domingo, 10 de agosto de 2014

Celebra-se, a partir de hoje, a Semana Nacional da Família

Começa neste domingo, 10, com a celebração do Dia dos Pais, a Semana Nacional da Família. O momento proposto pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), organismo vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vai até sábado, dia 16 de agosto com o tema “A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo”.
A temática quer ajudar as famílias a vivenciarem a espiritualidade. "São gestos de espiritualidade que podem fazer a grande diferença na convivência dos esposos, no crescimento dos filhos na fé, na renovação da alegria pelo amor que se renova no dia a dia pelo dom da graça de Deus", explica o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini. 
A CNPF preparou vários materiais para auxiliar na vivência da Semana Nacional da Família. Tem destaque o subsídio “Hora da Família”, que possui propostas de sete encontros de reflexão sobre a família e dez celebrações como Dia das Mães, dos Pais, dos Avós, Aniversário de Casamento, cidadania e eleições.
É possível adquirir o subsídio na Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar pelo telefone (61) 3443-2900 ou pelo e-mail vendas@cnpf.org.br. A loja virtual também tem informações:www.lojacnpf.org.br. Os outros materiais podem ser baixados no site da CNBB, clicando no banner “SNF 2014”.
Com informações da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF)

Papa acompanha com preocupação situação no Iraque

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Frederico Lombardi, divulgou ontem, 7, declaração em nome do papa Francisco sobre a situação do Iraque. No texto, padre Frederico afirma que o papa “acompanha com viva preocupação as dramáticas notícias que chegam do norte do Iraque sobre uma população indefesa”, particularmente as comunidades cristãs. “É um povo em fuga dos próprios povoados devido à violência que nestes dias está assolando e conturbando a região”, diz o texto.
Padre Frederico recordou que no dia 20 de julho, durante a oração do Angelus, o papa referiu-se à situação vivida pelos cristãos perseguidos. “Os nossos irmãos são perseguidos, são expulsos, devem deixar suas casas sem ter a possibilidade de levar nada consigo. A estas famílias e a estas pessoas quero expressar a minha proximidade e a minha oração. Queridos irmãos e irmãs tão perseguidos, eu sei o quanto sofreis, eu sei que vocês são despojados de tudo. Estou convosco, na fé naquele que venceu o mal”, disse o papa na ocasião.
Segundo padre Frederico, em vista dos recentes acontecimentos, o “papa renova a sua proximidade espiritual a todos que estão atravessando esta dolorosa provação e une-se aos veementes apelos dos bispos locais, pedindo ajuda a eles e por suas comunidades atribuladas, que suba incessante de toda a Igreja uma oração coral para invocar do Espírito Santo o dom da paz”.
O papa faz ainda “um apelo urgente à comunidade internacional para que tome medidas a fim de acabar com o drama humanitário em andamento e para que proteja a todos os que têm necessidade ou são ameaçados pela violência, assegurando ajuda necessária aos deslocados, cuja sorte depende da solidariedade dos outros”.
O diretor da Sala de Imprensa mais uma vez lembrou as palavras de Francisco durante o Angelus de 20 de julho. “Que o Deus da paz suscite em todos um autêntico desejo de diálogo e de reconciliação. A violência não se vende com a violência. A violência se vence com a paz! Rezemos em silêncio, pedindo a paz”, disse o papa.

Com informações e foto da Rádio Vaticano

Papa acompanha com preocupação situação no Iraque

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Frederico Lombardi, divulgou ontem, 7, declaração em nome do papa Francisco sobre a situação do Iraque. No texto, padre Frederico afirma que o papa “acompanha com viva preocupação as dramáticas notícias que chegam do norte do Iraque sobre uma população indefesa”, particularmente as comunidades cristãs. “É um povo em fuga dos próprios povoados devido à violência que nestes dias está assolando e conturbando a região”, diz o texto.
Padre Frederico recordou que no dia 20 de julho, durante a oração do Angelus, o papa referiu-se à situação vivida pelos cristãos perseguidos. “Os nossos irmãos são perseguidos, são expulsos, devem deixar suas casas sem ter a possibilidade de levar nada consigo. A estas famílias e a estas pessoas quero expressar a minha proximidade e a minha oração. Queridos irmãos e irmãs tão perseguidos, eu sei o quanto sofreis, eu sei que vocês são despojados de tudo. Estou convosco, na fé naquele que venceu o mal”, disse o papa na ocasião.
Segundo padre Frederico, em vista dos recentes acontecimentos, o “papa renova a sua proximidade espiritual a todos que estão atravessando esta dolorosa provação e une-se aos veementes apelos dos bispos locais, pedindo ajuda a eles e por suas comunidades atribuladas, que suba incessante de toda a Igreja uma oração coral para invocar do Espírito Santo o dom da paz”.
O papa faz ainda “um apelo urgente à comunidade internacional para que tome medidas a fim de acabar com o drama humanitário em andamento e para que proteja a todos os que têm necessidade ou são ameaçados pela violência, assegurando ajuda necessária aos deslocados, cuja sorte depende da solidariedade dos outros”.
O diretor da Sala de Imprensa mais uma vez lembrou as palavras de Francisco durante o Angelus de 20 de julho. “Que o Deus da paz suscite em todos um autêntico desejo de diálogo e de reconciliação. A violência não se vende com a violência. A violência se vence com a paz! Rezemos em silêncio, pedindo a paz”, disse o papa.

