segunda-feira, 18 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
Celebra-se, a partir de hoje, a Semana Nacional da Família
A temática quer ajudar as famílias a vivenciarem a espiritualidade. "São gestos de espiritualidade que podem fazer a grande diferença na convivência dos esposos, no crescimento dos filhos na fé, na renovação da alegria pelo amor que se renova no dia a dia pelo dom da graça de Deus", explica o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini.
A CNPF preparou vários materiais para auxiliar na vivência da Semana Nacional da Família. Tem destaque o subsídio “Hora da Família”, que possui propostas de sete encontros de reflexão sobre a família e dez celebrações como Dia das Mães, dos Pais, dos Avós, Aniversário de Casamento, cidadania e eleições.
É possível adquirir o subsídio na Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar pelo telefone (61) 3443-2900 ou pelo e-mail vendas@cnpf.org.br. A loja virtual também tem informações:www.lojacnpf.org.br. Os outros materiais podem ser baixados no site da CNBB, clicando no banner “SNF 2014”.
Com informações da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF)
Papa acompanha com preocupação situação no Iraque
Padre Frederico recordou que no dia 20 de julho, durante a oração do Angelus, o papa referiu-se à situação vivida pelos cristãos perseguidos. “Os nossos irmãos são perseguidos, são expulsos, devem deixar suas casas sem ter a possibilidade de levar nada consigo. A estas famílias e a estas pessoas quero expressar a minha proximidade e a minha oração. Queridos irmãos e irmãs tão perseguidos, eu sei o quanto sofreis, eu sei que vocês são despojados de tudo. Estou convosco, na fé naquele que venceu o mal”, disse o papa na ocasião.
Segundo padre Frederico, em vista dos recentes acontecimentos, o “papa renova a sua proximidade espiritual a todos que estão atravessando esta dolorosa provação e une-se aos veementes apelos dos bispos locais, pedindo ajuda a eles e por suas comunidades atribuladas, que suba incessante de toda a Igreja uma oração coral para invocar do Espírito Santo o dom da paz”.
O papa faz ainda “um apelo urgente à comunidade internacional para que tome medidas a fim de acabar com o drama humanitário em andamento e para que proteja a todos os que têm necessidade ou são ameaçados pela violência, assegurando ajuda necessária aos deslocados, cuja sorte depende da solidariedade dos outros”.
O diretor da Sala de Imprensa mais uma vez lembrou as palavras de Francisco durante o Angelus de 20 de julho. “Que o Deus da paz suscite em todos um autêntico desejo de diálogo e de reconciliação. A violência não se vende com a violência. A violência se vence com a paz! Rezemos em silêncio, pedindo a paz”, disse o papa.
Com informações e foto da Rádio Vaticano
Papa acompanha com preocupação situação no Iraque
Padre Frederico recordou que no dia 20 de julho, durante a oração do Angelus, o papa referiu-se à situação vivida pelos cristãos perseguidos. “Os nossos irmãos são perseguidos, são expulsos, devem deixar suas casas sem ter a possibilidade de levar nada consigo. A estas famílias e a estas pessoas quero expressar a minha proximidade e a minha oração. Queridos irmãos e irmãs tão perseguidos, eu sei o quanto sofreis, eu sei que vocês são despojados de tudo. Estou convosco, na fé naquele que venceu o mal”, disse o papa na ocasião.
Segundo padre Frederico, em vista dos recentes acontecimentos, o “papa renova a sua proximidade espiritual a todos que estão atravessando esta dolorosa provação e une-se aos veementes apelos dos bispos locais, pedindo ajuda a eles e por suas comunidades atribuladas, que suba incessante de toda a Igreja uma oração coral para invocar do Espírito Santo o dom da paz”.
O papa faz ainda “um apelo urgente à comunidade internacional para que tome medidas a fim de acabar com o drama humanitário em andamento e para que proteja a todos os que têm necessidade ou são ameaçados pela violência, assegurando ajuda necessária aos deslocados, cuja sorte depende da solidariedade dos outros”.
O diretor da Sala de Imprensa mais uma vez lembrou as palavras de Francisco durante o Angelus de 20 de julho. “Que o Deus da paz suscite em todos um autêntico desejo de diálogo e de reconciliação. A violência não se vende com a violência. A violência se vence com a paz! Rezemos em silêncio, pedindo a paz”, disse o papa.
Com informações e foto da Rádio Vaticano
Dom Petrini fala sobre os desafios da Pastoral Familiar
De acordo com dom Petrini, cada família precisa participar das decisões que envolvem seus interesses. “Se ignoramos a família e ela não se constitui para nós uma prioridade, podem-se avançar organizações contra a família que podem destruí-la. É necessário que as famílias possam pensar, refletir e organizar para defender os seus próprios interesses”, destaca.
Sobre o 1º Congresso, dom Petrini fala da importância das famílias e lideranças estarem juntas discutindo propostas e ações para defender os direitos da família. “Como membros da Igreja e cidadãos devemos dialogar com o Estado. No mundo em que vivemos será necessária uma participação ativa de cada pessoa e das famílias para que suas exigências e seus direitos sejam efetivamente protegidos”, sugere o bispo.
Famílias do mundo
Estão presentes no evento mais de 350 participantes, entre bispos do Celam, delegados da Pastoral Familiar e da Pastoral Juvenil do Brasil, Argentina Colômbia, México, Venezuela, Costa Rica, Honduras e República Dominicana. Representa a CNBB uma delegação com 19 participantes, entre eles, bispos membros da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, coordenação nacional da Pastoral Familiar e assessoria nacional.
O Congresso prosseguirá até sábado, 9, com o objetivo de "promover a partir das ciências sociais, da teologia e da pastoral reflexão sobre a riqueza social da família". Tem como tema central: "Família e desenvolvimento social para a vida completa e comunhão missionária", em sintonia com o Sínodo Extraordinário dos Bispos sobre a Família, que acontecerá em outubro, no Vaticano.
