Nas primeiras vésperas do IV Domingo da Páscoa - Domingo do Bom Pastor - o Seminário Maior Bom Pastor celebrou com muita alegria e solenidade. Apesar da forte chuva que caiu sobre a Capital do Estado, rezamos como família! Rogando ao Cristo Bom Pastor que nos conceda a graça de sermos seus seguidores nos deixando guiar e conduzir pela voz e pelo chamado que o Senhor nos faz.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Como vive um bispo emérito? Ouça
Aparecida (RV) - Qual é a realidade dos bispos eméritos? São aqueles bispos que completaram 75 anos, idade limite para exercer o ministério episcopal, e apresentaram seu pedido de renúncia ao Papa. Com o pedido aceito, eles se tornam eméritos. Atualmente, há cerca de 160 bispos nessa situação na Igreja no Brasil.
Eles continuam sendo bispos, uma vez que receberam a ordenação episcopal, mas já não têm propriamente um ofício para exercer, como o pastoreio de uma diocese. Isso, porém, não significa que eles não são mais ativos. Um exemplo é Dom Angelico Sandalo Bernardino, emérito da Diocese de Blumenau desde que em 18 de fevereiro de 2009 teve a sua renúncia aceita por limite de idade.
Membro da Subcomissão para os Bispos Eméritos da CNBB, ele participa em Aparecida da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. Silvonei José lhe perguntou como vive a realidade de bispo emérito. Ouça, clicando acima.
Fonte: site da Rádio Vaticano
Francisco recebe Karekin II: o ecumenismo do martírio é semente de unidade
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência esta manhã, no Vaticano, o líder da Igreja Apostólica Armênia, Karekin II, Patriarca Supremo e Catholicós de todos os Armênios desde 1999.
Depois de um colóquio privado, foi a vez dos discursos – ocasião em que Francisco definiu esta visita “uma graça especial”.
O Pontífice recordou os laços entre as duas Igrejas, que se reforçaram nos últimos anos através de encontros e diálogos. De modo especial, Francisco citou a Comemoração das Testemunhas da fé do século XX, que foi realizada no âmbito do Grande Jubileu do 2000.
“Na verdade, o número de discípulos que espalharam seu sangue por Cristo nas trágicas vicissitudes do século passado é certamente superior aos dos mártires dos primeiros séculos, e neste martirológio os filhos da nação armênia ocupam um lugar de honra”, afirmou o Papa, pedindo que este testemunho jamais seja esquecido.
Para Francisco, os sofrimentos vividos pelos cristãos nas últimas décadas deram uma contribuição única e inestimável para a causa da unidade entre os discípulos de Cristo. Por isso, o ecumenismo do sofrimento e do martírio constitui um forte apelo a caminhar pela estrada da reconciliação entre as Igrejas.
“Rezemos uns pelos outros: possa o Espírito Santo iluminar-nos e guiar-nos rumo ao dia tão almejado, no qual poderemos compartilhar o banquete eucarístico”, concluiu Francisco.
Após os discursos, houve a troca de presentes. A seguir, o Papa e o Patriarca Karekin II viveram um momento de oração comum na Capela Redemptoris Mater.
Fonte: site Rádio Vaticano
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Bispos aprovam documento sobre a Questão Agrária
O
Documento aprovado está dividido em três partes. Na primeira, faz uma
contextualização da situação agrária atual. “Nessa parte, os bispos
mostram quais são os gritos ensurdecedores que brotam de tantas
realidades, como os povos indígenas, os quilombolas, os pescadores, os
ribeirinhos, os extrativistas”, explica o presidente da Comissão
Pastoral da Terra, dom Enemésio Lazarris.
A segunda parte traz o olhar dos bispos
sobre a atual questão agrária, abordando a posse e o uso da terra à luz
da Sagrada Escritura e dos Documentos da Igreja. Já na terceira parte,
surgem os compromissos pastorais diante da questão. Dom Enemésio destaca
que o Documento “é a palavra de mais de 350 bispos hoje para a
sociedade em geral sobre este tema importante”. Segundo ele, “não se
destina apenas para dentro da comunidade eclesial, mas para toda a
sociedade”.