Com informações e foto da Rádio Vaticano

Dom Petrini fala sobre os desafios da Pastoral Familiar

Durante o 1º Congresso Latino-Americano da Pastoral Familiar, o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Carlos Petrini, apresentou o tema "Desafios da Pastoral Familiar para a vida plena e a comunhão missionária". O evento é uma iniciativa do Departamento de Família, Vida e Juventude do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e ocorre na Cidade do Panamá, desde o dia 4 de agosto.
 De acordo com dom Petrini, cada família precisa participar das decisões que envolvem seus interesses. “Se ignoramos a família e ela não se constitui para nós uma prioridade, podem-se avançar organizações contra a família que podem destruí-la. É necessário que as famílias possam pensar, refletir e organizar para defender os seus próprios interesses”, destaca.
Sobre o 1º Congresso, dom Petrini fala da importância das famílias e lideranças estarem juntas discutindo propostas e ações para defender os direitos da família. “Como membros da Igreja e cidadãos devemos dialogar com o Estado. No mundo em que vivemos será necessária uma participação ativa de cada pessoa e das famílias para que suas exigências e seus direitos sejam efetivamente protegidos”, sugere o bispo.
Famílias do mundo
Estão presentes no evento mais de 350 participantes, entre bispos do Celam, delegados da Pastoral Familiar e da Pastoral Juvenil do Brasil, Argentina Colômbia, México, Venezuela, Costa Rica, Honduras e República Dominicana. Representa a CNBB uma delegação com 19 participantes, entre eles, bispos membros da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, coordenação nacional da Pastoral Familiar e assessoria nacional.
O Congresso prosseguirá até sábado, 9, com o objetivo de "promover a partir das ciências sociais, da teologia e da pastoral reflexão sobre a riqueza social da família".  Tem como tema central: "Família e desenvolvimento social para a vida completa e comunhão missionária", em sintonia com o Sínodo Extraordinário dos Bispos sobre a Família, que acontecerá em outubro, no Vaticano. 
Com informações do News.va. Foto: Pastoral Familiar da CNBB. 

Papa envia mensagem aos participantes do Congresso de Pastoral Familiar

A cidade do Panamá recebe o 1º Congresso Latino-americano de Pastoral Familiar, que teve início no dia 4 e prosseguirá até o domingo, 9. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é representada por uma delegação de 19 pessoas, entre elas, membros da coordenação nacional da Pastoral Familiar, bispos referenciais e assessoria nacional.
Em mensagem aos participantes do Congresso, o papa Francisco parabeniza e agradece os agentes de pastorais e pessoas comprometidas em favor da família.
No texto, o papa fala da importância da família e recorda as palavras do papa emérito Bento XVI, na Encíclica Caritas in veritate. Faz também referência ao Documento de Aparecida. “Frente a uma visão materialista do mundo, a família não reduz o homem ao estéril utilitarismo, mas dá canal aos seus desejos mais profundos”, afirma.
O Congresso é promovido pelo Departamento de Família, Vida e Juventude do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam). A temática escolhida é "Família e desenvolvimento social para a vida completa e comunhão missionária", em sintonia com a preparação para o Sínodo Extraordinário dos Bispos sobre a Família, que se realizará em outubro, no Vaticano.
Confira a íntegra da mensagem do papa.
  
MENSAGEM
Mensagem do Papa Francisco ao I Congresso Latino-americano para a Pastoral Familiar (Cidade do Panamá, 4 a 9 de agosto de 2014)
Quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Boletim da Santa Sé
Queridos irmãos,
Uno-me de coração a todos os participantes neste I Congresso latino-americano de Pastoral Familiar, organizado pelo Celam, e os parabenizo por esta iniciativa em favor de um valor tão querido e importante hoje em nossos povos.
O que é a família? Para além de seus prementes problemas e de suas necessidades urgentes, a família é um “centro de amor”, onde reina a lei do respeito e da comunhão, capaz de resistir aos ataques da manipulação e da dominação dos “centros de poder” mundanos. Na casa familiar, a pessoa se integra natural e harmonicamente em um grupo humano, superando a falsa oposição entre indivíduo e sociedade. No seio da família, ninguém é descartado: tanto o idoso como a criança são bem vindos. A cultura do encontro e o diálogo, a abertura à solidariedade e à transcendência têm nela o seu berço.
Por isso, a família constitui uma grande “riqueza social” (cf Bento XVI, Cart. Enc. Caritas in veritate, 44). Neste sentido, gostaria de destacar duas contribuições primordiais: a estabilidade e a fecundidade.
As relações baseadas no amor fiel, até a morte, como o matrimônio, a paternidade, a filiação ou a irmandade, aprendem-se e se vivem no núcleo familiar. Quando estas relações formam o tecido básico de uma sociedade humana, dão-lhe coesão e consistência. Pois não é possível formar parte de um povo, sentir-se próximo, ter em conta os mais distantes e desfavorecidos, se no coração do homem estão quebradas estas relações básicas, que lhes oferecem segurança em sua abertura aos demais.
Além disso, o amor familiar é fecundo, e não somente porque gera novas vidas, mas porque amplia o horizonte da existência, gera um mundo novo; faz-nos acreditar, contra toda desesperança e derrotismo, que uma convivência baseada no respeito e na confiança é possível. Frente a uma visão materialista do mundo, a família não reduz o homem ao estéril utilitarismo, mas dá canal aos seus desejos mais profundos.
Finalmente, queria dizer-lhes que, desde a experiência fundante do amor familiar, o homem cresce também em sua abertura a Deus como Pai. Por isso, o Documento de Aparecida indicou que a família não deve ser considerada só como objeto de evangelização, mas também agente evangelizador (cf. nn. 432, 435). Nela se reflete a imagem de Deus que em seu mistério mais profundo é uma família e, deste modo, permite ver o amor humano como sinal e presença do amor divino (Carta Enc. Lumen fidei, 52). Na família, a fé se mescla com o leite materno. Por exemplo, esse sincero e espontâneo gesto de pedir a benção, que se conserva em muitos de nossos povos, reflete perfeitamente a convicção de que a benção de Deus se transmite de pais para filhos.
Conscientes de que o amor familiar enobrece tudo o que o homem faz, dando-lhe um valor agregado, é importante incentivar as famílias a cultivarem relações sadias entre seus membros, como dizer uns aos outros “perdão”, obrigada”, “por favor”, e a se dirigir a Deus com o belo nome de Pai. Que Nossa Senhora de Guadalupe alcance de Deus abundantes bençãos para os lares da América e os faça sementes de vida, de concórdia e de uma fé robusta, alimentada pelo Evangelho e as boas obras. Peço-lhes o favor de rezar por mim, pois necessito.
Fraternalmente,
FRANCISCO
Com informações da Sala de Imprensa da Santa Sé. Foto: Pastoral Familiar CNBB.