Com informações do News.va. Foto: Pastoral Familiar da CNBB.
Papa envia mensagem aos participantes do Congresso de Pastoral Familiar
Em mensagem aos participantes do Congresso, o papa Francisco parabeniza e agradece os agentes de pastorais e pessoas comprometidas em favor da família.
No texto, o papa fala da importância da família e recorda as palavras do papa emérito Bento XVI, na Encíclica Caritas in veritate. Faz também referência ao Documento de Aparecida. “Frente a uma visão materialista do mundo, a família não reduz o homem ao estéril utilitarismo, mas dá canal aos seus desejos mais profundos”, afirma.
O Congresso é promovido pelo Departamento de Família, Vida e Juventude do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam). A temática escolhida é "Família e desenvolvimento social para a vida completa e comunhão missionária", em sintonia com a preparação para o Sínodo Extraordinário dos Bispos sobre a Família, que se realizará em outubro, no Vaticano.
Confira a íntegra da mensagem do papa.
MENSAGEM
Mensagem do Papa Francisco ao I Congresso Latino-americano para a Pastoral Familiar (Cidade do Panamá, 4 a 9 de agosto de 2014)
Quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Mensagem do Papa Francisco ao I Congresso Latino-americano para a Pastoral Familiar (Cidade do Panamá, 4 a 9 de agosto de 2014)
Quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Boletim da Santa Sé
Queridos irmãos,
Queridos irmãos,
Uno-me de coração a todos os participantes neste I Congresso latino-americano de Pastoral Familiar, organizado pelo Celam, e os parabenizo por esta iniciativa em favor de um valor tão querido e importante hoje em nossos povos.
O que é a família? Para além de seus prementes problemas e de suas necessidades urgentes, a família é um “centro de amor”, onde reina a lei do respeito e da comunhão, capaz de resistir aos ataques da manipulação e da dominação dos “centros de poder” mundanos. Na casa familiar, a pessoa se integra natural e harmonicamente em um grupo humano, superando a falsa oposição entre indivíduo e sociedade. No seio da família, ninguém é descartado: tanto o idoso como a criança são bem vindos. A cultura do encontro e o diálogo, a abertura à solidariedade e à transcendência têm nela o seu berço.
Por isso, a família constitui uma grande “riqueza social” (cf Bento XVI, Cart. Enc. Caritas in veritate, 44). Neste sentido, gostaria de destacar duas contribuições primordiais: a estabilidade e a fecundidade.
As relações baseadas no amor fiel, até a morte, como o matrimônio, a paternidade, a filiação ou a irmandade, aprendem-se e se vivem no núcleo familiar. Quando estas relações formam o tecido básico de uma sociedade humana, dão-lhe coesão e consistência. Pois não é possível formar parte de um povo, sentir-se próximo, ter em conta os mais distantes e desfavorecidos, se no coração do homem estão quebradas estas relações básicas, que lhes oferecem segurança em sua abertura aos demais.
Além disso, o amor familiar é fecundo, e não somente porque gera novas vidas, mas porque amplia o horizonte da existência, gera um mundo novo; faz-nos acreditar, contra toda desesperança e derrotismo, que uma convivência baseada no respeito e na confiança é possível. Frente a uma visão materialista do mundo, a família não reduz o homem ao estéril utilitarismo, mas dá canal aos seus desejos mais profundos.
Finalmente, queria dizer-lhes que, desde a experiência fundante do amor familiar, o homem cresce também em sua abertura a Deus como Pai. Por isso, o Documento de Aparecida indicou que a família não deve ser considerada só como objeto de evangelização, mas também agente evangelizador (cf. nn. 432, 435). Nela se reflete a imagem de Deus que em seu mistério mais profundo é uma família e, deste modo, permite ver o amor humano como sinal e presença do amor divino (Carta Enc. Lumen fidei, 52). Na família, a fé se mescla com o leite materno. Por exemplo, esse sincero e espontâneo gesto de pedir a benção, que se conserva em muitos de nossos povos, reflete perfeitamente a convicção de que a benção de Deus se transmite de pais para filhos.
Conscientes de que o amor familiar enobrece tudo o que o homem faz, dando-lhe um valor agregado, é importante incentivar as famílias a cultivarem relações sadias entre seus membros, como dizer uns aos outros “perdão”, obrigada”, “por favor”, e a se dirigir a Deus com o belo nome de Pai. Que Nossa Senhora de Guadalupe alcance de Deus abundantes bençãos para os lares da América e os faça sementes de vida, de concórdia e de uma fé robusta, alimentada pelo Evangelho e as boas obras. Peço-lhes o favor de rezar por mim, pois necessito.
Fraternalmente,
FRANCISCO
Com informações da Sala de Imprensa da Santa Sé. Foto: Pastoral Familiar CNBB.
Papa nomeia arcebispo para o Ordinariato Militar do Brasil
Dom Fernando Guimarães é natural de Recife (PE). É membro da Congregação do Santíssimo Redentor (CSSR). Foi ordenado presbítero em agosto de 1971, em Campos (RJ). Foi nomeado bispo em março de 2008. Recebeu a ordenação episcopal no mesmo ano, em Roma, escolhendo como lema “O nosso coração ardia”. É mestre em Filosofia e Direito Canônico pelo Ateneo Romano da Santa Cruz, em Roma. Possui doutorado em Teologia Moral pelaAlfonsianum.
Trajetória no episcopado
Em sua caminhada episcopal, dom Fernando já assumiu diferentes funções na atividade pastoral da Igreja no Brasil, entre elas: membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, presidente da Comissão Episcopal para a implementação do Acordo Brasil-Santa Sé e consultor da Congregação para as Causas dos Santos, na Cúria Romana. Desde 2008, dom Fernando estava como bispo de Garanhuns (PE).
