Teresa d‘Ávila a quem terá ajudado em 1559 na tarefa de reforma da Ordem Carmelita, a par de S. João da Cruz.


 





REITOR DO SEMINÁRIO BOM PASTOR COMPLETA UM ANO RESIDINDO 
EM SÃO LUÍS



No ultimo dia 04 de outubro, Pe. Ivanildo Oliveira, completou um ano de retorno a capital do Estado do Maranhão. No dia 30 de novembro próximo fará um ano que assumiu a reitoria do Seminário Bom Pastor. Louvemos da Deus pelo chamado e vocação de nosso reitor!!!

sinodo2013okOs trabalhos da 13ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização foram abertos na manhã desta segunda, 08, com a oração das Laudes, presidida pelo Papa, na Sala Paulo VI. Bento XVI se dirigiu aos 262 padres sinodais de todo o mundo com as seguintes palavras: “O cristão não deve ser morno; este é o mais grave perigo para o cristianismo de hoje: a tepidez desacredita o cristianismo” – refletiu o Papa.

Logo após, teve início a primeira sessão solene, com a saudação dos presidentes-delegados e a introdução do Secretário-Geral do Sínodo, Dom Nikola Eterovic. Ele destacou que um dos desafios para a Nova Evangelização é o individualismo. “A nossa cultura exalta o indivíduo e minimiza a relação necessária entre as pessoas. Exaltando a liberdade individual e a autonomia, é fácil perder de vista a nossa dependência dos outros e a responsabilidade diante do outro.”

A Nova Evangelização não é um programa, disse Dom Eterovic. Trata-se de um modo de pensar, de ver e de agir. “É como uma lente através da qual vemos as oportunidade de proclamar novamente o Evangelho. É também um sinal de que o Espírito Santo continua a trabalhar ativamente na Igreja.”

Para o Secretário-Geral do Sínodo, no centro da Nova Evangelização está a renovada proposta do encontro com o Senhor Ressuscitado, o seu Evangelho e a sua Igreja àqueles que não acham mais atraente a mensagem da Igreja.

Foi apresentado o "Relatório antes da discussão", apresentado pelo relator-geral da Assembleia sinodal, o arcebispo de Washington, Cardeal Donald Wuerl. Em seguida, o arcebispo de Hong Kong, Cardeal John Tong Hon, dirigiu aos Padres sinodais palavras vibrantes: recordou o temor do regime comunista vivido por parte de tantas famílias da diocese, antes da anexação da cidade à China, 1997.

Depois, o Cardeal Tong Hon recordou três princípios fundamentais da evangelização: a comunhão tanto com Deus quanto como os homens, em particular, com os pobres; o serviço entendido como doação de si e a doutrina, ou seja, aquele encontro pessoal com Cristo que nos leva a ser suas testemunhas:

"Devemos ser testemunhas zelosas da nossa fé" – concluiu o bispo de Hong Kong.

Ao término da primeira sessão dos trabalhos, realizou-se na Sala de Imprensa da Santa Sé, no Vaticano, um encontro do qual participaram o arcebispo de Washington e relator-geral do Sínodo, Cardeal Donald Wuerl, e o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli.

"Anunciar o Evangelho num contexto caracterizado pelas novas tecnologias. Esse é um dos principais desafios da nova evangelização", afirmou Dom Celli ressaltando com precisão um dos temas mais difíceis que os Padres sinodais deverão abordar na definição dos objetivos da nova evangelização.

Por sua vez, o Cardeal Wuerl disse que dentre os principais temas evidenciados pelo Sínodo encontra-se o da recuperação de uma correta identidade católica: tanto entre os jovens adultos, quanto naqueles que se distanciaram da fé.

O purpurado explicou que uma escassa consciência de identidade torna difícil também a relação e o diálogo em âmbito ecumênico. Uma das bases das quais partir novamente no complexo percurso da nova evangelização nos é dada pelo Catecismo da Igreja Católica, do qual estamos para celebrar o 20º aniversário.

