quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

MISSA DAS CINZAS NO SEMINÁRIO BOM PASTOR

Com a celebração da Santa Missa de hoje, quarta-feira de cinzas, iniciamos um novo tempo litúrgico na Igreja: TEMPO DA QUARESMA. São dias de penitência, jejum, caridade e esmola que nos preparam para a celebração dos grandes dias, ou sendo mais específico da PÁSCOA DO SENHOR.

Aqui no Seminário Bom Pastor, Pe. Ivanildo Oliveira, reitor desta casa de formação, presidiu hoje a Santa Missa de Cinzas, chamando-nos atenção para bem vivermos este novo tempo e preparar a nossa vida para cantarmos no tempo certo o grande "Aleluia, o Glória solene" proclamando a vitória de Cristo, sobre o pecado e a morte.














MENSAGEM
Crer na caridade suscita caridade 
"Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele"
(1 Jo 4, 16) 

Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2013

Queridos irmãos e irmãs!

A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da ação do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros.

1. A fé como resposta ao amor de Deus

Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: "Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele" (1 Jo 4, 16), recordava que, "no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um 'mandamento', mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro" (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e "apaixonado" que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: "O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no ato globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está 'concluído' e completado" (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os "agentes da caridade", a necessidade da fé, daquele "encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor" (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - "caritas Christi urget nos" (2 Cor 5, 14) - , está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus.

"A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir" (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente "o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado" (ibid., 7).

2. A caridade como vida na fé

Toda a vida cristã consiste em responder ao amor de Deus. A primeira resposta é precisamente a fé como acolhimento, cheio de admiração e gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita; e o "sim" da fé assinala o início de uma luminosa história de amizade com o Senhor, que enche e dá sentido pleno a toda a nossa vida. Mas Deus não se contenta com o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se limita a amar-nos, mas quer atrair-nos a Si, transformar-nos de modo tão profundo que nos leve a dizer, como São Paulo: Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20).

Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa deixar que Ele viva em nós e nos leve a amar com Ele, n'Ele e como Ele; só então a nossa fé se torna verdadeiramente uma "fé que atua pelo amor" (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós (cf. 1 Jo 4, 12).

A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é "caminhar" na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30).

3. O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade

À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma "dialética". Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o ativismo moralista.

A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e ação, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25 de Abril de 2012). De fato, por vezes tende-se a circunscrever a palavra "caridade" à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o "serviço da Palavra". Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento (cf. n. 16). A verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada homem (cf. Enc. Caritas in veritate, 8).

Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contato com o divino que é capaz de nos fazer "enamorar do Amor", para depois habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros.

A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: "É pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas ações que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos" (2, 8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância. Uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se mutuamente. A Quaresma, com as indicações que dá tradicionalmente para a vida cristã, convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola.

4. Prioridade da fé, primazia da caridade

Como todo o dom de Deus, a fé e a caridade remetem para a ação do mesmo e único Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), aquele Espírito que em nós clama:"Abbá! – Pai!" (Gl 4, 6), e que nos faz dizer: "Jesus é Senhor!" (1 Cor 12, 3) e "Maranatha! – Vem, Senhor!" (1 Cor 16, 22; Ap 22, 20).

Enquanto dom e resposta, a fé faz-nos conhecer a verdade de Cristo como Amor encarnado e crucificado, adesão plena e perfeita à vontade do Pai e infinita misericórdia divina para com o próximo; a fé radica no coração e na mente a firme convicção de que precisamente este Amor é a única realidade vitoriosa sobre o mal e a morte. A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude. Por sua vez, a caridade faz-nos entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, faz-nos aderir de modo pessoal e existencial à doação total e sem reservas de Jesus ao Pai e aos irmãos. Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5).

A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Batismo e a Eucaristia. O Batismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé ("saber-se amado por Deus"), mas deve chegar à verdade da caridade ("saber amar a Deus e ao próximo"), que permanece para sempre, como coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13).

Caríssimos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, em que nos preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, no qual o Amor de Deus redimiu o mundo e iluminou a história, desejo a todos vós que vivais este tempo precioso reavivando a fé em Jesus Cristo, para entrar no seu próprio circuito de amor ao Pai e a cada irmão e irmã que encontramos na nossa vida. Por isto elevo a minha oração a Deus, enquanto invoco sobre cada um e sobre cada comunidade a Bênção do Senhor!