Foto: diocese de Garanhuns (PE).
Fonte: site CNBB dia 06/08/08
06 Anos da Páscoa de Dom Affonso - Primeiro Bispo da Diocese de Imperatriz
Hoje, festa da TRANSFIGURAÇÃO do Senhor, fazem 6 anos da páscoa de nosso querido Dom Affonso, primeiro bispo de nossa diocese, que teve dentre tantas responsabilidades a de organizar (administrativa e pastoralmente) a então recente eregida diocese de Imperatriz desmembrada da diocese de Carolina. Nossa eterna gratidão a Dom Affonso pelo seu testemunho de vida sacerdotal e por sua se sensibilidade para com o s pobres.
De Dom Affonso recebi dois sacramentos: O Crisma e a Ordem (diácono e presbítero). Dele recebi minha primeira nomeação como pároco (Paroquia Maria Mãe da Igreja - Ribeiraozinho). Dele recebi meus dois primeiros encargo pastorais em nível diocesano: Assessor da Pastoral Vocacional e Diretor Espiritual da Legião de Maria. Nossa gratidão!
"A VERDADE VOS LIBERTARA." (Jo 8, 32)
Em Cristo,
Padre Eliezer Paiva (Padre diocesano de Imperatriz)
(postagem do Blog da Diocese de Imperatriz dia 06/08)
Seminaristas retornam à São Luís
Na última segunda-feira dia 04 de agosto - memória de São João Maria Vianney - nós seminaristas da Diocese de Imperatriz e Diocese de Carolina retomamos nossas atividades formativas. Primeira delas foi o inicio do segundo semestre de 2014 no Instituto de Estudos Superiores do Maranhão - IESMA e depois nossas atividades dentro do Seminário Bom Pastor. Pe. Ivanildo Oliveira presidiu a Santa Missa na qual tivemos como intenção todas as famílias e vocações da nossa Diocese de Imperatriz e da Diocese de Carolina.
Ordenação Sacerdotal de Laersio da Silva Machado
No dia 19 de julho de 2014, na Catedral Nossa Senhora de Fátima, foi ordenado sacerdote o então diácono Laersio da Silva Machado. Nós do Seminário Bom Pastor com muita alegria participamos deste momento vocacional para a vida do eleito como também para a Igreja de Imperatriz. Deus abençoe a vida e vocação de Pe. Laersio, que é pároco da Paróquia de São Sebastião em Açailândia - Maranhão...
Fotos do Blog da Diocese de Imperatriz
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Papa nomeia dom Giovanni Crippa bispo da diocese de Estância
O
papa Francisco nomeou hoje, 9, dom Giovanni Crippa como bispo da
vacante diocese de Estância (SE), transferindo-o da sede titular de
“Accia” e do ofício de auxiliar na arquidiocese de Salvador (BA).
Dom
Giovanni Crippa é natural de Milão, Itália. Em 1981, emitiu os primeiros
votos no Instituto Missões Consolata e foi ordenado padre no dia 14 de
setembro de 1985. Na Itália, dom Giovanni foi animador missionário e
vocacional, professor na Faculdade de Missiologia da Pontifícia
Universidade Urbaniana (Roma) e membro da equipe de coordenação do
Departamento Histórico do Instituto Missões Consolata. É bacharel em
Teologia, mestre e doutor em História da Igreja, pela Pontifícia
Universidade Gregoriana de Roma.
Em 2001 chegou ao Brasil, na
arquidiocese de Feira de Santana (BA), onde atuou como vigário
paroquial, pároco, diretor espiritual, professor, membro do Conselho
Presbiteral, conselheiro provincial de sua congregação e conselheiro
espiritual das equipes de Nossa Senhora.
Em 21 de março de 2012, o papa Bento XVI
o nomeou bispo auxiliar da arquidiocese de Salvador. Em maio do mesmo
ano, recebeu a ordenação episcopal. Em setembro do ano passado, foi
nomeado pelo papa Francisco administrador apostólico de Estância.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Seminaristas do Nordeste participam de formação missionária
Desde
o dia 30 de junho, cerca de 98 seminaristas pertencentes aos cinco
regionais do Nordeste participam da 6ª Formação Missionária para
Seminaristas (Formise), que se encerra hoje, 4, em Aracaju (SE). O
encontro aborda o tema "A formação missionária dos seminaristas:
desafios e perspectivas" e lema "Não tenhais medo!" (Mt 14, 27).
O Formise visa fortalecer o ardor missionário dos seminaristas do Nordeste em busca de uma Igreja cada vez mais em saída.
Além
dos seminaristas que representam os estados da Bahia, Ceará, Maranhão,
Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte, bispos e sacerdotes
também participam do evento.
A missa de abertura do encontro foi presidida pelo
arcebispo de Vitória da Conquista (BA) e presidente do Regional
Nordeste 3 da CNBB, dom Luís Gonzaga Pepeu, e concelebrada pelo bispo de
Alagoinhas (BA), dom Paulo Romeu.
Fonte: Site CNBB
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Preparativos para encontro de oração do Papa com Mazen e Peres
Cidade do Vaticano (RV)
– A Sala de Imprensa da Santa Sé acolhe na sexta-feira, 6 de junho, os
jornalistas credenciados para apresentar o encontro de oração do Papa
com os líderes Abu Mazen e Shimon Peres, no próximo domingo.
A coletiva será realizada às 13h, com a participação do Diretor da Sala de Imprensa, Pe. Federico Lombardi, e do Custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, O.F.M.
Enquanto isso, já foi confirmada a participação do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, que chegará a Roma no sábado. Na manhã de domingo, Bartolomeu celebrará a solenidade de Pentecostes na igreja de S. Teodoro no Palarino, que a diocese de Roma colocou à disposição da comunidade greco-ortodoxa. À tarde, o Patriarca participará no Vaticano do encontro de oração e invocação pela paz.