Mas como transmitir corretamente a mensagem evangélica, a Palavra de Jesus no atual contexto social, como encontrar o método justo? Dom Celli falou aos jornalistas de uma Igreja que por sua natureza deve anunciar o Evangelho, e se não o faz, trai a sua vocação.

O problema não é tecnológico, mas de método: "É preciso entender como a Igreja pode dialogar com os homens e as mulheres de hoje, entrando em sintonia com eles, partilhando alegrias, esperanças, dificuldades e tensões", explicou o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.
 
Fonte: Site CNBB

domingo, 7 de outubro de 2012

Papa no Angelus pede que se valorize a oração do Terço

 

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI recitou o Angelus nesta manhã na conclusão da Santa Missa de abertura do Sínodo dos Bispos na Praça São Pedro na presença de mais de 400 bispos provenientes de todo o mundo. Aos fiéis presentes o Santo Padre, na alocução que precedeu a oração mariana, recordou que hoje veneramos Nossa Senhora como Rainha do Santo Rosário. O Pontífice destacou ainda que naquele mesmo momento no Santuário de Pompéia, perto de Nápoles, estava sendo feita a tradicional “Súplica” a Nossa Senhora, à qual se uniam inúmeras pessoas em todo o mundo. E Bento XVI chamou a atenção para o valor da oração do terço:
“Enquanto também nós nos associamos espiritualmente a esta coral oração, gostaria de propor a todos que valorizem a oração do Terço no próximo Ano da fé. Com o Terço, de fato, nós nos deixamos guiar por Maria, modelo de fé, na meditação dos mistérios de Cristo, e dia após dia somos ajudados a assimilar o Evangelho, para que molde toda a nossa vida”.

Portanto, - continuou o Santo Padre - na esteira dos meus antecessores, especialmente o Beato João Paulo II, que há dez anos nos deu a Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, “convido-os a rezar o Terço, pessoalmente, em família e na comunidade, colocando-se na escola de Maria, que nos conduz a Cristo, centro vivo de nossa fé”.
O Papa em seguida fez uma breve saudação em várias línguas aos fiéis presentes na Praça São Pedro. Em espanhol, Bento XVI convidou os fiéis a rezarem pelo Sínodo dos Bispos recordando que neste domingo proclamou Doutores da Igreja o sacerdote espanhol São João de Ávila e a religiosa alemã Santa Hildegard de Bingen. “Que suas figuras e obras continuem sendo faróis luminosos e seguros no anúncio do Reino de Deus, e nos ajudem a crescer a cada dia na autêntica vida de fé”.
O Pontífice saudou ainda os pererinos de língua portuguesa e concedeu a todos a sua Benção Apostólica:
“Dirijo agora uma calorosa saudação aos peregrinos de língua portuguesa! Convido a todos a rezarem pelos trabalhos do Sínodo dos Bispos, hoje inaugurado, cujo tema é «A Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã». Peçamos a Santa Maria, Estrela da Nova Evangelização, que nos ajude a caminhar com mais convicção e alegria no caminho da fé para assim podermos ser autênticas testemunhas de Jesus Cristo no mundo! Um Feliz domingo para todos!” (SP)
 
fonte: Newa.VA

Bento XVI preside Santa Missa de abertura do Sínodo e reafirma: "o matrimônio se constitui, em si mesmo, um Evangelho, uma Boa Nova para o mundo de hoje"


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI abriu solenemente na manhã deste domingo, 7, o Sínodo sobre a Nova Evangelização, presidindo a Santa Missa na Praça São Pedro. Durante a celebração, na presença de mais de 400 bispos e 25 mil fiéis proclamou Doutores da Igreja a Santa medieval alemã, Hildegarda de Bingen, e o Santo espanhol João de Ávila, que viveu em 1500.
Com esta solene concelebração – disse o Papa na sua homilia - inauguramos a XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem como tema: A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã.
“Esta temática responde a uma orientação programática para a vida da Igreja, de todos os seus membros, das famílias, comunidades, e das suas instituições. Tal perspectiva se reforça pela coincidência com o início do Ano da Fé, que terá lugar na próxima quinta-feira, dia 11 de outubro, no 50º aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II”.