Vaticano, 15 de Outubro de 2012

Audiência geral: Bento XVI agradece aos fiéis “pelo amor e pela oração"

papa13022013Bento XVI recebeu nesta quarta-feira, 13 de fevereiro, na Sala Paulo VI cerca de 10 mil fiéis e peregrinos para a Audiência Geral – o primeiro evento público depois do anúncio de sua renúncia.
De fato, no início da Audiência, o Pontífice se dirigiu aos presentes com essas palavras:
“Como sabem, decidi (aplausos)... obrigado por vossa simpatia. Decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou em 19 de abril de 2005. Eu o fiz em plena liberdade pelo bem da Igreja, depois de muito rezar e examinar diante de Deus a minha consciência, bem consciente da gravidade deste ato, mas, ao mesmo tempo, consciente de não ser mais capaz de desempenhar o ministério petrino com aquela força física e de espírito que isso requer. Ampara e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, o Qual jamais a faltará sua guia e seu cuidado. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com os quais me acompanharam. Obrigado, senti quase fisicamente nesses dias para mim nada fáceis, a força da oração que o amor da Igreja, a vossa oração, me oferece. Continuem a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor nos guiará”.

A catequese desta quarta-feira foi dedicada ao início do tempo litúrgico da Quaresma – os quarenta dias que nos preparam à celebração da Santa Páscoa. “É um período de esforço especial no nosso caminho espiritual”, disse o Papa, explicando que é o tempo que Jesus passou no deserto antes de iniciar sua vida pública, e onde foi tentado pelo maligno.
Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: Que lugar tem Deus na minha vida? As provas às quais a sociedade atual submete o cristão, de fato, são muitas, e dizem respeito à vida pessoal e social. Não é fácil ser fiel ao matrimônio cristão, praticar a misericórdia na vida cotidiana, deixar espaço à oração e ao silêncio interior. “A tentação de colocar de lado a própria fé está sempre presente e a conversão se torna uma resposta a Deus que deve ser confirmada mais vezes na vida”, afirmou.
Neste Tempo de Quaresma, no Ano da fé, o Papa nos convida a renovar nosso empenho no caminho de conversão, para superar a tendência de nos fechar em nós mesmos e para deixar, ao invés, espaço a Deus, olhando com seus olhos a realidade cotidiana. “Converter-se significa não fechar-se na busca do próprio sucesso, do próprio prestígio, da própria posição, mas fazer de modo que todos os dias, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem a coisa mais importante.”

Eis o resumo que o Papa fez de sua catequese em português:

“Queridos irmãos e irmãs, hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Estes quarenta dias de penitência nos recordam os dias que Jesus passou no deserto, sendo então tentado pelo diabo para deixar o caminho indicado por Deus Pai e seguir outras estradas mais fáceis e mundanas. Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: O que é que verdadeiramente conta na minha vida? Que lugar tem Deus na minha vida? O senhor dela é Deus ou sou eu? De fato, as tentações se resumem no desejo de instrumentalizar Deus para os nossos próprios interesses, em querer colocar-se no lugar de Deus. Jesus se sujeitou às nossas tentações a fim de vencer o maligno e abrir-nos o caminho para Deus. Por isso, a luta contra as tentações, através da conversão que nos é pedida na Quaresma, significa colocar Deus em primeiro lugar como fez Jesus, de tal modo que o Evangelho seja a orientação concreta da nossa vida. Amados peregrinos lusófonos, uma cordial saudação para todos, nomeadamente para os grupos portugueses de Lamego e Lisboa, e os brasileiros de Curitiba e Porto Alegre. Possa cada um de vós viver estes quarenta dias como um generoso caminho de conversão à santidade que o Deus Santo vos pede e quer dar! As suas bênçãos desçam abundantes sobre vós e vossas famílias! Obrigado!”

O papa preside ainda hoje, na Basílica de São Pedro, a missa da Quarta-feira de Cinzas.

Fonte: Site CNBB

Presidente da CNBB garante a Bento XVI a oração do episcopado brasileiro

papa.domraymundoO Cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, em entrevista concedida à Rádio Vaticano, garantiu ao Papa Bento XVI a oração de todo o episcopado brasileiro, agradecendo a Deus pelo dom do ministério do Pontífice.