De acordo com o site da Conferência Episcopal Italiana, o encontro de domingo será caracterizado por músicas, orações, invocações de paz e pedidos de perdão. Com os protagonistas, estarão presentes rabinos, expoentes muçulmanos e sacerdotes.
A coletiva será realizada às 13h, com a participação do Diretor da Sala de Imprensa, Pe. Federico Lombardi, e do Custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, O.F.M.
Enquanto isso, já foi confirmada a participação do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, que chegará a Roma no sábado. Na manhã de domingo, Bartolomeu celebrará a solenidade de Pentecostes na igreja de S. Teodoro no Palarino, que a diocese de Roma colocou à disposição da comunidade greco-ortodoxa. À tarde, o Patriarca participará no Vaticano do encontro de oração e invocação pela paz.
De acordo com o site da Conferência Episcopal Italiana, o encontro de domingo será caracterizado por músicas, orações, invocações de paz e pedidos de perdão. Com os protagonistas, estarão presentes rabinos, expoentes muçulmanos e sacerdotes.
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/06/05/preparativos_para_encontro_de_ora%C3%A7%C3%A3o_do_papa_com_mazen_e_peres/bra-804794
do site da Rádio Vaticano
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Paz e ecumenismo: na Audiência, Papa recorda sua viagem à Terra Santa
Cidade do Vaticano (RV) – A viagem à Terra Santa foi o tema da Audiência Geral esta quarta-feira, na Praça S. Pedro.
O Papa Francisco fez uma pausa em suas catequeses sobre os sete dons do Espírito Santo, para falar da recente peregrinação que ele definiu como “um grande dom para a Igreja”.
Depois de agradecer a todas as autoridades eclesiásticas e civis que cooperaram para a realização da visita, de modo especial aos franciscanos, o Pontífice recordou a motivação principal que o levou à terra de Jesus: celebrar os 50 anos do encontro entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, rezando desta vez no Santo Sepulcro com Bartolomeu I.
“Naquele local onde ressoou o anúncio da Ressurreição, sentimos toda a amargura e o sofrimento das divisões que ainda existem entre os discípulos de Cristo. A divisão faz mal ao coração. Ainda estamos divididos? Naquele local onde Jesus nos dá a vida, nós ainda estamos um pouco divididos”, disse Francisco. Mas sobretudo, naquela celebração repleta de recíproca fraternidade, estima e afeto, ouvimos forte a voz do Bom Pastor ressuscitado que quer reunir todas as suas ovelhas em um só rebanho; sentimos o desejo de curar as feridas ainda abertas e prosseguir com afinco o caminho para a plena comunhão.”
Mais uma vez, como fizeram os Papas precedentes, eu peço perdão por aquilo que fizemos para favorecer esta divisão. E peço ao Espírito Santo que nos ajude a curar as feridas que nós fizemos aos outros irmãos. Todos somos irmãos em Cristo e com o Patriarca Bartolomeu somos amigos, irmãos, compartilhamos a vontade de caminhar juntos.
O Papa continuou recordando que outra finalidade desta peregrinação foi encorajar na região o caminho rumo à paz – encorajamento feito nas três etapas da visita: Jordânia, Palestina e Israel. “Eu o fiz sempre como peregrino, levando no coração uma grande compaixão pelos filhos daquela Terra, que há muito tempo convivem com a guerra e têm direito de conhecer finalmente dias de paz! (...) A paz se faz artesanalmente. Não existem indústrias de paz. Ela é feita todos os dias, artesanalmente, e também com o coração aberto para venha o dom de Deus.”
Na Jordânia, Francisco se declarou “impressionado” com a generosidade da população, que acolhe milhares de refugiados em seu território. “Que Deus abençoe este povo acolhedor”, disse o Papa, pedindo que a comunidade internacional ajude o país neste trabalho de acolhimento.
Ainda sobre o tema da paz, o Pontífice recordou o convite feito aos Presidentes de Israel e da Palestina, “homens de paz e artífices da paz”, a virem ao Vaticano para rezarem pela paz.
Por favor, peço a vocês que não nos deixem só. Rezem muito para que o Senhor nos dê a paz naquela terra abençoada. Conto com a oração de vocês, forte, rezem muito para que reine a paz.
Por fim, Francisco afirmou que sua viagem foi também a ocasião para confirmar na fé as comunidades cristãs que tanto sofrem, e expressar a gratidão de toda a Igreja pela presença deles naquela região e em todo o Oriente Médio.
Com esta visita, quis levar uma palavra de esperança; mas também eu a recebi; recebi-a de irmãos e irmãs que continuam a «esperar contra toda a esperança», por meio de tantos sofrimentos, como os que fugiram de próprio país por causa de conflitos, ou que discriminados e desprezados por causa da sua fé em Cristo. Rezemos por eles e pela paz na Terra Santa e em todo o Oriente Médio. A oração de toda a Igreja ampare também o caminho rumo à plena unidade entre os cristãos, para que o mundo creia no amor de Deus que em Jesus Cristo veio habitar entre nós.
Com a multidão, o Papa rezou um Ave-Maria para pedir a intercessão de Nossa Senhora, “rainha da paz, da unidade, mãe de todos os cristãos, para que dê a paz a todo o mundo e que Ela nos acompanhe neste caminho da unidade”.
Na Praça S. Pedro, havia mais de 50 mil pessoas. Entre elas, inúmeros brasileiros que assim foram saudados pelo Papa Francisco:
De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, com menção particular dos grupos da Academia Paulista de Magistrados e do Instituto São Boaventura bem como os fiéis de Brasília, Campinas e Rolândia, encorajando-vos a ser por todo o lado testemunhas de esperança e caridade. E, se alguma vez a vida fizer desencadear turbulências espirituais na vossa alma, ide procurar refúgio sob o manto da Santa Mãe de Deus; somente lá encontrareis paz. Sobre vós, vossas famílias e paróquias desça a Bênção do Senhor!