Papa nomeia arcebispo para o Ordinariato Militar do Brasil

O papa Francisco nomeou hoje, 6, dom Fernando José Monteiro Guimarães como arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil, com sede em Brasília (DF), transferindo-o da diocese de Garanhuns (PE). O papa acolheu o pedido de renúncia de dom Osvino José Both, aos 76 anos, conforme prevê o cânon 401, parágrafo primeiro, do Código de Direito Canônico.
Dom Fernando Guimarães é natural de Recife (PE). É membro da Congregação do Santíssimo Redentor (CSSR). Foi ordenado presbítero em agosto de 1971, em Campos (RJ). Foi nomeado bispo em março de 2008. Recebeu a ordenação episcopal no mesmo ano, em Roma, escolhendo como lema “O nosso coração ardia”. É mestre em Filosofia e Direito Canônico pelo Ateneo Romano da Santa Cruz, em Roma. Possui doutorado em Teologia Moral pelaAlfonsianum.
Trajetória no episcopado
Em sua caminhada episcopal, dom Fernando já assumiu diferentes funções na atividade pastoral da Igreja no Brasil, entre elas: membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, presidente da Comissão Episcopal para a implementação do Acordo Brasil-Santa Sé e consultor da Congregação para as Causas dos Santos, na Cúria Romana. Desde 2008, dom Fernando estava como bispo de Garanhuns (PE).
Foto: diocese de Garanhuns (PE).

Fonte: site CNBB dia 06/08/08

06 Anos da Páscoa de Dom Affonso - Primeiro Bispo da Diocese de Imperatriz

Hoje, festa da TRANSFIGURAÇÃO do Senhor, fazem 6 anos da páscoa de nosso querido Dom Affonso, primeiro bispo de nossa diocese, que teve dentre tantas responsabilidades a de organizar (administrativa e pastoralmente) a então recente eregida diocese de Imperatriz desmembrada da diocese de Carolina. Nossa eterna gratidão a Dom Affonso pelo seu testemunho de vida sacerdotal e por sua se sensibilidade para com o s pobres.


De Dom Affonso recebi dois sacramentos: O Crisma e a Ordem (diácono e presbítero). Dele recebi minha primeira nomeação como pároco (Paroquia Maria Mãe da Igreja - Ribeiraozinho). Dele recebi meus dois primeiros encargo pastorais em nível diocesano: Assessor da Pastoral Vocacional e Diretor Espiritual da Legião de Maria. Nossa gratidão!

"A VERDADE VOS LIBERTARA." (Jo 8, 32)

Em Cristo,
Padre Eliezer Paiva (Padre diocesano de Imperatriz)


(postagem do Blog da Diocese de Imperatriz dia 06/08)

Seminaristas retornam à São Luís

Na última segunda-feira dia 04 de agosto - memória de São João Maria Vianney - nós seminaristas da Diocese de Imperatriz e Diocese de Carolina retomamos nossas atividades formativas. Primeira delas foi o inicio do segundo semestre de 2014 no Instituto de Estudos Superiores do Maranhão - IESMA e depois nossas atividades dentro do Seminário Bom Pastor. Pe. Ivanildo Oliveira presidiu a Santa Missa na qual tivemos como intenção todas as famílias e vocações da nossa Diocese de Imperatriz e da Diocese de Carolina. 









Ordenação Sacerdotal de Laersio da Silva Machado

No dia 19 de julho de 2014, na Catedral Nossa Senhora de Fátima, foi ordenado sacerdote o então diácono Laersio da Silva Machado. Nós do Seminário Bom Pastor com muita alegria participamos deste momento vocacional para a vida do eleito como também para a Igreja de Imperatriz. Deus abençoe a vida e vocação de Pe. Laersio, que é pároco da Paróquia de São Sebastião  em Açailândia - Maranhão...