Eis o que disse Dom Raymundo contatado pela Rádio Vaticano:

Nós no Brasil, creio que também como em todo o mundo, esta notícia da renúncia prevista para o dia 28 de fevereiro do Papa Bento XVI foi recebida evidentemente com muita surpresa. Nós, por outro lado, acolhemos esta decisão do Santo Padre pelas razões que ele mesmo apresentou motivando sua renúncia, dizendo que, neste momento, sente-se debilitado do ponto de vista físico e também fragilizado nesse “ânimo” de estar à frente da Igreja devido às exigências, às responsabilidades desse cargo.
De modo que o Santo Padre, num gesto que eu diria de humildade e de coragem, preferiu deixar o exercício do ministério petrino para o seu sucessor e, certamente pensando no bem melhor da Igreja, com sua consciência tranquila de ter procurado cumprir esse sete anos à frente da Igreja. E nós podemos dizer que seu pontificado é muito rico por aquilo que ele vai nos deixar, com suas encíclicas, suas homilias, as catequeses, com suas mensagens durante as viagens apostólicas. A nossa atitude neste momento é de agradecimento a Deus pelo dom do ministério do Papa Bento XVI, a quem estamos unidos em plena comunhão, ao mesmo tempo assegurando-lhe também as nossas orações.

Fonte: Site CNBB

Bento XVI envia mensagem aos brasileiros no início da Campanha da Fraternidade

papa-bentoxvi-rezandoNeste dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, será lançada a Campanha da Fraternidade (CF), com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). O Papa Bento XVI enviou uma mensagem para o início da Campanha. A seguir, a íntegra da mensagem: 
“Queridos irmãos e irmãs,
Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema “Fraternidade e Juventude”, proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!”(6,8).
De bom grado associo-me a esta iniciativa quaresmal da Igreja no Brasil, enviando a todos e cada um a minha cordial saudação no Senhor, a quem confio os esforços de quantos se empenham por ajudar os jovens a tornar-se – como lhes pedi em São Paulo – “protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna inspirada no Evangelho” (Discurso aos jovens brasileiros, 10/05/2007). É que os “sinais dos tempos”, na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam.
Por isso, convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime: “Agora que isto tocou os teus lábios, tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado” (Is 6,7). Desse encontro transformador, que desejo a cada jovem brasileiro, surge a plena disponibilidade de quem se deixa invadir por um Deus que salva: “Eis-me aqui, envia-me!’ aos meus coetâneos” - ajudando-lhes a descobrir a força e a beleza da fé no meio dos “desertos (espirituais) do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: (…) o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o é o Catecismo da Igreja Católica” (Homilia na abertura do Ano da Fé, 11/10/2012).
Que o Senhor conceda a todos a alegria de crer n’Ele, de crescer na sua amizade, de segui-Lo no caminho da vida e testemunhá-Lo em todas situações, para transmitir à geração seguinte a imensa riqueza e beleza da fé em Jesus Cristo. Com votos de uma Quaresma frutuosa na vida de cada brasileiro, especialmente das novas gerações, sob a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo uma especial Bênção Apostólica.

Vaticano, 8 de fevereiro de 2013

Benedictus PP. XVI

Fonte: Site CNBB

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Quem é o Papa?

FOTOS DA FORMAÇÃO DO 1º ANO DE TEOLOGIA





Nota Oficial da CNBB sobre anúncio da renúncia de Bento XVI


cnbblogoA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota na tarde desta segunda-feira, 11 de fevereiro, sobre o anúncio da renúncia do papa Bento XVI feito na manhã de hoje. A seguir, a íntegra da nota:
Brasília, 11 de fevereiro de 2013
P. Nº 0052/13
“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB recebe com surpresa, como todo o mundo, o anúncio feito pelo Santo Padre Bento XVI de sua renúncia à Sé de Pedro, que ficará vacante a partir do dia 28 de fevereiro próximo. Acolhemos com amor filial as razões apresentadas por Sua Santidade, sinal de sua humildade e grandeza, que caracterizaram os oito anos de seu pontificado.
Teólogo brilhante, Bento XVI entrará para a história como o “Papa do amor” e o “Papa do Deus Pequeno”, que fez do Reino de Deus e da Igreja a razão de sua vida e de seu ministério. O curto período de seu pontificado foi suficiente para ajudar a Igreja a intensificar a busca da unidade dos cristãos e das religiões através de um eficaz diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como para chamar a atenção do mundo para a necessidade de voltar-se ao Deus criador e Senhor da vida.
A CNBB é grata a Sua Santidade pelo carinho e apreço que sempre manifestou para com a Igreja no Brasil. A sua primeira visita intercontinental, feita ao nosso País em 2007, para inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, e, também, a escolha do Rio de Janeiro para sediar a Jornada Mundial da Juventude, no próximo mês de julho, são uma prova do quanto trazia no coração o povo brasileiro.
Agradecemos a Deus o dom do ministério de Sua Santidade Bento XVI a quem continuaremos unidos na comunhão fraterna, assegurando-lhe nossas preces.