(BF)
O Papa Francisco fez uma pausa em suas catequeses sobre os sete dons do Espírito Santo, para falar da recente peregrinação que ele definiu como “um grande dom para a Igreja”.
Depois de agradecer a todas as autoridades eclesiásticas e civis que cooperaram para a realização da visita, de modo especial aos franciscanos, o Pontífice recordou a motivação principal que o levou à terra de Jesus: celebrar os 50 anos do encontro entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, rezando desta vez no Santo Sepulcro com Bartolomeu I.
“Naquele local onde ressoou o anúncio da Ressurreição, sentimos toda a amargura e o sofrimento das divisões que ainda existem entre os discípulos de Cristo. A divisão faz mal ao coração. Ainda estamos divididos? Naquele local onde Jesus nos dá a vida, nós ainda estamos um pouco divididos”, disse Francisco. Mas sobretudo, naquela celebração repleta de recíproca fraternidade, estima e afeto, ouvimos forte a voz do Bom Pastor ressuscitado que quer reunir todas as suas ovelhas em um só rebanho; sentimos o desejo de curar as feridas ainda abertas e prosseguir com afinco o caminho para a plena comunhão.”
Mais uma vez, como fizeram os Papas precedentes, eu peço perdão por aquilo que fizemos para favorecer esta divisão. E peço ao Espírito Santo que nos ajude a curar as feridas que nós fizemos aos outros irmãos. Todos somos irmãos em Cristo e com o Patriarca Bartolomeu somos amigos, irmãos, compartilhamos a vontade de caminhar juntos.
O Papa continuou recordando que outra finalidade desta peregrinação foi encorajar na região o caminho rumo à paz – encorajamento feito nas três etapas da visita: Jordânia, Palestina e Israel. “Eu o fiz sempre como peregrino, levando no coração uma grande compaixão pelos filhos daquela Terra, que há muito tempo convivem com a guerra e têm direito de conhecer finalmente dias de paz! (...) A paz se faz artesanalmente. Não existem indústrias de paz. Ela é feita todos os dias, artesanalmente, e também com o coração aberto para venha o dom de Deus.”
Na Jordânia, Francisco se declarou “impressionado” com a generosidade da população, que acolhe milhares de refugiados em seu território. “Que Deus abençoe este povo acolhedor”, disse o Papa, pedindo que a comunidade internacional ajude o país neste trabalho de acolhimento.
Ainda sobre o tema da paz, o Pontífice recordou o convite feito aos Presidentes de Israel e da Palestina, “homens de paz e artífices da paz”, a virem ao Vaticano para rezarem pela paz.
Por favor, peço a vocês que não nos deixem só. Rezem muito para que o Senhor nos dê a paz naquela terra abençoada. Conto com a oração de vocês, forte, rezem muito para que reine a paz.
Por fim, Francisco afirmou que sua viagem foi também a ocasião para confirmar na fé as comunidades cristãs que tanto sofrem, e expressar a gratidão de toda a Igreja pela presença deles naquela região e em todo o Oriente Médio.
Com esta visita, quis levar uma palavra de esperança; mas também eu a recebi; recebi-a de irmãos e irmãs que continuam a «esperar contra toda a esperança», por meio de tantos sofrimentos, como os que fugiram de próprio país por causa de conflitos, ou que discriminados e desprezados por causa da sua fé em Cristo. Rezemos por eles e pela paz na Terra Santa e em todo o Oriente Médio. A oração de toda a Igreja ampare também o caminho rumo à plena unidade entre os cristãos, para que o mundo creia no amor de Deus que em Jesus Cristo veio habitar entre nós.
Com a multidão, o Papa rezou um Ave-Maria para pedir a intercessão de Nossa Senhora, “rainha da paz, da unidade, mãe de todos os cristãos, para que dê a paz a todo o mundo e que Ela nos acompanhe neste caminho da unidade”.
Na Praça S. Pedro, havia mais de 50 mil pessoas. Entre elas, inúmeros brasileiros que assim foram saudados pelo Papa Francisco:
De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, com menção particular dos grupos da Academia Paulista de Magistrados e do Instituto São Boaventura bem como os fiéis de Brasília, Campinas e Rolândia, encorajando-vos a ser por todo o lado testemunhas de esperança e caridade. E, se alguma vez a vida fizer desencadear turbulências espirituais na vossa alma, ide procurar refúgio sob o manto da Santa Mãe de Deus; somente lá encontrareis paz. Sobre vós, vossas famílias e paróquias desça a Bênção do Senhor!
(BF)
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/05/28/paz_e_ecumenismo:_na_audi%C3%AAncia,_papa_recorda_sua_viagem_%C3%A0_terra_santa/bra-802892
do site da Rádio Vaticano
Papa nomeia bispo para Pouso Alegre (MG)
Dom
José Luiz Majella Delgado é natural de Juiz de Fora (MG), nascido em 19
de outubro de 1959. Membro da Congregação do Santíssimo Redentor,
recebeu a ordenação sacerdotal em 14 de março de 1981. Foi nomeado bispo
pelo papa emérito Bento XVI, em 16 de dezembro de 2009, sendo ordenado
no dia 27 de fevereiro de 2010. Seu lema episcopal é “Servir por amor”.
Formação
O novo
arcebispo de Pouso Alegre (MG) é formado em Filosofia pela Faculdade
Salesiana de Lorena (SP) e Teologia pelo Instituto Teológico de São
Paulo (ITESP), com licenciatura em Estudos Sociais. Possui
especialização em Teologia Litúrgica e em Espiritualidade Redentorista
pela Academia Alfonsiana de Roma (Itália).