A parte final do Documento apresenta os
desafios diante de realidades bem concretas: trabalho escravo, defesa da
natureza, cuidado com a água, produção de energia sustentável. O
episcopado também cobra do poder público uma posição sobre esta
realidade. “Acreditamos que esse documento seja apresentado aos
candidatos aos governos estaduais e federal, dizendo qual é a posição da
Igreja em relação à questão agrária, e sobretudo sobre a função social
da terra e da propriedade”, disse o bispo.
Fonte: site CNBB
“É necessário abrir o coração para o dom de Deus”, diz dom Pepeu
O
arcebispo de Vitória da Conquista (BA), dom Luís Gonzaga Pepeu,
presidiu a missa na manhã desta quarta-feira, 7 de maio. Da procissão de
entrada no Santuário Nacional participaram os bispos dos estados da
Bahia e de Sergipe, que formam o Regional Nordeste 3 da CNBB.
A
celebração teve o tom de alegria, próprio do tempo pascal. “A
Ressurreição de Cristo é o centro e o fundamento de nossa fé. Ele está
vivo e caminha conosco. Se caminharmos juntos e unidos, Ele sempre
estará ao nosso lado”, disse dom Pepeu em sua homilia. Ele enfatizou que
a fé em Jesus Ressuscitado é fundamental para a compreensão do mistério
celebrado na eucaristia.
Ao retomar o texto do Evangelho da
liturgia de hoje (Jo 6,35-40), o arcebispo explicou que Jesus se revela
como pão da vida, “tal como a água viva, sacia sempre a fome e a sede de
quem nele crê”. Ele explicou que o crer é uma graça que deve ser
alimentada. “É necessário abrir o coração a este dom de Deus. Tanto
Maria como os santos e santas são verdadeiros exemplos de fé para nós,
pois abriram a porta de seus corações ao dom de Deus”, disse.
Dom Pepeu retomou o tema do retiro do
qual os bispos participaram no último final de semana, orientado pelo
arcebispo italiano dom Bruno Forte. “A cada dia somos chamados a
caminhar, crescendo sempre mais na fé. A fé não é um produto do nosso
coração: é a fé que nos gera, é dom que vem do alto. Tocados por este
dom é que os discípulos, mesmos dispersos por causa da perseguição,
foram por toda a parte pregando a Palavra”, lembrou.
Concluindo sua reflexão, o arcebispo
falou sobre o tema central desta Assembleia Geral, a renovação
paroquial. “Somos chamados a ser verdadeiras testemunhas de Jesus
Cristo, instrumentos da promoção da paz e do bem. O documento sobre a
nova paróquia expressa que, a partir da Eucaristia, cada comunidade
cristã concretiza em sinais solidários o compromisso com a prática da
caridade”, acrescentou.
Fonte: site CNBB
Panorama da Teologia no Brasil é apresentado aos bispos da 52ªAG
Na
manhã deste sétimo dia da 52ª Assembleia Geral da CNBB, os bispos
tomaram conhecimento da realidade da Teologia no Brasil, os desafios e
avanços. Em plenário, o episcopado brasileiro acompanhou a exposição dos
trabalhos realizados pela Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina
da Fé da CNBB, composto por cinco bispos, sendo presidida pelo arcebispo
de Brasília, dom Sérgio da Rocha.
Uma
das atividades organizada pela Comissão foi a reunião com os
presidentes de Associações de Teólogos no Brasil. “No país, temos
percebido esse avanço da teologia, como também a pluralidade de
discursos teológicos e a diversidade desse campo”, comentou.
Dom
Sérgio explicou, ainda, que a teologia tem buscado responder às demandas
da ação evangelizadora da Igreja, oferecendo publicações de caráter
teológico-pastoral. Entre os desafios, o arcebispo destaca “a
necessidade da presença da teologia nas universidades, o diálogo com a
ciências da religião e valorização da formação de teólogos”.
Um
estudo desenvolvido pela Comissão Teológica Internacional apontou três
constatações, entre elas o crescimento da Teologia, seu pluralismo e
fragmentação, como também as demandas de evangelização.
Em
relação à situação teológica no Brasil, houve maior difusão na produção
de conteúdo, porém com necessidade de diálogo e aprofundamento em torno
de temas e métodos em vista da corresponsabilidade da teologia na missão
evangelizadora da Igreja. “A teologia tem uma contribuição imensa, pois
não é possível fazer pastoral sem uma sólida base teológica, com
fundamentações adequadas”, disse dom Sérgio.
