segunda-feira, 12 de maio de 2014

Vésperas solene no Seminário Bom Pastor

Nas primeiras vésperas do IV Domingo da Páscoa - Domingo do Bom Pastor - o Seminário Maior Bom Pastor celebrou com muita alegria e solenidade. Apesar da forte chuva que caiu sobre a Capital do Estado, rezamos como família! Rogando ao Cristo Bom Pastor que nos conceda a graça de sermos seus seguidores nos deixando guiar e conduzir pela voz e pelo chamado que o Senhor nos faz.









quinta-feira, 8 de maio de 2014

52ª Assembleia Geral da CNBB | Entrevista com Dom José Valdeci - Bispo da Diocese de Brejo

Como vive um bispo emérito? Ouça

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Aparecida (RV) - Qual é a realidade dos bispos eméritos? São aqueles bispos que completaram 75 anos, idade limite para exercer o ministério episcopal, e apresentaram seu pedido de renúncia ao Papa. Com o pedido aceito, eles se tornam eméritos. Atualmente, há cerca de 160 bispos nessa situação na Igreja no Brasil.

Eles continuam sendo bispos, uma vez que receberam a ordenação episcopal, mas já não têm propriamente um ofício para exercer, como o pastoreio de uma diocese. Isso, porém, não significa que eles não são mais ativos. Um exemplo é Dom Angelico Sandalo Bernardino, emérito da Diocese de Blumenau desde que em 18 de fevereiro de 2009 teve a sua renúncia aceita por limite de idade.

Membro da Subcomissão para os Bispos Eméritos da CNBB, ele participa em Aparecida da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. Silvonei José lhe perguntou como vive a realidade de bispo emérito. Ouça, clicando acima.

Fonte: site da Rádio Vaticano

Francisco recebe Karekin II: o ecumenismo do martírio é semente de unidade


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Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência esta manhã, no Vaticano, o líder da Igreja Apostólica Armênia, Karekin II, Patriarca Supremo e Catholicós de todos os Armênios desde 1999.

Depois de um colóquio privado, foi a vez dos discursos – ocasião em que Francisco definiu esta visita “uma graça especial”.

O Pontífice recordou os laços entre as duas Igrejas, que se reforçaram nos últimos anos através de encontros e diálogos. De modo especial, Francisco citou a Comemoração das Testemunhas da fé do século XX, que foi realizada no âmbito do Grande Jubileu do 2000.

“Na verdade, o número de discípulos que espalharam seu sangue por Cristo nas trágicas vicissitudes do século passado é certamente superior aos dos mártires dos primeiros séculos, e neste martirológio os filhos da nação armênia ocupam um lugar de honra”, afirmou o Papa, pedindo que este testemunho jamais seja esquecido.

Para Francisco, os sofrimentos vividos pelos cristãos nas últimas décadas deram uma contribuição única e inestimável para a causa da unidade entre os discípulos de Cristo. Por isso, o ecumenismo do sofrimento e do martírio constitui um forte apelo a caminhar pela estrada da reconciliação entre as Igrejas.

“Rezemos uns pelos outros: possa o Espírito Santo iluminar-nos e guiar-nos rumo ao dia tão almejado, no qual poderemos compartilhar o banquete eucarístico”, concluiu Francisco.

Após os discursos, houve a troca de presentes. A seguir, o Papa e o Patriarca Karekin II viveram um momento de oração comum na Capela Redemptoris Mater.