“A Igreja existe para evangelizar”, continuou o Papa, que se deteve sobre o “renovado dinamismo da atividade evangelizadora da Igreja em determinados períodos da história. “Basta pensar na evangelização dos povos anglo-saxões e eslavos, ou na transmissão do Evangelho no continente americano, e, em seguida, nos distintos períodos missionários junto dos povos da África, Ásia e Oceania”.
"Também nos nossos tempos, o Espírito Santo suscitou na Igreja um novo impulso para proclamar a Boa Nova, um dinamismo espiritual e pastoral que encontrou a sua expressão mais universal e o seu impulso mais autorizado no Concílio Ecumênico Vaticano II".

Segundo o Santo Padre “tal renovado dinamismo de evangelização produz uma influência benéfica sobre os dois ramos”concretos que desenvolvem a partir dela, ou seja, por um lado, a “missio ad gentes”, isto é, a proclamação do Evangelho para aqueles que ainda não conhecem a Jesus Cristo e a Sua mensagem de salvação”; e, por outro lado, a nova evangelização, destinada principalmente às pessoas que, embora batizadas, se distanciaram da Igreja e vivem sem levar em conta prática cristã.
“A Assembléia sinodal que se abre hoje é dedicada a essa nova evangelização, para ajudar essas pessoas a terem um novo encontro com o Senhor, o único que dá sentido profundo e paz para a existência; para favorecer a redescoberta da fé, a fonte de graça que traz alegria e esperança na vida pessoal, familiar e social. Obviamente, esta orientação particular não deve diminuir nem o impulso missionário, em sentido próprio, nem as atividades ordinárias de evangelização nas nossas comunidades cristãs. Na verdade, os três aspectos da única realidade de evangelização e completam e se fecundam mutuamente”.

Neste sentido - continuou o Santo Padre - , o tema do matrimônio, que nos ofereceu o Evangelho e a primeira leitura deste domingo, merece uma atenção especial. A mensagem da Palavra de Deus pode ser resumida na expressão contida no livro do Gênesis e retomada pelo próprio Jesus: «Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne». O que significa hoje para nós essa palavra? - perguntou o Papa:
“Parece-me que nos convida a nos tornarmos mais conscientes de uma realidade já conhecida, mas talvez não totalmente apreciada, ou seja, que o matrimônio se constitui, em si mesmo, um Evangelho, uma Boa Nova para o mundo de hoje, em particular para o mundo descristianizado. A união do homem e da mulher, o ser «uma só carne» na caridade, no amor fecundo e indissolúvel, é um sinal que fala de Deus com força, com uma eloqüência que hoje se torna ainda maior porque, infelizmente, por diversas razões, o matrimônio, justamente nas regiões de antiga tradição cristã, está passando por uma profunda crise”.
Não é uma coincidência, acrescentou o Papa. O matrimônio está ligado à fé, não num sentido genérico. “O matrimônio se fundamenta, enquanto união do amor fiel e indissolúvel, na graça que vem do Deus Uno e Trino, que em Cristo nos amou com um amor fiel até a Cruz”.
“Hoje, - destacou Bento XVI -, somos capazes de compreender toda a verdade desta afirmação, em contraste com a dolorosa realidade de muitos matrimônios que, infelizmente, acabam mal. Há uma clara correspondência entre a crise da fé e a crise do matrimônio. E, como a Igreja afirma e testemunha há muito tempo, o matrimônio é chamado a ser não apenas objeto, mas o sujeito da nova evangelização.
Isso já se vê em muitas experiências ligadas a comunidades e movimentos, mas também se observa, cada vez mais, no tecido das dioceses e paróquias, como demonstrou o recente Encontro Mundial das Famílias.
A chamada universal à santidade – disse Bento XVI - é uma das idéias chave do renovado impulso que o Concílio Vaticano II deu à evangelização que, como tal, aplica-se a todos os cristãos. Os santos são os verdadeiros protagonistas da evangelização em todas as suas expressões.
Em seguida o Papa recordou que hoje foram agregados ao grupo seleto dos Doutores da Igreja dois santos, São João de Ávila e Santa Hildegarda de Bingen.
São João de Ávila que viveu no século XVI. Profundo conhecedor das Sagradas Escrituras, dotado de um ardente espírito missionário. Soube adentrar, com uma profundidade particular, nos mistérios da Redenção operada por Cristo para a humanidade. Homem de Deus, unia a oração constante à atividade apostólica. Dedicou-se à pregação e ao aumento da prática dos sacramentos, concentrando seus esforços para melhorar a formação dos futuros candidatos ao sacerdócio, dos religiosos, religiosas e dos leigos, em vista de uma fecunda reforma da Igreja.
Santa Hildegarda de Bingen, importante figura feminina do século XII, ofereceu a sua valiosa contribuição para o crescimento da Igreja do seu tempo, valorizando os dons recebidos de Deus e mostrando-se uma mulher de grande inteligência, sensibilidade profunda e de reconhecida autoridade espiritual. O Senhor dotou-a com um espírito profético e de fervorosa capacidade de discernir os sinais dos tempos. Hildegard nutria um grande amor pela a criação, cultivou a medicina, a poesia e a música. Acima de tudo, sempre manteve um amor grande e fiel a Cristo e à Igreja.
Bento XVI concluiu a sua homilia confiando a Deus o trabalho da Assembléia sinodal com o sentimento vivo da comunhão dos santos invocando, em particular, a intercessão dos grandes evangelizadores, dentre os quais o Beato João Paulo II, cujo longo pontificado foi também um exemplo da nova evangelização. "Colocamo-nos sob a proteção da Virgem Maria, Estrela da nova evangelização. Com ela, invocamos uma especial efusão do Espírito Santo, que ilumine do alto a Assembléia sinodal e torne-a fecunda para o caminho da Igreja". (SP)
 