Conclamamos a Igreja no Brasil a acompanhar com oração e serenidade o legítimo processo de eleição do sucessor de Bento XVI. Confiamos na assistência do Espírito Santo e na proteção de Nossa Senhora Aparecida, neste momento singular da vida da Igreja de Cristo.

Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

PAPA BENTO XVI

A Rádio Vaticano divulgou a informação de que o papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira que renunciará ao cargo no dia 28 de fevereiro. Eis o texto integral do anúncio:

“Caríssimos Irmãos, convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer de ânimo; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

BENEDICTUS PP XVI
A Rádio Vaticano divulgou a informação de que o papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira que renunciará ao cargo no dia 28 de fevereiro. Eis o texto integral do anúncio:


“Caríssimos Irmãos, convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer de ânimo; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".


Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.


BENEDICTUS PP XVI

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Bento XVI se encontra com seminaristas da Diocese de Roma

Encontro do Papa Bento XVI com os jovens seminaristas da Diocese de Roma. Como é tradição por ocasião da festa de Nossa Senhora da Confiança, Bento XVI visitou o Seminário Maior, na tarde da última sexta-feira, 8, onde se reuniram estudantes de todos os seminários da diocese.
Acolhido pelo seu Vigário para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, Bento XVI entrou na capela do seminário onde permaneceu alguns minutos em recolhimento diante do ícone mariano.
Na sua “lectio” feita sem a ajuda de qualquer texto, o Papa dirigiu a sua atenção à primeira carta de Pedro, pescador da Galiléia, cujo grego, - sublinhou - admirou e levantou suspeita em muitos exegetas. Mas, - explicou o Santo Padre -, a carta é certamente sua, ele a escreveu tendo como base a reflexão de uma comunidade, de uma Igreja.
É a carta de um Pedro que negou Cristo três vezes, disse o Papa, mas foi mesmo assim chamado a guiar a Igreja de Deus. Portanto, uma reflexão sobre esse homem “cheio de paixão e de desejo do Reino de Deus”, sobre a capacidade de se levantar e de ser escolhido para guiar a Igreja apesar de todas as fraquezas.


Falando de vários temas delicados, também em nível ecumênico, Bento XVI, sem jamais perder o fio condutor do seu discurso, falou com paixão, e num certo momento comentou, suscitando o sorriso dos presentes: “eu falei muito, retornemos aos três pontos da carta, uma pequena encíclica, a primeira encíclica de um Papa”. As três expressões através das quais o Papa teólogo realizou a sua meditação foram “regenerados, herança e preservados pela fé”.


O Papa convidou os jovens que se preparam para se tornar sacerdotes a “refletirem” sobre o que quer dizer ser “escolhidos, chamados por Deus”. “O que significa dizer que Deus escolheu a mim entre milhões de pessoas, que me quis”. “Somos tentados – acrescentou Bento XVI – de considerar como triunfalismo a alegria de sermos chamados por Deus. Seria assim – disse – se pensássemos que Deus me quis pelas minhas qualidades, no entanto, Ele me quis pelo seu amor”, “devemos reaprender esta alegria” de podermos “conhecer Jesus Cristo em sua história humana”.


Bento XVI também acenou, em tom familiar, ao fato de que na Igreja Católica “subsiste a única Igreja”. “Hoje os cristãos são o grupo mais perseguido porque não se alinham com os critérios deste mundo”, acrescentou o Papa. “Somos orgulhosos por termos uma grande história de cultura, mas no mundo somos cada vez mais estrangeiros”, explicou o Santo Padre, falando espontaneamente aos futuros sacerdotes, aos quais propôs o exemplo dos crentes que muitas vezes “nos lugares de trabalho, são uma minoria”.