Fotos do Blog da Diocese de Imperatriz

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Papa nomeia dom Giovanni Crippa bispo da diocese de Estância

O papa Francisco nomeou hoje, 9, dom Giovanni Crippa como bispo da vacante diocese de Estância (SE), transferindo-o da sede titular de “Accia” e do ofício de auxiliar na arquidiocese de Salvador (BA).
 Dom Giovanni Crippa é natural de Milão, Itália. Em 1981, emitiu os primeiros votos no Instituto Missões Consolata e foi ordenado padre no dia 14 de setembro de 1985. Na Itália, dom Giovanni foi animador missionário e vocacional, professor na Faculdade de Missiologia da Pontifícia Universidade Urbaniana (Roma) e membro da equipe de coordenação do Departamento Histórico do Instituto Missões Consolata. É bacharel em Teologia, mestre e doutor em História da Igreja, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Em 2001 chegou ao Brasil, na arquidiocese de Feira de Santana (BA), onde atuou como vigário paroquial, pároco, diretor espiritual, professor, membro do Conselho Presbiteral, conselheiro provincial de sua congregação e conselheiro espiritual das equipes de Nossa Senhora.
Em 21 de março de 2012, o papa Bento XVI o nomeou bispo auxiliar da arquidiocese de Salvador. Em maio do mesmo ano, recebeu a ordenação episcopal. Em setembro do ano passado, foi nomeado pelo papa Francisco administrador apostólico de Estância.

sexta-feira, 4 de julho de 2014


Seminaristas do Nordeste participam de formação missionária

Desde o dia 30 de junho, cerca de 98 seminaristas pertencentes aos cinco regionais do Nordeste participam da 6ª Formação Missionária para Seminaristas (Formise), que se encerra hoje, 4, em Aracaju (SE). O encontro aborda o tema "A formação missionária dos seminaristas: desafios e perspectivas" e lema "Não tenhais medo!" (Mt 14, 27).

O Formise visa fortalecer o ardor missionário dos seminaristas do Nordeste em busca de uma Igreja cada vez mais em saída.
Além dos seminaristas que representam os estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte, bispos e sacerdotes também participam do evento.
A missa de abertura do encontro foi presidida pelo arcebispo de Vitória da Conquista (BA) e presidente do Regional Nordeste 3 da CNBB, dom Luís Gonzaga Pepeu, e concelebrada pelo bispo de Alagoinhas (BA), dom Paulo Romeu.

Fonte: Site CNBB

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Preparativos para encontro de oração do Papa com Mazen e Peres

 







Cidade do Vaticano (RV) – A Sala de Imprensa da Santa Sé acolhe na sexta-feira, 6 de junho, os jornalistas credenciados para apresentar o encontro de oração do Papa com os líderes Abu Mazen e Shimon Peres, no próximo domingo.

A coletiva será realizada às 13h, com a participação do Diretor da Sala de Imprensa, Pe. Federico Lombardi, e do Custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, O.F.M.

Enquanto isso, já foi confirmada a participação do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, que chegará a Roma no sábado. Na manhã de domingo, Bartolomeu celebrará a solenidade de Pentecostes na igreja de S. Teodoro no Palarino, que a diocese de Roma colocou à disposição da comunidade greco-ortodoxa. À tarde, o Patriarca participará no Vaticano do encontro de oração e invocação pela paz.

De acordo com o site da Conferência Episcopal Italiana, o encontro de domingo será caracterizado por músicas, orações, invocações de paz e pedidos de perdão. Com os protagonistas, estarão presentes rabinos, expoentes muçulmanos e sacerdotes.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Paz e ecumenismo: na Audiência, Papa recorda sua viagem à Terra Santa

RealAudioMP3 
Cidade do Vaticano (RV) – A viagem à Terra Santa foi o tema da Audiência Geral esta quarta-feira, na Praça S. Pedro.

O Papa Francisco fez uma pausa em suas catequeses sobre os sete dons do Espírito Santo, para falar da recente peregrinação que ele definiu como “um grande dom para a Igreja”.

Depois de agradecer a todas as autoridades eclesiásticas e civis que cooperaram para a realização da visita, de modo especial aos franciscanos, o Pontífice recordou a motivação principal que o levou à terra de Jesus: celebrar os 50 anos do encontro entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, rezando desta vez no Santo Sepulcro com Bartolomeu I.

“Naquele local onde ressoou o anúncio da Ressurreição, sentimos toda a amargura e o sofrimento das divisões que ainda existem entre os discípulos de Cristo. A divisão faz mal ao coração. Ainda estamos divididos? Naquele local onde Jesus nos dá a vida, nós ainda estamos um pouco divididos”, disse Francisco. Mas sobretudo, naquela celebração repleta de recíproca fraternidade, estima e afeto, ouvimos forte a voz do Bom Pastor ressuscitado que quer reunir todas as suas ovelhas em um só rebanho; sentimos o desejo de curar as feridas ainda abertas e prosseguir com afinco o caminho para a plena comunhão.”