Trajetória
Atualmente
dom Luiz Majella estava como presidente do regional Centro-Oeste da
CNBB. Sua caminhada episcopal é marcada pela atuação em atividades
pastorais e de formação. Exerceu diferentes funções no ensino, em
institutos e conselhos. Foi secretário da Organização dos Seminários e
Institutos do Brasil (OSIB) no regional Leste 2, secretário da
Associação dos Liturgistas do Brasil e prefeito do Santuário Nacional de
Aparecida. Em 2007, esteve como secretário executivo para a V
Conferência dos Bispos da América Latina e Caribe (CELAM), em Aparecida
(SP). Na CNBB, ocupou a função de subsecretário adjunto geral de 2007 a
2009.
Fonte: site CNBB
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Veja como foi a manhã do Papa em Israel, último dia de visita
Francisco visitou o Muro das Lamentações e se reuniu com líderes muçulmanos, judeus e autoridades políticas
Jéssica Marçal Da Redação
Momento da visita de Francisco ao Grão- Mufti de Jerusalém e de toda a Palestina / Foto: Reprodução CTV
Papa Francisco encerra sua viagem à Terra
Santa, nesta segunda-feira, 26. A paz tem permeado todas as colocações
do Papa, que, hoje pela manhã, já realizou várias atividades em
Jerusalém, incluindo visitas a líderes religiosos e políticos.
O primeiro compromisso de Francisco foi a
visita ao Grão- Mufti de Jerusalém e de toda a Palestina, xeque Muhamad
Ahmad Hussein, na esplanada das mesquitas. Na ocasião, o Santo Padre
lançou um apelo: “Respeitemo-nos e amemo-nos uns aos outros como irmãos e
irmãs! Aprendamos a compreender a dor do outro! Ninguém
instrumentalize, para a violência, o nome de Deus! Trabalhemos juntos em
prol da justiça e da paz!”.
Em seguida, Francisco dirigiu-se ao Muro
Ocidental em Jerusalém, o Muro das Lamentações, lugar que hoje é de
culto central do Judaísmo. Lá, ele depositou um bilhete com a oração do
Pai Nosso. Ele também prestou uma homenagem no Monte Herzl, que leva o
nome do fundador do Movimento Sionista, em 1897, Theodor Herzl.
Francisco também visitou o memorial de
Yad Vashem, monumento em memória do Holocausto, onde fez um discurso em
que recordou os horrores de que o homem já foi capaz. “Eis-nos aqui,
Senhor, com a vergonha daquilo que o homem, criado à Vossa imagem e
semelhança, foi capaz de fazer. Lembrai-Vos de nós na vossa
misericórdia!”.
Em seguida, houve a visita de cortesia
aos dois Grão-rabinos de Israel no centro Heichal Shlomo, perto da
Grande Sinagoga de Jerusalém. Ele destacou como pode ser frutífera a boa
relação entre católicos e judeus. “Juntos, poderemos dar uma grande
contribuição para a causa da paz; juntos, poderemos, num mundo em rápida
mudança, testemunhar o significado perene do plano divino da criação;
juntos, poderemos opor-nos, firmemente, a todas as formas de
antissemitismo e restantes formas de discriminação”.
A manhã terminou com encontros políticos.
Francisco fez a visita de cortesia ao presidente do Estado de Israel,
Shimon Peres, no Palácio Presidencial em Jerusalém. Ele também
reuniu-se, em audiência privada, com o primeiro-ministro de Israel,
Benjamin Netanyahu.
Logo mais, às 9h30 (horário de Brasília),
ele faz uma visita privada ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla,
depois se encontrará com sacerdotes, religiosos e seminaristas na igreja
do Getsêmani, perto do Jardim das Oliveiras. Seu último compromisso é a
celebração da Missa com os Ordinários da Terra Santa e com a comitiva
papal.
Francisco deixa Jerusalém às 13h30
(horário de Brasília), participa da cerimônia de despedia às 14h no
aeroporto de Tel Aviv e retorna, enfim, para o Vaticano.
Escutar apelo por unidade, pede Papa em celebração ecumênica
Francisco encontrou o Patriarca
Bartolomeu I e pediu que hesitações do passado sejam colocadas de lado
para se caminhar rumo à unidade
Jéssica Marçal
Da Redação
Logo ao chegar na Basílica do Santo Sepulcro, Papa Francisco abraça o Patriarca Bartolomeu I
O momento tão esperado da visita do Papa
Francisco à Terra Santa enfim chegou. Neste domingo, 25, ele se
encontrou com o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, e
participou de uma celebração ecumênica recordando os 50 anos do
histórico abraço entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras.
Pouco antes da Celebração, os dois
líderes religiosos dirigiram-se à Pedra na Unção, lugar no qual o corpo
de Jesus foi depositado, após ser retirado da cruz, e ungido com óleo.
Na Basílica do Santo Sepulcro, Francisco
destacou este momento de oração como uma graça extraordinária.
“Acolhamos a graça especial deste momento. Detenhamo-nos em devoto
recolhimento junto do sepulcro vazio, para redescobrir a grandeza da
nossa vocação cristã: somos homens e mulheres de ressurreição, não de
morte. Aprendamos, a partir deste lugar, a viver a nossa vida, as
angústias das nossas Igrejas e do mundo inteiro, à luz da manhã de
Páscoa”.
O Santo Padre recordou que Cristo
carregou cada sofrimento e tribulação e com Seu sacrifício abriu
passagem para a vida eterna. Assim sendo, Francisco disse que não se
deve deixar roubar o fundamento da esperança e que o mundo não pode ser
privado do anúncio da Ressurreição. Ele pediu que as pessoas não fiquem
surdas ao forte apelo da unidade que ressoa em especial nesse lugar
sagrado para os cristãos.