“Espantamo-nos - observou – que hoje se continue a acreditar e a viver assim, como estrangeiros, isto é, não vivendo da maneira como fazem todos os outros”. Bento XVI lembrou que Abraão é “herdeiro” de uma terra e de um futuro. “Como cristãos herdamos um futuro que é nosso futuro, mas também futuro de Deus”.


Daqui uma reflexão sobre como olhar o bem e o mal na Igreja, cujos tons pareceram mais serenos daqueles que em 11 de outubro do ano passado, no discurso espontâneo da janela de seu apartamento sobre a Praça de São Pedro. Naquela noite lembrou o célebre “discurso à lua” de Papa Roncalli, e também ontem, 8, à noite, citou o “Papa bom”. Exortou a não cair nem no “falso otimismo nem no falso pessimismo”.

“Mas – acrescentou – se aqui e ali a Igreja morre por causa dos pecados do homem, ao mesmo tempo nasce de novo, e esta é uma grande certeza da nossa vida, a Igreja é a árvore de Deus que traz consigo a verdadeira herança, que é a vida eterna."

Fonte: Site Canção Nova

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

CRIAÇÃO DA 27ª PARÓQUIA DA DIOCESE DE IMPERATRIZ


FORMAÇÃO SOBRE CF-2013

Ontem, tivemos a primeira formação do ano de 2013 aqui no Seminário Bom Pastor. Com a proximidade do tempo da Quaresma, a Igreja do Brasil, por meio da CNBB, nos oferece como auxílio da caminhada quaresmal a Campanha da Fraternidade. Este ano a atenção da Igreja volta-se para a "Juventude". O tema da CF-2013 é "Fraternidade e Juventudade" e o lema: " Eis-me aqui, envia-me" (Is 6,8).

A formação foi coordenada pelos seminaristas Luciano Nascimento - primeiro ano de Teologia - e Jorge Rodrigues - segundo ano de Filosofia. Tivemos o momento inicial com a oração da CF-2013. Logo após, tivemos a apresentação do cartaz 2013, seguido dos pontos principais, bem como objetivos geral e especificos. 

Nossa formação ainda contou com a colaboração do Pe. Brandão, paróco da Paroquia de Sant'Ana, na cidade de Montes Altos - MA. Ele falou-nos acerca de sua vida vocacional, e das dificuldades por conta da época diferente em que vivemos com relação ao contato com a juventude e outras coisas mais.








quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

HOJE DOM AFFONSO GREGORY COMPLETARIA 83 ANOS

Se fosse vivo, hoje, Dom Affonso Felippe Gregory completaria 83 anos de vida.  Dom Affonso Felippe Gregory (Estrela, 6 de fevereiro de 1930 – Porto Alegre, 6 de agosto de 2008) foi um bispo católico brasileiro. Foi bispo auxiliar do Rio de Janeiro e bispo diocesano de Imperatriz, no Maranhão.

Estudos

Dom Affonso estudou no Seminário São José de Gravataí (1942-1949), no Seminário Nossa Senhora da Conceição de São Leopoldo (1950-1952) e na Pontifícia Universidade Gregoriana (1952-1956).

Atividades antes do episcopado

Dom Gregory recebeu a ordenação presbiteral no dia 25 de fevereiro de 1956, aos 26 anos. Foi o primeiro pároco de São Carlos, na Arquidiocese de Porto Alegre (1961-1962); professor no Seminário de Viamão; primeiro Diretor Executivo do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (1963-1980); membro da Equipe de Reflexão Teológico-Pastoral do CELAM (1956-1980); membro do Pontifício Conselho Cor Unum da Santa Sé em 1977; perito da Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Medellin (1968); membro da Comissão de Desenvolvimento e População da OEA (1968-1970).

Atividades durante o episcopado

No dia 2 de agosto de 1979, o Papa João Paulo II designou Affonso Gregory para a função de bispo auxiliar do Rio de Janeiro, com a sé titular de Drusiliana. Recebeu a ordenação episcopal no dia 12 de outubro de 1979, pelas mãos do Cardeal Eugênio Sales, Dom Adriano Mandarino Hypólito, OFM, e Dom Waldyr Calheiros Novaes.
No dia 16 de julho de 1987, Dom Affonso foi designado para ser o primeiro bispo Imperatriz.
Dom Affonso foi ainda Presidente da Cáritas Brasileira e Responsável pelo Setor da Pastoral Social da CNBB (1983-1990); Presidente da Cáritas Internacional (1991-1999); Presidente do CERIS (1981).
Renunciou ao múnus episcopal no dia 3 de agosto de 2005, sendo sucedido por Dom Gilberto Pastana de Oliveira.
O bispo faleceu às 20h30min do dia 6 de agosto de 2008, uma quarta-feira, no Hospital Mãe de Deus, na cidade de Porto Alegre, onde estava internado. Há aproximados dois anos Dom Affonso sofria de leucemia. O Sepultamento ocorreu na cidade de Imperatriz.
 