Avanços
De acordo com dados do relatório apresentado pela Comissão da CNBB, o crescimento da teologia no Brasil pode
ser observado no aumento do número de profissionais especializados nos
vários campos da teologia e pelo volume de publicações na área. Outro
aspecto destacado no estudo refere-se ao pluralismo dos discursos
teológicos difundido por meio de Associações e profissionais da
teologia.
Dentro
das perspectivas, foi identificado a necessidade do fortalecimento e a
criação, no Brasil, de centros especializados de estudos nas várias
áreas abrangidas pela teologia, na proposta de contribuir para formação
sólida de presbíteros, religiosos e leigos.
Fonte: site CNBB
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Bispos refletem sobre testemunhas bíblicas da fé
As
meditações do arcebispo de Chieti, em Vasto, na Itália, dom Bruno
Forte, durante o retiro espiritual dos bispos, que faz parte da
programação da 52ª Assembleia Geral da CNBB, abordaram a fé
de Abraão, Maria, Pedro e Paulo. O retiro teve início no dia 3, à tarde
e terminou neste domingo, ao meio dia. Na noite de sábado, os
bispos participaram do lucernário, celebração na qual cada um acende uma
vela, canta e medita a Palavra de Deus.
Testemunhas
Ao
falar sobre a fé de Abraão, dom Bruno disse que não se trata de um
“produto do coração”, mas de um dom. “Abraão aposta na impossível
possibilidade de Deus, isto é, no fato que o mesmo Deus que deu e que
tirou é o Deus no qual é preciso confiar”, disse dom Bruno, ao citar o
exemplo de Abraão que se dispôs a sacrificar o próprio filho. “Deus
sempre tem uma possibilidade impossível! Abraão confia em Deus, também
no tempo do silêncio de Deus. Esta é a grandeza de Abraão: confiar em
Deus não só quando tudo vai bem, quando Ele faz a tua vontade, mas
também e sem reservas quando Ele te tira tudo, quando chega a pedir-te
que o Isaac do teu coração seja sacrificado”, acrescentou.
Sobre a fé de Maria, dom Bruno disse que
“ela é capaz de um amor atento, concreto, alegre e terno”. “Maria se
aproxima sob o signo da ternura, isto é, do amor que gera alegria, que
não cria distâncias, que antes aproxima os distantes, fazendo com que se
sintam acolhidos e os enche com o espanto e a beleza de descobrir-se
objeto de puro dom”, destaca. Segundo o bispo, na vida de Maria, o
relacionamento com o Filho é determinante. “Mãe atenta e terna, vive as
expectativas, os silêncios, as alegrias e as provas que toda mãe é
chamada a atravessar: é significativo que nem sempre compreenda tudo
sobre ele. Mas vai adiante, confiando em Deus, amando e protegendo a seu
modo aquele Filho, tão pequeno e tão grande, numa mistura de
proximidade e de dolorosas separações, que a tornam modelo de
maternidade: os filhos são gerados na dor e no amor por toda a vida”,
explica dom Bruno.
Quanto a Pedro, segundo dom Bruno, “foi
alguém que aprendeu a não ser nada”, porque aprende o “caminho da
humildade’ que é o “caminho da fé vivida, porque ama Deus os humildes e
aceita morar em seu coração que tem sede dele”.
Já
Paulo é descrito por dom Bruno Forte como “um homem ‘tocado’ por Deus de
maneira tão profunda que viveu o restante de seus dias movido pelo
único desejo de comunicar aos outros a experiência de amor gratuito e
libertador feita no encontro com o Senhor Jesus no caminho de Damasco”.
Fonte: Site CNBB
Dom Itamar Vian fala sobre a Questão Agrária
Tema
de discussão dos bispos neste segundo dia da 52ª Assembleia Geral da
CNBB, o texto “A Igreja e a questão agrária no início do século 21” foi
apresentado na coletiva de imprensa pelo arcebispo de Feira de Santana
(BA) e presidente da Comissão para o texto da Questão Agrária, dom
Itamar Vian.