Fonte: site Rádio Vaticano

Dom Gilberto Pastana - bispo de Imperatriz - Na 52ª assembleia da CNBB







quarta-feira, 7 de maio de 2014

Bispos aprovam documento sobre a Questão Agrária


O plenário da 52ª Assembleia Geral da CNBB aprovou na tarde desta quarta-feira, 7 de maio, o Documento sobre a visão da Igreja em relação à Questão Agrária Brasileira no século XXI. O processo de construção começou há 5 anos. Desde o ano passado foi publicado como um texto de estudo da CNBB e recebeu contribuições de diversos bispos e dioceses.
 O Documento aprovado está dividido em três partes. Na primeira, faz uma contextualização da situação agrária atual. “Nessa parte, os bispos mostram quais são os gritos ensurdecedores que brotam de tantas realidades, como os povos indígenas, os quilombolas, os pescadores, os ribeirinhos, os extrativistas”, explica o presidente da Comissão Pastoral da Terra, dom Enemésio Lazarris.
A segunda parte traz o olhar dos bispos sobre a atual questão agrária, abordando a posse e o uso da terra à luz da Sagrada Escritura e dos Documentos da Igreja. Já na terceira parte, surgem os compromissos pastorais diante da questão. Dom Enemésio destaca que o Documento “é a palavra de mais de 350 bispos hoje para a sociedade em geral sobre este tema importante”. Segundo ele, “não se destina apenas para dentro da comunidade eclesial, mas para toda a sociedade”.
A parte final do Documento apresenta os desafios diante de realidades bem concretas: trabalho escravo, defesa da natureza, cuidado com a água, produção de energia sustentável. O episcopado também cobra do poder público uma posição sobre esta realidade. “Acreditamos que esse documento seja apresentado aos candidatos aos governos estaduais e federal, dizendo qual é a posição da Igreja em relação à questão agrária, e sobretudo sobre a função social da terra e da propriedade”, disse o bispo.

Fonte: site CNBB

“É necessário abrir o coração para o dom de Deus”, diz dom Pepeu

O arcebispo de Vitória da Conquista (BA), dom Luís Gonzaga Pepeu, presidiu a missa na manhã desta quarta-feira, 7 de maio. Da procissão de entrada no Santuário Nacional participaram os bispos dos estados da Bahia e de Sergipe, que formam o Regional Nordeste 3 da CNBB.
A celebração teve o tom de alegria, próprio do tempo pascal. “A Ressurreição de Cristo é o centro e o fundamento de nossa fé. Ele está vivo e caminha conosco. Se caminharmos juntos e unidos, Ele sempre estará ao nosso lado”, disse dom Pepeu em sua homilia. Ele enfatizou que a fé em Jesus Ressuscitado é fundamental para a compreensão do mistério celebrado na eucaristia.
Ao retomar o texto do Evangelho da liturgia de hoje (Jo 6,35-40), o arcebispo explicou que Jesus se revela como pão da vida, “tal como a água viva, sacia sempre a fome e a sede de quem nele crê”. Ele explicou que o crer é uma graça que deve ser alimentada. “É necessário abrir o coração a este dom de Deus. Tanto Maria como os santos e santas são verdadeiros exemplos de fé para nós, pois abriram a porta de seus corações ao dom de Deus”, disse.
Dom Pepeu retomou o tema do retiro do qual os bispos participaram no último final de semana, orientado pelo arcebispo italiano dom Bruno Forte. “A cada dia somos chamados a caminhar, crescendo sempre mais na fé. A fé não é um produto do nosso coração: é a fé que nos gera, é dom que vem do alto. Tocados por este dom é que os discípulos, mesmos dispersos por causa da perseguição, foram por toda a parte pregando a Palavra”, lembrou.
Concluindo sua reflexão, o arcebispo falou sobre o tema central desta Assembleia Geral, a renovação paroquial. “Somos chamados a ser verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, instrumentos da promoção da paz e do bem. O documento sobre a nova paróquia expressa que, a partir da Eucaristia, cada comunidade cristã concretiza em sinais solidários o compromisso com a prática da caridade”, acrescentou.