Mais uma vez, como fizeram os Papas precedentes, eu peço perdão por aquilo que fizemos para favorecer esta divisão. E peço ao Espírito Santo que nos ajude a curar as feridas que nós fizemos aos outros irmãos. Todos somos irmãos em Cristo e com o Patriarca Bartolomeu somos amigos, irmãos, compartilhamos a vontade de caminhar juntos.
O Papa continuou recordando que outra finalidade desta peregrinação foi encorajar na região o caminho rumo à paz – encorajamento feito nas três etapas da visita: Jordânia, Palestina e Israel. “Eu o fiz sempre como peregrino, levando no coração uma grande compaixão pelos filhos daquela Terra, que há muito tempo convivem com a guerra e têm direito de conhecer finalmente dias de paz! (...) A paz se faz artesanalmente. Não existem indústrias de paz. Ela é feita todos os dias, artesanalmente, e também com o coração aberto para venha o dom de Deus.”

Na Jordânia, Francisco se declarou “impressionado” com a generosidade da população, que acolhe milhares de refugiados em seu território. “Que Deus abençoe este povo acolhedor”, disse o Papa, pedindo que a comunidade internacional ajude o país neste trabalho de acolhimento.

Ainda sobre o tema da paz, o Pontífice recordou o convite feito aos Presidentes de Israel e da Palestina, “homens de paz e artífices da paz”, a virem ao Vaticano para rezarem pela paz.

Por favor, peço a vocês que não nos deixem só. Rezem muito para que o Senhor nos dê a paz naquela terra abençoada. Conto com a oração de vocês, forte, rezem muito para que reine a paz.
Por fim, Francisco afirmou que sua viagem foi também a ocasião para confirmar na fé as comunidades cristãs que tanto sofrem, e expressar a gratidão de toda a Igreja pela presença deles naquela região e em todo o Oriente Médio.

Com esta visita, quis levar uma palavra de esperança; mas também eu a recebi; recebi-a de irmãos e irmãs que continuam a «esperar contra toda a esperança», por meio de tantos sofrimentos, como os que fugiram de próprio país por causa de conflitos, ou que discriminados e desprezados por causa da sua fé em Cristo. Rezemos por eles e pela paz na Terra Santa e em todo o Oriente Médio. A oração de toda a Igreja ampare também o caminho rumo à plena unidade entre os cristãos, para que o mundo creia no amor de Deus que em Jesus Cristo veio habitar entre nós.
Com a multidão, o Papa rezou um Ave-Maria para pedir a intercessão de Nossa Senhora, “rainha da paz, da unidade, mãe de todos os cristãos, para que dê a paz a todo o mundo e que Ela nos acompanhe neste caminho da unidade”.

Na Praça S. Pedro, havia mais de 50 mil pessoas. Entre elas, inúmeros brasileiros que assim foram saudados pelo Papa Francisco:

De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, com menção particular dos grupos da Academia Paulista de Magistrados e do Instituto São Boaventura bem como os fiéis de Brasília, Campinas e Rolândia, encorajando-vos a ser por todo o lado testemunhas de esperança e caridade. E, se alguma vez a vida fizer desencadear turbulências espirituais na vossa alma, ide procurar refúgio sob o manto da Santa Mãe de Deus; somente lá encontrareis paz. Sobre vós, vossas famílias e paróquias desça a Bênção do Senhor!

(BF)

Papa nomeia bispo para Pouso Alegre (MG)

O papa Francisco nomeou hoje, 28, dom José Luiz Majella Delgado, como arcebispo de Pouso Alegre (MG), transferindo-o da diocese de Jataí (GO). A diocese estava vacante após renúncia de dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, acolhida pelo papa Francisco, conforme prevê o Código do Direito Canônico.
Dom José Luiz Majella Delgado é natural de Juiz de Fora (MG), nascido em 19 de outubro de 1959. Membro da Congregação do Santíssimo Redentor, recebeu a ordenação sacerdotal em 14 de março de 1981. Foi nomeado bispo pelo papa emérito Bento XVI, em 16 de dezembro de 2009, sendo ordenado no dia 27 de fevereiro de 2010. Seu lema episcopal é “Servir por amor”.

Formação
 
O novo arcebispo de Pouso Alegre (MG) é formado em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Lorena (SP) e Teologia pelo Instituto Teológico de São Paulo (ITESP), com licenciatura em Estudos Sociais. Possui especialização em Teologia Litúrgica e em Espiritualidade Redentorista pela Academia Alfonsiana de Roma (Itália).

Trajetória
 
Atualmente dom Luiz Majella estava como presidente do regional Centro-Oeste da CNBB. Sua caminhada episcopal é marcada pela atuação em atividades pastorais e de formação. Exerceu diferentes funções no ensino, em institutos e conselhos. Foi secretário da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) no regional Leste 2, secretário da Associação dos Liturgistas do Brasil e prefeito do Santuário Nacional de Aparecida. Em 2007, esteve como secretário executivo para a V Conferência dos Bispos da América Latina e Caribe (CELAM), em Aparecida (SP). Na CNBB, ocupou a função de subsecretário adjunto geral de 2007 a 2009.

Fonte: site CNBB

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Veja como foi a manhã do Papa em Israel, último dia de visita

Francisco visitou o Muro das Lamentações e se reuniu com líderes muçulmanos, judeus e autoridades políticas

Jéssica Marçal Da Redação
papa em israel_último dia 
Momento da visita de Francisco ao Grão- Mufti de Jerusalém e de toda a Palestina / Foto: Reprodução CTV

Papa Francisco encerra sua viagem à Terra Santa, nesta segunda-feira, 26. A paz tem permeado todas as colocações do Papa, que, hoje pela manhã, já realizou várias atividades em Jerusalém, incluindo visitas a líderes religiosos e políticos.
O primeiro compromisso de Francisco foi a visita ao Grão- Mufti de Jerusalém e de toda a Palestina, xeque Muhamad Ahmad Hussein, na esplanada das mesquitas. Na ocasião, o Santo Padre lançou um apelo: “Respeitemo-nos e amemo-nos uns aos outros como irmãos e irmãs! Aprendamos a compreender a dor do outro! Ninguém instrumentalize, para a violência, o nome de Deus! Trabalhemos juntos em prol da justiça e da paz!”.