Segundo dom Itamar, o texto, que já está
em discussão desde 2010 deve ser aprovado na próxima semana. “ Há 34
anos que a igreja não publica um documento sobre a questão da terra”,
informou.
O bispo explicou que a questão agrária é
muito mais envolvente que a reforma agrária. “É um dos aspectos. Ela
envolve ainda a questão da água, a questão dos povos ribeirinhos, das
florestas, do meio ambiente, dos sem terra, e de todos aqueles que
cultivam a terra”, disse.
Para dom Itamar, o que chama mais
atenção hoje é a defesa da natureza e do meio ambiente. “Nós estamos
destruindo a Mãe Natureza e já sofremos as consequências dessa ação
humana. Por isso, um documento envolvendo dezenas de questões centraliza
o que é fundamental no ser humano, como responsável por tudo aquilo que
acontece no mundo”.
O texto foi dividido em três partes. “Na
primeira, a o clamor dos povos; na segunda, a palavra da Igreja sobre
essas questões e, no terceiro, o trabalho que nós podemos ”, explicou.
Fonte: Site CNBB
Demarcação de terras indígenas é cumprimento da Constituição, diz dom Erwin Krautler
De
acordo com dom Erwin, a demora na demarcação de terras indígenas é um
desrespeito à Constituição. “A Constituição de 1988 determinou um prazo
de quinze anos para esta demarcação em todo o território nacional. Nem a
metade destas áreas foram ainda demarcadas. Muitas estão em processo ou
engavetadas. Este é o motivo das hostilidades entre os que ocupam
ilegalmente estas áreas e os povos indígenas”, disse.
O
presidente do Cimi explicou que não se pode acusar os agricultores, já
que a grande maioria deles foi assentada em áreas indígenas pelo Estado.
“O governo nada ou pouco faz para dirimir esse conflito. É algo sério e
está acontecendo muito derramamento de sangue”, alertou. Por este
motivo, ele considera que a demarcação de terras indígenas deve ser
feita em caráter de urgência.
Dom
Erwuin explicou também a visão do Cimi a respeito das indenizações. “Os
agricultores devem ser indenizados. E que não seja apenas sobre as
benfeitorias.”. Ele também destacou que é preciso que as famílias sejam
reassentadas em outras terras e que se deve ter uma atenção especial aos
idosos. “É preciso ressarcir o suor derramando durante décadas”.
Na
fala aos participantes da Assembleia Geral, o bispo também denunciou uma
campanha anti-indígena que está deflagrada em todo o território
nacional e reafirmou a posição contrária à aprovação da Proposta de
Emenda Constitucional 215, em que a bancada ruralista deseja retirar do
Poder Executivo a prerrogativa de demarcar terras indígenas. “Esse
trabalho exige estudos etnológicos, antropológicos, cartográficos e
outros. Não é questão de votar. Isso é um absurdo. No fim das contas,
seria uma afronta, um retrocesso vergonhoso diante da opinião pública
mundial, se o Brasil permitir que os povos indígenas sejam, por meio
destas manobras, eliminados da face da terra”.
Fonte: Site CNBB
Papa nomeia bispos auxiliares para arquidiocese de São Paulo
Padre Carlos
É natural de São Paulo, nasceu em 1956.
Ingressou na prelazia do Opus Dei aos 18 anos. Foi ordenado presbítero
em 02 de junho de 1985, por São João Paulo II, na Basílica de São Pedro,
em Roma, juntamente com um grupo de diáconos. É graduado em Direito
Civil pela Universidade de São Paulo e doutor em Teologia Dogmática,
pelo Centro Acadêmico Romano da Santa Cruz. Durante sua caminhada
presbiteral atuou em atividades pastorais voltadas à juventude e à
família. Atualmente exerce a função de capelão do Centro Cultural
Aclimação, em São Paulo. De 2004 a 2010 foi secretário da delegação da
prelazia do Opus Dei.