Fonte: site CNBB

Panorama da Teologia no Brasil é apresentado aos bispos da 52ªAG

Na manhã deste sétimo dia da 52ª Assembleia Geral da CNBB, os bispos tomaram conhecimento da realidade da Teologia no Brasil, os desafios e avanços. Em plenário, o episcopado brasileiro acompanhou a exposição dos trabalhos realizados pela Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB, composto por cinco bispos, sendo presidida pelo arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha.
 Uma das atividades organizada pela Comissão foi a reunião com os presidentes de Associações de Teólogos no Brasil.  “No país, temos percebido esse avanço da teologia, como também a pluralidade de discursos teológicos e a diversidade desse campo”, comentou.
 Dom Sérgio explicou, ainda, que a teologia tem buscado responder às demandas da ação evangelizadora da Igreja, oferecendo publicações de caráter teológico-pastoral. Entre os desafios, o arcebispo destaca “a necessidade da presença da teologia nas universidades, o diálogo com a ciências da religião e valorização da formação de teólogos”.
 Um estudo desenvolvido pela Comissão Teológica Internacional apontou três constatações, entre elas o crescimento da Teologia, seu pluralismo e fragmentação, como também as demandas de evangelização.
 Em relação à situação teológica no Brasil, houve maior difusão na produção de conteúdo, porém com necessidade de diálogo e aprofundamento em torno de temas e métodos em vista da corresponsabilidade da teologia na missão evangelizadora da Igreja. “A teologia tem uma contribuição imensa, pois não é possível fazer pastoral sem uma sólida base teológica, com fundamentações adequadas”, disse dom Sérgio.

 Avanços

De acordo com dados do relatório apresentado pela Comissão da CNBB, o crescimento da teologia no Brasil pode ser observado no aumento do número de profissionais especializados nos vários campos da teologia e pelo volume de publicações na área. Outro aspecto destacado no estudo refere-se ao pluralismo dos discursos teológicos difundido por meio de Associações e profissionais da teologia.
Dentro das perspectivas, foi identificado a necessidade do fortalecimento e a criação, no Brasil, de centros especializados de estudos nas várias áreas abrangidas pela teologia, na proposta de contribuir para formação sólida de presbíteros, religiosos e leigos.

Fonte: site CNBB

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Bispos refletem sobre testemunhas bíblicas da fé


As meditações do arcebispo de Chieti, em Vasto, na Itália, dom Bruno Forte, durante o retiro espiritual dos bispos, que faz parte da programação da 52ª Assembleia Geral da CNBB, abordaram a fé de Abraão, Maria, Pedro e Paulo. O retiro teve início no dia 3, à tarde e terminou neste domingo, ao meio dia. Na noite de sábado, os bispos participaram do lucernário, celebração na qual cada um acende uma vela, canta e medita a Palavra de Deus.
Testemunhas
Ao falar sobre a fé de Abraão, dom Bruno disse que não se trata de um “produto do coração”, mas de um dom. “Abraão aposta na impossível possibilidade de Deus, isto é, no fato que o mesmo Deus que deu e que tirou é o Deus no qual é preciso confiar”, disse dom Bruno, ao citar o exemplo de Abraão que se dispôs a sacrificar o próprio filho. “Deus sempre tem uma possibilidade impossível! Abraão confia em Deus, também no tempo do silêncio de Deus. Esta é a grandeza de Abraão: confiar em Deus não só quando tudo vai bem, quando Ele faz a tua vontade, mas também e sem reservas quando Ele te tira tudo, quando chega a pedir-te que o Isaac do teu coração seja sacrificado”, acrescentou.
Sobre a fé de Maria, dom Bruno disse que “ela é capaz de um amor atento, concreto, alegre e terno”. “Maria se aproxima sob o signo da ternura, isto é, do amor que gera alegria, que não cria distâncias, que antes aproxima os distantes, fazendo com que se sintam acolhidos e os enche com o espanto e a beleza de descobrir-se objeto de puro dom”, destaca. Segundo o bispo, na vida de Maria, o relacionamento com o Filho é determinante. “Mãe atenta e terna, vive as expectativas, os silêncios, as alegrias e as provas que toda mãe é chamada a atravessar: é significativo que nem sempre compreenda tudo sobre ele. Mas vai adiante, confiando em Deus, amando e protegendo a seu modo aquele Filho, tão pequeno e tão grande, numa mistura de proximidade e de dolorosas separações, que a tornam modelo de maternidade: os filhos são gerados na dor e no amor por toda a vida”, explica dom Bruno.
Quanto a Pedro, segundo dom Bruno, “foi alguém que aprendeu a não ser nada”, porque aprende o “caminho da humildade’ que é o “caminho da fé vivida, porque ama Deus os humildes e aceita morar em seu coração que tem sede dele”.
Já Paulo é descrito por dom Bruno Forte como “um homem ‘tocado’ por Deus de maneira tão profunda que viveu o restante de seus dias movido pelo único desejo de comunicar aos outros a experiência de amor gratuito e libertador feita no encontro com o Senhor Jesus no caminho de Damasco”. 