Os
dois líderes religiosos rezam junto a Pedra na Unção, dentro da
Basílica do Santo Sepulcro, local no qual o corpo de Jesus foi
depositado após ser retirado da cruz
O Pontífice reconheceu que não se pode
negar as divisões que ainda existem entre os discípulos de Jesus, mas,
olhando com gratidão para o gesto histórico de Paulo VI e Atenágoras,
vê-se como foi possível, por impulso do Espírito Santo, dar passos
importantes rumo à unidade.
“Estamos cientes de que ainda falta
percorrer mais estrada para alcançar aquela plenitude da comunhão que se
possa exprimir também na partilha da mesma mesa eucarística, que
ardentemente desejamos; mas as divergências não devem assustar-nos e
paralisar o nosso caminho. Devemos acreditar que, assim como foi
removida a pedra do sepulcro, assim também poderão ser removidos todos
os obstáculos que ainda impedem a plena comunhão entre nós”.
Ao falar da unidade, Francisco reiterou
seu desejo, a exemplo de seus antecessores, de manter diálogo com todos
os irmãos em Cristo. Ele não deixou de mencionar a região do Oriente
Médio, tantas vezes marcada por conflitos, e recordou que há inúmeros
cristãos perseguidos por causa de sua fé em Cristo Ressuscitado.
“Quando cristãos de diferentes confissões
se encontram a sofrer juntos, uns ao lado dos outros, e a prestar ajuda
uns aos outros com caridade fraterna, realiza-se o ecumenismo do
sofrimento, realiza-se o ecumenismo do sangue, que possui uma eficácia
particular não só para os contextos onde este tem lugar, mas, em virtude
da comunhão dos santos, também para toda a Igreja”.
Por fim, ele pediu que as hesitações do
passado sejam colocadas de lado e que se possa abrir o coração à ação do
Espírito Santo para caminhar rumo ao tão desejado dia da plena
comunhão.
Discurso do Papa em celebração ecumênica no Santo Sepulcro
VIAGEM DO PAPA FRANCISCO À TERRA SANTA
DISCURSO
CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA NO SANTO SEPULCRO
Recordação dos 50 anos do abraço entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágonas
Domingo, 25 de maio de 2014
Nesta Basílica, para a qual todo o
cristão olha com profunda veneração, atinge o seu clímax a peregrinação
que estou a realizar juntamente com o meu amado irmão em Cristo, Sua
Santidade Bartolomeu. Realizamo-la seguindo os passos dos nossos
venerados antecessores, o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, que,
com coragem e docilidade ao Espírito Santo, permitiram há cinquenta
anos, na Cidade Santa de Jerusalém, o histórico encontro entre o Bispo
de Roma e o Patriarca de Constantinopla.
Saúdo cordialmente a todos vós aqui presentes. De modo particular,
agradeço vivamente por ter tornado possível este momento a Sua Beatitude
Teófilo, que quis dirigir-me amáveis palavras de boas-vindas, bem como a
Sua Beatitude Nourhan Manoogian e ao Reverendo Padre Pierbattista
Pizzaballa.
É uma graça extraordinária estarmos aqui reunidos em oração. O Túmulo
vazio, aquele sepulcro novo situado num jardim, onde José de Arimateia
devotamente depusera o corpo de Jesus, é o lugar donde parte o anúncio
da Ressurreição: «Não tenhais medo! Sei que buscais Jesus, o
crucificado; não está aqui, pois ressuscitou, como tinha dito. Vinde,
vede o lugar onde jazia e ide depressa dizer aos seus discípulos: “Ele
ressuscitou dos mortos”» (Mt 28, 5-7).
Este anúncio, confirmado pelo testemunho daqueles a quem apareceu o
Senhor Ressuscitado, é o coração da mensagem cristã, transmitida
fielmente de geração em geração, como desde o início atesta o apóstolo
Paulo: «Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que Eu próprio recebi:
Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado
e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras» (1 Cor 15, 3-4).
É o fundamento da fé que nos une, graças à qual professamos
conjuntamente que Jesus Cristo, o Filho unigénito do Pai e nosso único
Senhor, «padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado;
desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia» (Símbolo dos
Apóstolos). Cada um de nós, cada baptizado em Cristo, espiritualmente
ressuscitou deste sepulcro, porque, no Baptismo, todos fomos realmente
incorporados no Primogénito de toda a criação, sepultados juntamente com
Ele, para ressuscitar com Ele e poder caminhar numa vida nova (cf. Rm
6, 4).
Acolhamos a graça especial deste momento. Detenhamo-nos em devoto
recolhimento junto do sepulcro vazio, para redescobrir a grandeza da
nossa vocação cristã: somos homens e mulheres de ressurreição, não de
morte. Aprendamos, a partir deste lugar, a viver a nossa vida, as
angústias das nossas Igrejas e do mundo inteiro, à luz da manhã de
Páscoa.
Cada ferida, cada sofrimento, cada tribulação foram carregados sobre
os próprios ombros do Bom Pastor, que Se ofereceu a Si mesmo e, com o
seu sacrifício, abriu-nos a passagem para a vida eterna. As suas chagas
abertas são a passagem através da qual se derrama sobre o mundo a
torrente da sua misericórdia. Não nos deixemos roubar o fundamento da
nossa esperança! Não privemos o mundo do feliz anúncio da Ressurreição! E
não sejamos surdos ao forte apelo à unidade que ressoa, precisamente
deste lugar, nas palavras d’Aquele que, já Ressuscitado, chama a todos
nós «os meus irmãos» (cf. Mt 28, 10; Jo 20, 17).
Claro, não podemos negar as divisões que ainda existem entre nós,
discípulos de Jesus: este lugar sagrado faz-nos sentir o drama com maior
sofrimento. E no entanto, à distância de cinquenta anos do abraço
daqueles dois veneráveis Padres, reconhecemos com gratidão e renovada
admiração como foi possível, por impulso do Espírito Santo, realizar
passos verdadeiramente importantes rumo à unidade.