Em seguida, Francisco dirigiu-se ao Muro Ocidental em Jerusalém, o Muro das Lamentações, lugar que hoje é de culto central do Judaísmo. Lá, ele depositou um bilhete com a oração do Pai Nosso. Ele também prestou uma homenagem no Monte Herzl, que leva o nome do fundador do Movimento Sionista, em 1897, Theodor Herzl.

muro_lamentacoesPapa reza diante do Muro das Lamentações e deposita um bilhete com a oração do Pai Nosso / Foto: Reprodução CTV

Francisco também visitou o memorial de Yad Vashem, monumento em memória do Holocausto, onde fez um discurso em que recordou os horrores de que o homem já foi capaz. “Eis-nos aqui, Senhor, com a vergonha daquilo que o homem, criado à Vossa imagem e semelhança, foi capaz de fazer. Lembrai-Vos de nós na vossa misericórdia!”.
Em seguida, houve a visita de cortesia aos dois Grão-rabinos de Israel no centro Heichal Shlomo, perto da Grande Sinagoga de Jerusalém. Ele destacou como pode ser frutífera a boa relação entre católicos e judeus. “Juntos, poderemos dar uma grande contribuição para a causa da paz; juntos, poderemos, num mundo em rápida mudança, testemunhar o significado perene do plano divino da criação; juntos, poderemos opor-nos, firmemente, a todas as formas de antissemitismo e restantes formas de discriminação”.
A manhã terminou com encontros políticos. Francisco fez a visita de cortesia ao presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, no Palácio Presidencial em Jerusalém. Ele também reuniu-se, em audiência privada, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Logo mais, às 9h30 (horário de Brasília), ele faz uma visita privada ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla, depois se encontrará com sacerdotes, religiosos e seminaristas na igreja do Getsêmani, perto do Jardim das Oliveiras. Seu último compromisso é a celebração da Missa com os Ordinários da Terra Santa e com a comitiva papal.
Francisco deixa Jerusalém às 13h30 (horário de Brasília), participa da cerimônia de despedia às 14h no aeroporto de Tel Aviv e retorna, enfim, para o Vaticano.

Escutar apelo por unidade, pede Papa em celebração ecumênica

Francisco encontrou o Patriarca Bartolomeu I e pediu que hesitações do passado sejam colocadas de lado para se caminhar rumo à unidade

Jéssica Marçal Da Redação

 Escutar apelo por unidade, pede Papa em celebração ecumênica
Logo ao chegar na Basílica do Santo Sepulcro, Papa Francisco abraça o Patriarca Bartolomeu I

O momento tão esperado da visita do Papa Francisco à Terra Santa enfim chegou. Neste domingo, 25, ele se encontrou com o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, e participou de uma celebração ecumênica recordando os 50 anos do histórico abraço entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras.
Pouco antes da Celebração, os dois líderes religiosos dirigiram-se à Pedra na Unção, lugar no qual o corpo de Jesus foi depositado, após ser retirado da cruz, e ungido com óleo.

Na Basílica do Santo Sepulcro, Francisco destacou este momento de oração como uma graça extraordinária. “Acolhamos a graça especial deste momento. Detenhamo-nos em devoto recolhimento junto do sepulcro vazio, para redescobrir a grandeza da nossa vocação cristã: somos homens e mulheres de ressurreição, não de morte. Aprendamos, a partir deste lugar, a viver a nossa vida, as angústias das nossas Igrejas e do mundo inteiro, à luz da manhã de Páscoa”.
O Santo Padre recordou que Cristo carregou cada sofrimento e tribulação e com Seu sacrifício abriu passagem para a vida eterna. Assim sendo, Francisco disse que não se deve deixar roubar o fundamento da esperança e que o mundo não pode ser privado do anúncio da Ressurreição. Ele pediu que as pessoas não fiquem surdas ao forte apelo da unidade que ressoa em especial nesse lugar sagrado para os cristãos.

Escutar apelo por unidade, pede Papa em celebração ecumênica
Os dois líderes religiosos rezam junto a Pedra na Unção, dentro da Basílica do Santo Sepulcro, local no qual o corpo de Jesus foi depositado após ser retirado da cruz