Fonte: Site CNBB

Dom Itamar Vian fala sobre a Questão Agrária


Tema de discussão dos bispos neste segundo dia da 52ª Assembleia Geral da CNBB, o  texto “A Igreja e a questão agrária no início do século 21” foi apresentado na coletiva de imprensa pelo arcebispo de Feira de Santana (BA) e presidente da Comissão para o texto da Questão Agrária, dom Itamar Vian.
Segundo dom Itamar, o texto, que já está em discussão desde 2010 deve ser aprovado na próxima semana. “ Há 34 anos que a igreja não publica um documento sobre a questão da terra”, informou.
O bispo explicou que a questão agrária é muito mais envolvente que a reforma agrária. “É  um dos aspectos. Ela envolve ainda a questão da água, a questão dos povos ribeirinhos, das florestas, do meio ambiente, dos sem terra, e de todos aqueles que cultivam a terra”, disse.
Para dom Itamar, o que chama mais atenção hoje é a defesa da natureza e do meio ambiente. “Nós estamos destruindo a Mãe Natureza e já sofremos as consequências dessa ação humana. Por isso, um documento envolvendo dezenas de questões centraliza o que é fundamental no ser humano, como responsável por tudo aquilo que acontece no mundo”.
O texto foi dividido em três partes. “Na primeira, a o clamor dos povos; na segunda, a palavra da Igreja sobre essas questões e, no terceiro, o trabalho que nós podemos ”, explicou.

Fonte: Site CNBB

Demarcação de terras indígenas é cumprimento da Constituição, diz dom Erwin Krautler

“A situação indígena é uma questão crucial no Brasil”. Desta forma, o bispo de Xingu (PA) e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dom Erwin Krautler, apresentou o assunto aos participantes da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, na tarde desta sexta-feira, 2 de maio, em Aparecida (SP). Antes, na coletiva de imprensa, o bispo conversou com os jornalistas sobre o assunto.
De acordo com dom Erwin, a demora na demarcação de terras indígenas é um desrespeito à Constituição. “A Constituição de 1988 determinou um prazo de quinze anos para esta demarcação em todo o território nacional. Nem a metade destas áreas foram ainda demarcadas. Muitas estão em processo ou engavetadas. Este é o motivo das hostilidades entre os que ocupam ilegalmente estas áreas e os povos indígenas”, disse.
O presidente do Cimi explicou que não se pode acusar os agricultores,  já que a grande maioria deles foi assentada em áreas indígenas pelo Estado. “O governo nada ou pouco faz para dirimir esse conflito. É algo sério e está acontecendo muito derramamento de sangue”, alertou. Por este motivo, ele considera que a demarcação de terras indígenas deve ser feita em caráter de urgência.
 Dom Erwuin explicou também a visão do Cimi a respeito das indenizações. “Os agricultores devem ser indenizados. E que não seja apenas sobre as benfeitorias.”. Ele também destacou que é preciso que as famílias sejam reassentadas em outras terras e que se deve ter uma atenção especial aos idosos. “É preciso ressarcir o suor derramando durante décadas”.
Na fala aos participantes da Assembleia Geral, o bispo também denunciou uma campanha anti-indígena que está deflagrada em todo o território nacional e reafirmou a posição contrária à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 215, em que a bancada ruralista deseja retirar do Poder Executivo a prerrogativa de demarcar terras indígenas. “Esse trabalho exige estudos etnológicos, antropológicos, cartográficos e outros. Não é questão de votar. Isso é um absurdo. No fim das contas, seria uma afronta, um retrocesso vergonhoso diante da opinião pública mundial, se o Brasil permitir que os povos indígenas sejam, por meio destas manobras, eliminados da face da terra”. 