Estamos cientes de que ainda falta percorrer mais estrada para
alcançar aquela plenitude da comunhão que se possa exprimir também na
partilha da mesma Mesa eucarística, que ardentemente desejamos; mas as
divergências não devem assustar-nos e paralisar o nosso caminho. Devemos
acreditar que, assim como foi removida a pedra do sepulcro, assim
também poderão ser removidos todos os obstáculos que ainda impedem a
plena comunhão entre nós.
Será uma graça de ressurreição, que já hoje podemos pregustar. Cada
vez que pedimos perdão uns aos outros pelos pecados cometidos contra
outros cristãos e cada vez que temos a coragem de dar e receber este
perdão, fazemos experiência da ressurreição! Cada vez que, superados
velhos preconceitos, temos a coragem de promover novas relações
fraternas, confessamos que Cristo ressuscitou verdadeiramente!
Cada vez que pensamos o futuro da Igreja a partir da sua vocação à
unidade, brilha a luz da manhã de Páscoa! A este respeito, quero renovar
o desejo, já expresso pelos meus Antecessores, de manter um diálogo com
todos os irmãos em Cristo para se encontrar uma forma de exercício do
ministério próprio do Bispo de Roma, que, em conformidade com a sua
missão, se abra a uma nova situação e possa ser, no contexto actual, um
serviço de amor e de comunhão reconhecido por todos (cf. JOÃO PAULO II,
Enc. Ut unum sint, 95-96).
Enquanto como peregrinos fazemos uma pausa nestes Lugares santos, a
nossa recordação orante vai para a região inteira do Médio Oriente,
tantas vezes marcada, infelizmente, por violências e conflitos. E não
esquecemos, na nossa oração, muitos outros homens e mulheres que sofrem,
em várias partes do mundo, por causa da guerra, da pobreza, da fome;
bem como os inúmeros cristãos perseguidos pela sua fé no Senhor
Ressuscitado.
Quando cristãos de diferentes confissões se encontram a sofrer
juntos, uns ao lado dos outros, e a prestar ajuda uns aos outros com
caridade fraterna, realiza-se o ecumenismo do sofrimento, realiza-se o
ecumenismo do sangue, que possui uma eficácia particular não só para os
contextos onde o mesmo tem lugar, mas, em virtude da comunhão dos
santos, também para toda a Igreja.
Aquele que por ódio à fé matam, perseguem os cristãos, não importa se
são ortodoxos, católicos, são cristãos. O sangue cristão é o mesmo.
Santidade, amado Irmão, e vós todos, queridos irmãos, ponhamos de
parte as hesitações que herdámos do passado e abramos o nosso coração à
acção do Espírito Santo, o Espírito do Amor (cf. Rm 5, 5) e da Verdade
(cf. Jo 16, 13), para caminharmos, juntos e ágeis, rumo ao dia abençoado
da nossa reencontrada plena comunhão.
Neste caminho, sentimo-nos sustentados pela oração que o próprio
Jesus, nesta Cidade, na véspera da sua paixão, morte e ressurreição,
elevou ao Pai pelos seus discípulos e que humildemente não nos cansamos
de fazer nossa: «Que todos sejam um só (…), para que o mundo creia» (Jo
17, 21).
E quando a desunião nos faz pessimistas, pouco corajosos, sem
confiança, coloquemos todos sob o Manto da Mãe de Deus. Quando na alma
cristã existem turbulências cristãs, somente sob o Manto de Nossa
Senhora encontraremos paz. Que Ela nos ajude neste caminho.
Papa encontra autoridades palestinas e encoraja à paz
Francisco pediu esforços para que se estabeleça uma paz estável, colocando fim à situação inaceitável de conflitos
Jéssica Marçal
Da Redação
Francisco recordou a situação de
conflitos e incertezas no Oriente Médio, causando “feridas difíceis de
curar”. Ele manifestou sua solidariedade aos que sofrem as consequências
desses conflitos, disse que é hora de colocar fim a essa situação
“inaceitável” e pediu esforços redobrados para criar condições para uma
paz estável.
“Para todos, chegou o momento de terem a
coragem da generosidade e da criatividade ao serviço do bem, a coragem
da paz, que assenta sobre o reconhecimento, por parte de todos, do
direito que têm dois Estados de existir e gozar de paz e segurança
dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas”.
O Santo Padre explicou que a paz levará
inúmeros benefícios para o povo daquela região e do mundo todo, portanto
é preciso caminhar para a paz, o que requer que cada um renuncie a
alguma coisa. Ele expressou seus votos de que palestinos e israelitas,
com suas respectivas autoridades, empreendam este êxodo para a paz com
coragem e firmeza.
Comunidades cristãs
Não faltou no discurso do Papa uma
referência aos cristãos que vivem no Oriente Médio. “Os cristãos querem
continuar a desempenhar o seu papel como cidadãos de pleno direito,
juntamente com os demais concidadãos considerados como irmãos”.
Ele citou sua presença na Palestina e a
recente estadia do presidente palestino, Mahmoud Abbas, no Vaticano como
fatores que atestam as boas relações entre a Santa Sé e o Estado da
Palestina. Francisco destacou seu apreço pelos esforços para elaborar um
Acordo entre as partes relativo a aspectos da vida da comunidade
católica do país, com especial atenção à liberdade religiosa.
“Com efeito, o respeito deste direito
humano fundamental é uma das condições irrenunciáveis da paz, da
fraternidade e da harmonia; mostra ao mundo que é indispensável e
possível encontrar um bom acordo entre culturas e religiões diferentes;
testemunha que as coisas que temos em comum são tantas e tão importantes
que é possível individuar uma estrada de convivência serena, ordenada e
pacífica, na aceitação das diferenças e na alegria de sermos irmãos
porque filhos de um único Deus”.
Fonte: site Canção Nova
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