fonte: site News.VA

sexta-feira, 5 de outubro de 2012



Igreja concede indulgência plenária durante o Ano da Fé. Publicado o decreto que explica as condições

Durante todo o Ano da Fé, de 11 de Outubro 2012 a 24 de Novembro de 2013, poderão ter acesso a uma indulgência plenária da pena temporal pelos próprios pecados distribuída pela misericórdia de Deus, aplicável em sufrágio às almas dos fieis defuntos, todos os fieis que, verdadeiramente arrependidos e devidamente confessados, comungarem sacramentalmente e rezarem pelas intenções do Santo Padre.
Segundo o Decreto "Urbis et Orbis", datado de 14 de setembro passado e agora publicado pela Penitenciaria Apostólica, são as seguintes as condições para lucrar tal indulgência plenária:a) participar pelo menos em três momentos de pregação durante as Missões, ou em três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano II e sobre Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou lugar idóneo;
b) visitar em forma de perregrinação uma Basílica Papal, uma catacumba cristã, uma Catedral, um lugar santo designado pelo ordinário do lugar para o Ano da Fé (por exemplo entre as Basílicas Menores e os Santuários dedicados à Virgem Maria, aos Santos Apóstolos e aos Santos Patronos), participando aí em alguma sagrada celebração ou pelo menos recolhendo-se por algum tempo em meditação, concluindo com a recitação do Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima, as invocações à Virgem Santa Maria e, segundo os casos, aos Santos Apóstolos e Patronos;c) nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé (por exemplo, nas solenidade do Senhor, da Virgem Maria, nas festas dos Santos Apóstolos e Patronos, na Cátedra de S. Pedro) participar num lugar sagrado numa solena eucaristia ou na liturgia das horas, juntando-lhe a Profissão de Fé em quaquer forma legítima;d) renovar as promessas baptismais em qualquer forma legítima. num dia livremente escolhido, durante o Ano da Fé, por ocasião de uma a piedosa visita ao baptistério ou outro lugar onde se recebeu o baptismo.
 