Fonte: Site CNBB

Bênção da pedra fundamental da Igreja São João Paulo II - Diocese de Imperatriz










Fotos de alguns momentos da 52ª Assembleia da CNBB



Dom Gilberto Pastana e Dom José do Egito na plenária da Assembleia











Papa nomeia bispos auxiliares para arquidiocese de São Paulo


O papa Francisco nomeou dois novos bispos auxiliares para a arquidiocese de São Paulo (SP), sendo eles, padre Carlos Lema Garcia e padre José Roberto Fortes Palau (à direita). Atualmente, padre Carlos exerce a função de diretor espiritual da prelazia do Opus Dei e Santa Cruz. Já padre José Roberto estava como pároco da paróquia Santo Agostinho, em São José dos Campos (SP).




Padre Carlos 
É natural de São Paulo, nasceu em 1956. Ingressou na prelazia do Opus Dei aos 18 anos. Foi ordenado presbítero em 02 de junho de 1985, por São João Paulo II, na Basílica de São Pedro, em Roma, juntamente com um grupo de diáconos. É graduado em Direito Civil pela Universidade de São Paulo e doutor em Teologia Dogmática, pelo Centro Acadêmico Romano da Santa Cruz. Durante sua caminhada presbiteral atuou em atividades pastorais voltadas à juventude e à família. Atualmente exerce a função de capelão do Centro Cultural Aclimação, em São Paulo. De 2004 a 2010 foi secretário da delegação da prelazia do Opus Dei.

Padre José Roberto Fortes Palau
Nascido em Jacareí (SP), em 09 de abril de 1965, padre José Roberto Fortes Palau recebeu a ordenação presbiteral 06 fevereiro de 1993. É mestre em Teologia da Espiritualidade pela Pontifícia Universidade de Teresianum, em Roma e doutorado também em Teologia pela PUC-Rio. Foi reitor do Seminário de Teologia da diocese de São José dos Campos de 2000 a 2009 e professor do Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté. Já exerceu cargos como coordenador da pastoral presbiteral, vigário geral da diocese de São José dos Campos (2005 a 2013) e pároco das paróquias Santo Agostinho e São José. Também foi diretor da Escola Diaconal no período de 2005 a 2011 e diretor e professor da Faculdade Católica de São José dos Campos de 2008 até o momento.

Fonte: Site CNBB

Missa marca abertura da 52ª Assembleia Geral


O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidiu a celebração eucarística de abertura da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. Em torno do altar central do Santuário Nacional de Aparecida (SP), os bispos e assessores rezaram pelos trabalhos da Assembleia, que começa hoje e se estende até o dia 9 de maio.
 Na homilia, o cardeal lembrou que a Assembleia tem a marca da alegria das recentes canonizações de São João XXIII,  São João Paulo II e, especialmente, do Apóstolo do Brasil, São José de Anchieta. “A santidade é uma vocação universal e as canonizações são um estímulo para nós, pois nos apresentam um modelo de vida cristã”, declarou dom Raymundo.
A partir da liturgia do dia, o cardeal recordou que a razão da alegria cristã foi a plenitude da revelação em Jesus Cristo: “Deus é amor”. “É esta a mensagem que os cristãos devem anunciar hoje no mundo”. Ele também destacou os principais temas que estão na pauta da Assembleia, como a renovação das paróquias e a atuação dos leigos. “A Igreja no Brasil quer, à luz dos 50 anos do Concílio, avaliar e apoiar a atuação e vocação dos leigos e leigas, na Igreja e na sociedade brasileira”.
Dom Raymundo também destacou a reflexão sobre a questão agrária, um tema relevante que está na pauta dos trabalhos. O episcopado deverá ser divulgado um documento específico sobre o tema. “Será uma forma de iluminar essa questão tão atual à luz do Evangelho e do ensinamento social da Igreja”. Por fim, o cardeal pediu a oração de todos os fiéis pelos trabalhos da Assembleia.
Confira, na íntegra, a homilia do cardeal Raymundo Damasceno Assis:

Neste primeiro ato solene de nossa 52a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acolho neste Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida a todos: os Srs. Cardeais, Arcebispos, Bispos, administradores diocesanos, presbíteros, consagrados e leigos. Acolho, de modo particular, em nome de todos, o Sr. Núncio Apostólico, Dom Giovanni Aniello, cuja presença é um sinal de nossa comunhão com o Papa Francisco. Acolho os queridos fiéis da Arquidiocese de Aparecida aqui presentes e os caríssimos Romeiros e Romeiras, vindos de diversas partes do Brasil. Saúdo e agradeço os profissionais de Comunicação, aqui presentes, que dão ao povo de Deus, em todo o Brasil, a oportunidade de acompanhar a cada dia o desenvolvimento dessa Assembleia Geral. Um cumprimento também ao Mons. Piergiorgio Bertoldi, Conselheiro da Nunciatura Apostólica no Brasil.
1 – Uma marca especial desta 52ª Assembleia Geral da CNBB é a alegria da santidade, causada pelas Canonizações deste último domingo, de S. João XXIII e S. João Paulo II, e pela Canonização de S. José de Anchieta, Apóstolo do Brasil, dia 03 de abril passado. A santidade é uma vocação universal. As canonizações são um estímulo para nós, porque nos oferecem modelos concretos de santidade e intercessores na comunhão do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.
2 - Nesta quarta feira da segunda semana do Tempo Pascal, o santo Evangelho faz ressoar em nosso coração estas palavras que podem ser consideradas como que uma síntese de toda a mensagem cristã: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Ao final de seu evangelho, retomando o significado dessa afirmação, S. João afirma que as coisas que escreveu foram escritas para que creiamos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhamos a vida em seu nome (cf. Jo 20,31). Crer no amor de Deus, este é o convite. E isto é possível, porque seu Filho nos revelou a plenitude do amor, vindo a este mundo e dando por nós sua vida. Assim Ele nos deu a conhecer que Deus é amor, é dom total, e que nós podemos depositar nEle toda a nossa confiança e entregar-lhe nossa vida, pois Ele nos ama incondicionalmente. Esta é a razão da alegria cristã, e este é também o motivo que nos faz partilhar a fé, por meio da evangelização, certos de que evangelizando, damos a todos a possibilidade de encontrar a plena realização de suas vidas, na comunhão com Jesus Cristo.
Como que comentando este texto, o Papa Francisco interroga, na Exortação apostólica Evangelii Gaudium: “se alguém acolheu o amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode conter o desejo de o comunicar aos outros?” (EG, 8). E acrescenta: “aqui está a fonte da ação evangelizadora” (Ibid.). Assim ele reconduz a multiplicidade das ações realizadas pela Igreja em sua missão evangelizadora à unidade fundamental, à fonte da qual tudo brota, ao sentido mais originário que é a experiência de ser amado de modo absoluto e de poder amar de modo total. A experiência da fé é uma experiência de amor sem limites. A evangelização é a partilha desse amor.
A primeira leitura nos mostra que os apóstolos após a libertação milagrosa da prisão, nas primeiras horas do dia, já estavam no templo evangelizando, como o anjo do Senhor lhes dissera. Nada consegue impedir que o Evangelho seja anunciado, porque nada consegue calar o verdadeiro amor. Anunciando ao povo “toda a mensagem a respeito desta Vida” (At 5,20), os apóstolos obedecem a um imperativo que lhes vem, ao mesmo tempo, da Palavra de Deus e do mais profundo de sua experiência de pessoas transformadas pelo encontro com o amor de Deus em Jesus Cristo.
3. Entre os vários temas que trataremos nesta Assembleia, o tema central é a renovação paroquial. Discutiremos uma vez mais o projeto de documento “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, agora enriquecido pelas contribuições que vieram de muitas Paróquias, Dioceses, Regionais e também de pessoas que, individualmente ou pequenos grupos, procuraram refletir sobre o tema. Renovar as paróquias, favorecendo que elas tenham as feições de comunidades, é mantê-las precisamente no centro da experiência cristã. Ser comunidade é viver a fé na forma do amor fraterno. E este é o apoio de que todos necessitamos para viver a missão de anunciar o Evangelho com alegria e entusiasmo. O Papa Francisco nos ofereceu uma orientação ao dizer que a renovação das paróquias tem por objetivo torna-las ainda mais próximas das pessoas, sendo âmbitos de comunhão e participação e orientá-las completamente para a missão (cf. EG, 28).
Entre os temas prioritários estão os fiéis leigos e leigas. Também a respeito dos leigos e leigas, queremos recordar uma afirmação do Papa Francisco: “A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. Ao seu serviço, está uma minoria: os ministros ordenados. Cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. [...] A formação dos leigos e a evangelização das categorias profissionais e intelectuais constituem um importante desafio pastoral” (EG, 102). A Igreja no Brasil quer, à luz dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, avaliar o caminho dos leigos e leigas e apoiá-los para avançar no exercício de sua vocação e missão na Igreja e na sociedade Brasileira.