Padre José Roberto Fortes Palau
Nascido em Jacareí (SP), em 09 de abril de 1965, padre José Roberto Fortes Palau recebeu a ordenação presbiteral 06 fevereiro de 1993. É mestre em Teologia da Espiritualidade pela Pontifícia Universidade de Teresianum, em Roma e doutorado também em Teologia pela PUC-Rio. Foi reitor do Seminário de Teologia da diocese de São José dos Campos de 2000 a 2009 e professor do Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté. Já exerceu cargos como coordenador da pastoral presbiteral, vigário geral da diocese de São José dos Campos (2005 a 2013) e pároco das paróquias Santo Agostinho e São José. Também foi diretor da Escola Diaconal no período de 2005 a 2011 e diretor e professor da Faculdade Católica de São José dos Campos de 2008 até o momento.
Fonte: Site CNBB
Missa marca abertura da 52ª Assembleia Geral
Na
homilia, o cardeal lembrou que a Assembleia tem a marca da alegria das
recentes canonizações de São João XXIII, São João Paulo II e,
especialmente, do Apóstolo do Brasil, São José de Anchieta. “A santidade
é uma vocação universal e as canonizações são um estímulo para nós,
pois nos apresentam um modelo de vida cristã”, declarou dom Raymundo.
A partir da liturgia do dia, o cardeal
recordou que a razão da alegria cristã foi a plenitude da revelação em
Jesus Cristo: “Deus é amor”. “É esta a mensagem que os cristãos devem
anunciar hoje no mundo”. Ele também destacou os principais temas que
estão na pauta da Assembleia, como a renovação das paróquias e a atuação
dos leigos. “A Igreja no Brasil quer, à luz dos 50 anos do Concílio,
avaliar e apoiar a atuação e vocação dos leigos e leigas, na Igreja e na
sociedade brasileira”.
Dom Raymundo também destacou a reflexão
sobre a questão agrária, um tema relevante que está na pauta dos
trabalhos. O episcopado deverá ser divulgado um documento específico
sobre o tema. “Será uma forma de iluminar essa questão tão atual à luz
do Evangelho e do ensinamento social da Igreja”. Por fim, o cardeal
pediu a oração de todos os fiéis pelos trabalhos da Assembleia.
Neste
primeiro ato solene de nossa 52a Assembleia Geral da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acolho neste Santuário Nacional de
Nossa Senhora Aparecida a todos: os Srs. Cardeais, Arcebispos, Bispos,
administradores diocesanos, presbíteros, consagrados e leigos. Acolho,
de modo particular, em nome de todos, o Sr. Núncio Apostólico, Dom
Giovanni Aniello, cuja presença é um sinal de nossa comunhão com o Papa
Francisco. Acolho os queridos fiéis da Arquidiocese de Aparecida aqui
presentes e os caríssimos Romeiros e Romeiras, vindos de diversas partes
do Brasil. Saúdo e agradeço os profissionais de Comunicação, aqui
presentes, que dão ao povo de Deus, em todo o Brasil, a oportunidade de
acompanhar a cada dia o desenvolvimento dessa Assembleia Geral. Um
cumprimento também ao Mons. Piergiorgio Bertoldi, Conselheiro da
Nunciatura Apostólica no Brasil.
1 – Uma marca especial desta 52ª
Assembleia Geral da CNBB é a alegria da santidade, causada pelas
Canonizações deste último domingo, de S. João XXIII e S. João Paulo II, e
pela Canonização de S. José de Anchieta, Apóstolo do Brasil, dia 03 de
abril passado. A santidade é uma vocação universal. As canonizações são
um estímulo para nós, porque nos oferecem modelos concretos de santidade
e intercessores na comunhão do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.
2 - Nesta quarta feira da segunda semana
do Tempo Pascal, o santo Evangelho faz ressoar em nosso coração estas
palavras que podem ser consideradas como que uma síntese de toda a
mensagem cristã: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único,
para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo
3,16). Ao final de seu evangelho, retomando o significado dessa
afirmação, S. João afirma que as coisas que escreveu foram escritas para
que creiamos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo,
tenhamos a vida em seu nome (cf. Jo 20,31). Crer no amor de Deus, este é
o convite. E isto é possível, porque seu Filho nos revelou a plenitude
do amor, vindo a este mundo e dando por nós sua vida. Assim Ele nos deu a
conhecer que Deus é amor, é dom total, e que nós podemos depositar nEle
toda a nossa confiança e entregar-lhe nossa vida, pois Ele nos ama
incondicionalmente. Esta é a razão da alegria cristã, e este é também o
motivo que nos faz partilhar a fé, por meio da evangelização, certos de
que evangelizando, damos a todos a possibilidade de encontrar a plena
realização de suas vidas, na comunhão com Jesus Cristo.