fonte: site News.VA
BOM PASTOR É VICE-CAMPEÃO 
DO TORNEIO 
INTER-DIOCESANO E CONVIDADOS









Parabéns aos nossos jogadores que fizeram uma belíssima participação no torneio realizado pelo Seminário da Diocese de Bacabal....
BENTO XVI PEDE PROTEÇÃO E BENÇÃO PARA AS ABERTURAS 
DO SÍNODO E DO ANO DA FÉ


LoretopapaO papa Bento XVI deixou o Vaticano na manhã de hoje, 4 de outubro, transferindo-se para a cidade de Loreto, região italiana das Marcas, em peregrinação ao Santuário da Santa Casa. Após uma viagem de helicóptero, o Santo Padre visitou o Santuário e celebrou uma missa. O retorno ao Vaticano está previsto para o fim da tarde. A visita de Bento XVI é a oitava de um Pontífice nos últimos 50 anos.
Na sua homilia na celebração da missa diante do Santuário e na presente de mais de 10 mil pessoas, o papa Bento XVI iniciou recordando que no dia 4 de outubro de 1962, o Beato João XXIII foi em peregrinação ao Santuário de Loreto para confiar à Virgem Maria o Concílio Ecumênico Vaticano II, que seria inaugurado uma semana depois.
À distância de 50 anos, também Bento XVI quis ir em peregrinação a Loreto para “confiar à Mãe de Deus duas importantes iniciativas eclesiais: o Ano da Fé, que terá início daqui a uma semana, no dia 11 de outubro, no quinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, e a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para o mês de outubro, com o tema “A Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã”.
Depois de saudar as autoridades civis e eclesiásticas presentes o Santo Padre recordou a Carta Apostólica de convocação, do Ano da Fé, um tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. E justamente em Loreto, disse o Papa, temos a oportunidade de nos colocarmos na escola de Maria, que foi proclamada “Bem-aventurada” porque “acreditou”.
Bento XVI citou o Santuário: “Este Santuário, construído ao redor de sua casa terrena, guarda a memória do momento no qual o Anjo do Senhor veio a Maria com o grande anúncio da Encarnação, e ela lhe deu sua resposta. Esta humilde habitação é um testemunho concreto e tangível do maior acontecimento da nossa história: a Encarnação; o Verbo se fez carne, e Maria, a serva do Senhor, é o canal privilegiado através do qual Deus habitou entre nós. Maria ofereceu a sua carne, colocou-se inteiramente à disposição da vontade de Deus, tornando-se “lugar” de sua presença, “lugar” no qual habita o Filho de Deus”.
O Beato João XXIII há 50 anos, em Loreto, convidava a contemplar este mistério, a “refletir sobre esta união do céu com a terra, que é a finalidade da Encarnação e da Redenção”, e continuava afirmando que o próprio Concílio tinha como objetivo estender sempre mais o alcance benéfico da Encarnação e Redenção de Cristo em todas as formas da vida social.
O Santo Padre encerrou a sua homilia lembrando que sua peregrinação se dá, providencialmente, no dia em que se celebra a memória de São Francisco de Assis, verdadeiro “Evangelho Vivo” e com uma prece a Maria.
“Quero confiar à Santíssima Mãe de Deus todas as dificuldades que vive o nosso mundo na busca de serenidade e de paz; os problemas de tantas famílias que olham para o futuro com preocupação, os desejos dos jovens que se abrem à vida, os sofrimentos dos que esperam gestos e escolhas de solidariedade e de amor. Quero confiar à Mãe de Deus também este especial tempo de graça para a Igreja, que se abre diante de nós. Vós, Mãe do ‘sim’, que escutastes Jesus, falai-nos d’Ele, contai-nos sobre vossa estrada para segui-Lo no caminho da fé, ajudai-nos a anunciá-lo para que cada homem possa acolhê-lo e se tornar morada de Deus. Amém!”.

fonte: site CNBB