O Pontífice reconheceu que não se pode negar as divisões que ainda existem entre os discípulos de Jesus, mas, olhando com gratidão para o gesto histórico de Paulo VI e Atenágoras, vê-se como foi possível, por impulso do Espírito Santo, dar passos importantes rumo à unidade.
“Estamos cientes de que ainda falta percorrer mais estrada para alcançar aquela plenitude da comunhão que se possa exprimir também na partilha da mesma mesa eucarística, que ardentemente desejamos; mas as divergências não devem assustar-nos e paralisar o nosso caminho. Devemos acreditar que, assim como foi removida a pedra do sepulcro, assim também poderão ser removidos todos os obstáculos que ainda impedem a plena comunhão entre nós”.
Ao falar da unidade, Francisco reiterou seu desejo, a exemplo de seus antecessores, de manter diálogo com todos os irmãos em Cristo. Ele não deixou de mencionar a região do Oriente Médio, tantas vezes marcada por conflitos, e recordou que há inúmeros cristãos perseguidos por causa de sua fé em Cristo Ressuscitado.
“Quando cristãos de diferentes confissões se encontram a sofrer juntos, uns ao lado dos outros, e a prestar ajuda uns aos outros com caridade fraterna, realiza-se o ecumenismo do sofrimento, realiza-se o ecumenismo do sangue, que possui uma eficácia particular não só para os contextos onde este tem lugar, mas, em virtude da comunhão dos santos, também para toda a Igreja”.
Por fim, ele pediu que as hesitações do passado sejam colocadas de lado e que se possa abrir o coração à ação do Espírito Santo para caminhar rumo ao tão desejado dia da plena comunhão.

Discurso do Papa em celebração ecumênica no Santo Sepulcro

brasão_papafrancisco 
VIAGEM DO PAPA FRANCISCO À TERRA SANTA DISCURSO CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA NO SANTO SEPULCRO Recordação dos 50 anos do abraço entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágonas  
Domingo, 25 de maio de 2014


Nesta Basílica, para a qual todo o cristão olha com profunda veneração, atinge o seu clímax a peregrinação que estou a realizar juntamente com o meu amado irmão em Cristo, Sua Santidade Bartolomeu. Realizamo-la seguindo os passos dos nossos venerados antecessores, o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, que, com coragem e docilidade ao Espírito Santo, permitiram há cinquenta anos, na Cidade Santa de Jerusalém, o histórico encontro entre o Bispo de Roma e o Patriarca de Constantinopla.
Saúdo cordialmente a todos vós aqui presentes. De modo particular, agradeço vivamente por ter tornado possível este momento a Sua Beatitude Teófilo, que quis dirigir-me amáveis palavras de boas-vindas, bem como a Sua Beatitude Nourhan Manoogian e ao Reverendo Padre Pierbattista Pizzaballa.
É uma graça extraordinária estarmos aqui reunidos em oração. O Túmulo vazio, aquele sepulcro novo situado num jardim, onde José de Arimateia devotamente depusera o corpo de Jesus, é o lugar donde parte o anúncio da Ressurreição: «Não tenhais medo! Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou, como tinha dito. Vinde, vede o lugar onde jazia e ide depressa dizer aos seus discípulos: “Ele ressuscitou dos mortos”» (Mt 28, 5-7).
Este anúncio, confirmado pelo testemunho daqueles a quem apareceu o Senhor Ressuscitado, é o coração da mensagem cristã, transmitida fielmente de geração em geração, como desde o início atesta o apóstolo Paulo: «Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que Eu próprio recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras» (1 Cor 15, 3-4).
É o fundamento da fé que nos une, graças à qual professamos conjuntamente que Jesus Cristo, o Filho unigénito do Pai e nosso único Senhor, «padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia» (Símbolo dos Apóstolos). Cada um de nós, cada baptizado em Cristo, espiritualmente ressuscitou deste sepulcro, porque, no Baptismo, todos fomos realmente incorporados no Primogénito de toda a criação, sepultados juntamente com Ele, para ressuscitar com Ele e poder caminhar numa vida nova (cf. Rm 6, 4).
Acolhamos a graça especial deste momento. Detenhamo-nos em devoto recolhimento junto do sepulcro vazio, para redescobrir a grandeza da nossa vocação cristã: somos homens e mulheres de ressurreição, não de morte. Aprendamos, a partir deste lugar, a viver a nossa vida, as angústias das nossas Igrejas e do mundo inteiro, à luz da manhã de Páscoa.
Cada ferida, cada sofrimento, cada tribulação foram carregados sobre os próprios ombros do Bom Pastor, que Se ofereceu a Si mesmo e, com o seu sacrifício, abriu-nos a passagem para a vida eterna. As suas chagas abertas são a passagem através da qual se derrama sobre o mundo a torrente da sua misericórdia. Não nos deixemos roubar o fundamento da nossa esperança! Não privemos o mundo do feliz anúncio da Ressurreição! E não sejamos surdos ao forte apelo à unidade que ressoa, precisamente deste lugar, nas palavras d’Aquele que, já Ressuscitado, chama a todos nós «os meus irmãos» (cf. Mt 28, 10; Jo 20, 17).
Claro, não podemos negar as divisões que ainda existem entre nós, discípulos de Jesus: este lugar sagrado faz-nos sentir o drama com maior sofrimento. E no entanto, à distância de cinquenta anos do abraço daqueles dois veneráveis Padres, reconhecemos com gratidão e renovada admiração como foi possível, por impulso do Espírito Santo, realizar passos verdadeiramente importantes rumo à unidade.
Estamos cientes de que ainda falta percorrer mais estrada para alcançar aquela plenitude da comunhão que se possa exprimir também na partilha da mesma Mesa eucarística, que ardentemente desejamos; mas as divergências não devem assustar-nos e paralisar o nosso caminho. Devemos acreditar que, assim como foi removida a pedra do sepulcro, assim também poderão ser removidos todos os obstáculos que ainda impedem a plena comunhão entre nós.
Será uma graça de ressurreição, que já hoje podemos pregustar. Cada vez que pedimos perdão uns aos outros pelos pecados cometidos contra outros cristãos e cada vez que temos a coragem de dar e receber este perdão, fazemos experiência da ressurreição! Cada vez que, superados velhos preconceitos, temos a coragem de promover novas relações fraternas, confessamos que Cristo ressuscitou verdadeiramente!
Cada vez que pensamos o futuro da Igreja a partir da sua vocação à unidade, brilha a luz da manhã de Páscoa! A este respeito, quero renovar o desejo, já expresso pelos meus Antecessores, de manter um diálogo com todos os irmãos em Cristo para se encontrar uma forma de exercício do ministério próprio do Bispo de Roma, que, em conformidade com a sua missão, se abra a uma nova situação e possa ser, no contexto actual, um serviço de amor e de comunhão reconhecido por todos (cf. JOÃO PAULO II, Enc. Ut unum sint, 95-96).
Enquanto como peregrinos fazemos uma pausa nestes Lugares santos, a nossa recordação orante vai para a região inteira do Médio Oriente, tantas vezes marcada, infelizmente, por violências e conflitos. E não esquecemos, na nossa oração, muitos outros homens e mulheres que sofrem, em várias partes do mundo, por causa da guerra, da pobreza, da fome; bem como os inúmeros cristãos perseguidos pela sua fé no Senhor Ressuscitado.
Quando cristãos de diferentes confissões se encontram a sofrer juntos, uns ao lado dos outros, e a prestar ajuda uns aos outros com caridade fraterna, realiza-se o ecumenismo do sofrimento, realiza-se o ecumenismo do sangue, que possui uma eficácia particular não só para os contextos onde o mesmo tem lugar, mas, em virtude da comunhão dos santos, também para toda a Igreja.
Aquele que por ódio à fé matam, perseguem os cristãos, não importa se são ortodoxos, católicos, são cristãos. O sangue cristão é o mesmo.
Santidade, amado Irmão, e vós todos, queridos irmãos, ponhamos de parte as hesitações que herdámos do passado e abramos o nosso coração à acção do Espírito Santo, o Espírito do Amor (cf. Rm 5, 5) e da Verdade (cf. Jo 16, 13), para caminharmos, juntos e ágeis, rumo ao dia abençoado da nossa reencontrada plena comunhão.
Neste caminho, sentimo-nos sustentados pela oração que o próprio Jesus, nesta Cidade, na véspera da sua paixão, morte e ressurreição, elevou ao Pai pelos seus discípulos e que humildemente não nos cansamos de fazer nossa: «Que todos sejam um só (…), para que o mundo creia» (Jo 17, 21).
E quando a desunião nos faz pessimistas, pouco corajosos, sem confiança, coloquemos todos sob o Manto da Mãe de Deus. Quando na alma cristã existem turbulências cristãs, somente sob o Manto de Nossa Senhora encontraremos paz. Que Ela nos ajude neste caminho.