Outro tema que figura entre os prioritários é a discussão de um documento sobre a questão agrária no século XXI. Será a palavra dos Bispos, de pastores, sobre um tema que tem implicações profundas na sociedade brasileiro e na vida dos pobres.
4. Queridos irmãos e irmãs, a todos peço que se unam a nós neste dia de Assembleia pela oração e pelo oferecimento das pequenas ações que semeiem a bondade e paz neste mundo. Assim, nossa Assembleia, com a graça de Deus, poderá mais eficazmente atingir o objetivo proposto nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil: “evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo” (DGAE, objetivo Geral).
Confiamos nossos trabalhos à Virgem Mãe Aparecida, em cujo santuário estaremos reunidos todos os dias desta Assembleia para a Eucaristia e em cujo recinto se desenvolverá nosso encontro de Pastores, tendo os olhos fixos em Jesus o Bom Pastor.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB

Fonte: Site CNBB

Papa Francisco canoniza João XXIII e João Paulo II


De acordo com informações da agência de notícias do Vaticano, VIS, aproximadamente 500 mil pessoas assistiram hoje, 27, na Praça de São Pedro, à cerimônia de canonização dos papas João XXIII e João Paulo II, e cerca de 300 mil acompanharam o evento pela telas gigantes distribuídas na cidade de Roma.
Estiveram presentes na cerimônia delegações oficiais de mais de cem países, mais de vinte chefes de Estado e personalidades do mundo da política e da cultura.
O papa emérito Bento XVI concelebrou com o papa Francisco, que antes de proceder ao rito da proclamação dos novos santos, dirigiu-se a Bento XVI para abraçá-lo.
Logo após, acompanhado do prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato, e dos postuladores das causas, o papa Francisco pronunciou a fórmula de canonização: “Em honra à Santíssima Trindade para exaltação da fé católica e crescimento da vida cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos  Pedro e Paulo e a nossa, Depois de haver refletido profundamente, invocando muitas vezes a ajuda divina e ouvido o parecer de numerosos irmãos no episcopado, declaramos e definimos santos os beatos João XXIII e João Paulo II e os inscrevemos no Catálogo dos Santos, e estabelecemos que em toda a Igreja sejam devotamente honrados entre os Santos. Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo”.

Após a leitura do Evangelho, Francisco proferiu a homilia, que segue abaixo, na íntegra:

                                       HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
   II Domingo de Páscoa (ou da Divina Misericórdia), 27 de abril de 2014

No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que São João Paulo II quis dedicar à Misericórdia Divina, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado.
Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite – como ouvimos –, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria. Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28).
Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: «pelas suas chagas, fostes curados» (1 Ped 2, 24; cf. Is 53, 5).
São João XXIII e SãoJoão Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado trespassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão (cf. Is 58, 7), porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à Igreja e ao mundo.
Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria.
Nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante» (1 Ped 1, 3.8). A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e de que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até à náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão.
Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que falam os Atos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47), que ouvimos na segunda Leitura. É uma comunidade onde se vive o essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.
E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio, São João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado, guiado pelo Espírito. Este foi o seu grande serviço à Igreja; por isso gosto de pensar nele como o Papa da docilidade ao Espírito Santo.
Neste serviço ao Povo de Deus, São João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos a viver um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu.
Que estes dois novos santos Pastores do Povo de Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes dois anos de caminho sinodal, seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama.
 
Fonte: Site CNBB

O Senhor Ressuscitou Aleluia!

Depois de algumas semanas sem postagens em nosso Blog por problemas técnicos de internet (que ainda não foram solucionados em 100%) conseguimos atualizar nossa página! Agradecemos a compreensão de todos os nossos visitantes! Deus abençoe a todos e todas...