Como que comentando este texto, o Papa
Francisco interroga, na Exortação apostólica Evangelii Gaudium: “se
alguém acolheu o amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode
conter o desejo de o comunicar aos outros?” (EG, 8). E acrescenta:
“aqui está a fonte da ação evangelizadora” (Ibid.). Assim ele reconduz a
multiplicidade das ações realizadas pela Igreja em sua missão
evangelizadora à unidade fundamental, à fonte da qual tudo brota, ao
sentido mais originário que é a experiência de ser amado de modo
absoluto e de poder amar de modo total. A experiência da fé é uma
experiência de amor sem limites. A evangelização é a partilha desse
amor.
A primeira leitura nos mostra que os
apóstolos após a libertação milagrosa da prisão, nas primeiras horas do
dia, já estavam no templo evangelizando, como o anjo do Senhor lhes
dissera. Nada consegue impedir que o Evangelho seja anunciado, porque
nada consegue calar o verdadeiro amor. Anunciando ao povo “toda a
mensagem a respeito desta Vida” (At 5,20), os apóstolos obedecem a um
imperativo que lhes vem, ao mesmo tempo, da Palavra de Deus e do mais
profundo de sua experiência de pessoas transformadas pelo encontro com o
amor de Deus em Jesus Cristo.
3. Entre os vários temas que trataremos
nesta Assembleia, o tema central é a renovação paroquial. Discutiremos
uma vez mais o projeto de documento “Comunidade de comunidades: uma nova
paróquia”, agora enriquecido pelas contribuições que vieram de muitas
Paróquias, Dioceses, Regionais e também de pessoas que, individualmente
ou pequenos grupos, procuraram refletir sobre o tema. Renovar as
paróquias, favorecendo que elas tenham as feições de comunidades, é
mantê-las precisamente no centro da experiência cristã. Ser comunidade é
viver a fé na forma do amor fraterno. E este é o apoio de que todos
necessitamos para viver a missão de anunciar o Evangelho com alegria e
entusiasmo. O Papa Francisco nos ofereceu uma orientação ao dizer que a
renovação das paróquias tem por objetivo torna-las ainda mais próximas
das pessoas, sendo âmbitos de comunhão e participação e orientá-las
completamente para a missão (cf. EG, 28).
Entre os temas prioritários estão os fiéis leigos e leigas. Também a respeito dos leigos e leigas, queremos recordar uma afirmação do Papa Francisco: “A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. Ao seu serviço, está uma minoria: os ministros ordenados. Cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. [...] A formação dos leigos e a evangelização das categorias profissionais e intelectuais constituem um importante desafio pastoral” (EG, 102). A Igreja no Brasil quer, à luz dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, avaliar o caminho dos leigos e leigas e apoiá-los para avançar no exercício de sua vocação e missão na Igreja e na sociedade Brasileira.
Entre os temas prioritários estão os fiéis leigos e leigas. Também a respeito dos leigos e leigas, queremos recordar uma afirmação do Papa Francisco: “A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. Ao seu serviço, está uma minoria: os ministros ordenados. Cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. [...] A formação dos leigos e a evangelização das categorias profissionais e intelectuais constituem um importante desafio pastoral” (EG, 102). A Igreja no Brasil quer, à luz dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, avaliar o caminho dos leigos e leigas e apoiá-los para avançar no exercício de sua vocação e missão na Igreja e na sociedade Brasileira.
Outro tema que figura entre os prioritários é a discussão de um documento sobre a questão agrária no século XXI. Será a palavra dos Bispos, de pastores, sobre um tema que tem implicações profundas na sociedade brasileiro e na vida dos pobres.
4. Queridos irmãos e irmãs, a todos peço
que se unam a nós neste dia de Assembleia pela oração e pelo
oferecimento das pequenas ações que semeiem a bondade e paz neste mundo.
Assim, nossa Assembleia, com a graça de Deus, poderá mais eficazmente
atingir o objetivo proposto nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora
da Igreja no Brasil: “evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força
do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética,
alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica
opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo
10,10), rumo ao Reino definitivo” (DGAE, objetivo Geral).