Papa encontra autoridades palestinas e encoraja à paz

Francisco pediu esforços para que se estabeleça uma paz estável, colocando fim à situação inaceitável de conflitos

Jéssica Marçal Da Redação


papa_encontro com autoridades palestinasNa manhã deste domingo, 25, Papa Francisco despediu-se da Jordânia e seguiu para Belém, onde teve um encontro com autoridades palestinas. Seu discurso na ocasião abordou a necessidade de paz e liberdade religiosa.

Francisco recordou a situação de conflitos e incertezas no Oriente Médio, causando  “feridas difíceis de curar”. Ele manifestou sua solidariedade aos que sofrem as consequências desses conflitos, disse que é hora de colocar fim a essa situação “inaceitável” e pediu esforços redobrados para criar condições para uma paz estável.
“Para todos, chegou o momento de terem a coragem da generosidade e da criatividade ao serviço do bem, a coragem da paz, que assenta sobre o reconhecimento, por parte de todos, do direito que têm dois Estados de existir e gozar de paz e segurança dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas”.
O Santo Padre explicou que a paz levará inúmeros benefícios para o povo daquela região e do mundo todo, portanto é preciso caminhar para a paz, o que requer que cada um renuncie a alguma coisa. Ele expressou seus votos de que palestinos e israelitas, com suas respectivas autoridades, empreendam este êxodo para a paz com coragem e firmeza.

Comunidades cristãs

Não faltou no discurso do Papa uma referência aos cristãos que vivem no Oriente Médio. “Os cristãos querem continuar a desempenhar o seu papel como cidadãos de pleno direito, juntamente com os demais concidadãos considerados como irmãos”.
Ele citou sua presença na Palestina e a recente estadia do presidente palestino, Mahmoud Abbas, no Vaticano como fatores que atestam as boas relações entre a Santa Sé e o Estado da Palestina. Francisco destacou seu apreço pelos esforços para elaborar um Acordo entre as partes relativo a aspectos da vida da comunidade católica do país, com especial atenção à liberdade religiosa.
“Com efeito, o respeito deste direito humano fundamental é uma das condições irrenunciáveis da paz, da fraternidade e da harmonia; mostra ao mundo que é indispensável e possível encontrar um bom acordo entre culturas e religiões diferentes; testemunha que as coisas que temos em comum são tantas e tão importantes que é possível individuar uma estrada de convivência serena, ordenada e pacífica, na aceitação das diferenças e na alegria de sermos irmãos porque filhos de um único Deus”.

Fonte: site Canção Nova