Confiamos nossos trabalhos à Virgem Mãe
Aparecida, em cujo santuário estaremos reunidos todos os dias desta
Assembleia para a Eucaristia e em cujo recinto se desenvolverá nosso
encontro de Pastores, tendo os olhos fixos em Jesus o Bom Pastor.
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB
Fonte: Site CNBB
Papa Francisco canoniza João XXIII e João Paulo II
De
acordo com informações da agência de notícias do Vaticano, VIS,
aproximadamente 500 mil pessoas assistiram hoje, 27, na Praça de São
Pedro, à cerimônia de canonização dos papas João XXIII e João Paulo II, e
cerca de 300 mil acompanharam o evento pela telas gigantes distribuídas
na cidade de Roma.
Estiveram presentes na cerimônia
delegações oficiais de mais de cem países, mais de vinte chefes de
Estado e personalidades do mundo da política e da cultura.
O papa emérito Bento XVI concelebrou com
o papa Francisco, que antes de proceder ao rito da proclamação dos
novos santos, dirigiu-se a Bento XVI para abraçá-lo.
Logo após, acompanhado do prefeito da
Congregação para a Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato, e dos
postuladores das causas, o papa Francisco pronunciou a fórmula de
canonização: “Em honra à Santíssima Trindade para exaltação da fé
católica e crescimento da vida cristã, com a autoridade de Nosso Senhor
Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, Depois de
haver refletido profundamente, invocando muitas vezes a ajuda divina e
ouvido o parecer de numerosos irmãos no episcopado, declaramos e
definimos santos os beatos João XXIII e João Paulo II e os inscrevemos
no Catálogo dos Santos, e estabelecemos que em toda a Igreja sejam
devotamente honrados entre os Santos. Em nome do Pai, do Filho, do
Espírito Santo”.
Após a leitura do Evangelho, Francisco proferiu a homilia, que segue abaixo, na íntegra:
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
II Domingo de Páscoa (ou da Divina Misericórdia), 27 de abril de 2014
No centro deste domingo, que encerra a
Oitava de Páscoa e que São João Paulo II quis dedicar à Misericórdia
Divina, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado.
Já as mostrara quando apareceu pela
primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia
da Ressurreição. Mas, naquela noite – como ouvimos –, Tomé não estava; e
quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que,
se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria. Oito dias
depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo,
encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a
tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem
habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e
disse: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28).
Se as chagas de Jesus podem ser de
escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo
de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque
aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo
indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim
que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro
escreve aos cristãos: «pelas suas chagas, fostes curados» (1 Ped 2, 24;
cf. Is 53, 5).
São João XXIII e SãoJoão Paulo II
tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos
chagadas e o seu lado trespassado. Não tiveram vergonha da carne de
Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha
da carne do irmão (cf. Is 58, 7), porque em cada pessoa atribulada viam
Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito
Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à
Igreja e ao mundo.
Foram sacerdotes, bispos e papas do
século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por
elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo,
Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a
misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte
era a proximidade materna de Maria.
Nestes dois homens contemplativos das
chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma
esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante»
(1 Ped 1, 3.8). A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos
seus discípulos, e de que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a
alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do
aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até à
náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria
que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado,
tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo
sua eterna gratidão.
Esta esperança e esta alegria
respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que
falam os Atos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47), que ouvimos na segunda
Leitura. É uma comunidade onde se vive o essencial do Evangelho, isto é,
o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.
E esta é a imagem de Igreja que o
Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II
colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja
segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os
santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os
santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do
Concílio, São João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito
Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado,
guiado pelo Espírito. Este foi o seu grande serviço à Igreja; por isso
gosto de pensar nele como o Papa da docilidade ao Espírito Santo.
Neste serviço ao Povo de Deus, São João
Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim
gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo
no momento em que estamos a viver um caminho sinodal sobre a família e
com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do
Céu.
Que estes dois novos santos Pastores do
Povo de Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes dois anos de
caminho sinodal, seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à
família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de
Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre
espera, sempre perdoa, porque sempre ama.
Fonte: Site CNBB
O Senhor Ressuscitou Aleluia!
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