 
 

CATEQUESE DO PAPA BENTO XVI

A partir desta quarta-feira, aqui no blog Pastor Bonus publicaremos um resumo das Catequeses semanais do Santo Padre Papa Bento XVI. As catequeses já é uma tradição dos Santos Padres que durante as quartas-feiras do ano, nos transmitem grandes ensinamentos. Deus seja louvado!!!

O Papa Bento XVI continuou nesta quarta-feira, 6, as catequeses sobre a Profissão de Fé católica – o Credo. Ele abordou nesta seção, a temática da criação de Deus, a imagem do jardim do Éden, as figuras de Adão e Eva e a realidade do pecado original, citados no livro do Gênesis.


O Santo Padre ressaltou no início, a qualificação que o Credo faz de Deus como “Pai Onipotente” e “Criador do céu e da terra”, frase mencionada no livro da criação. O Papa afirma que Deus é a origem de todas as coisas e na beleza da criação se desdobra a sua onipotência de Pai que ama. A fé, diz o Pontífice, é a base para o reconhecimento de que o mundo foi criado pela palavra de Deus.

“O crente pode ler o grande livro da natureza e entender sua linguagem (cfr Sal 19,2-5); mas é necessária a Palavra de revelação, que suscita a fé, para que o homem possa chegar à plena consciência da realidade de Deus como Criador e Pai”, explicou.

Ao citar o livro que trata da criação, o Gênesis, Bento XVI, interpreta, a partir da revelação bíblica, que o primeiro pensamento de Deus ao criar o mundo era encontrar um amor que respondesse ao seu amor. O segundo pensamento era criar um mundo material onde colocar este amor, estas criaturas que em liberdade lhe responderiam.

“Mas a nossa pergunta hoje é: na época da ciência e da técnica, ainda tem sentido falar de criação?” Questionou o Pontífice. Segundo ele, a Bíblia não quer ser um manual de ciências naturais; quer, em vez disso, fazer compreender a verdade autêntica e profunda das coisas. E afirma: “a origem do ser, do mundo, a nossa origem não é o irracional ou as nossas necessidades, mas a razão e o amor e a liberdade.”

Bento XVI prosseguiu a catequese refletindo sobre a imagem do barro no livro que relata a criação. “Isto significa que não somos Deus, não nos fizemos por nós mesmos, somos terra; mas significa também que viemos da terra boa, por obra do Criador bom.” E segundo o Papa, o jardim do Éden diz que a realidade em que Deus colocou o ser humano não é uma floresta selvagem, mas lugar que protege, alimente e sustenta.

“O homem deve reconhecer o mundo não como propriedade a ser saqueada e explorada, mas como dom do Criador, sinal de sua vontade salvífica, dom a cultivar e proteger, de fazer crescer e desenvolver no respeito, na harmonia, seguindo os ritmos e a lógica, segundo o desígnio de Deus (cfr Gen 2,8-15)”, salientou.

Em seguida, o Santo Padre explicou a figura da serpente como sendo o sinal da tentação que objetiva levar o homem a romper a relação com Deus, colocando no seu coração a dúvida e inimizade com o Criador.

Segundo o Papa, a serpente levanta a suspeita de que a aliança com Deus seja como uma prisão que une, que priva da liberdade e das coisas mais belas e preciosas da vida. A serpente, como sinal da tentação, leva o homem a não aceitar os seus limites de criatura e a pensar a dependência do amor criador de Deus, como um fardo do qual deve se libertar.  

Por fim, o Santo Padre, comentando a realidade do pecado original, afirmou que “o pecado gera pecado e todos os pecados da história estão ligados entre si.” Segundo ele, o pecado significa perturbar ou destruir a relação com Deus e sua  essência está em colocar-se no lugar de Deus.
Bento XVI encerrou dizendo que viver de fé significa ao homem reconhecer a grandeza de Deus, a pequenez humana e a sua condição de criatura. A fé ilumina o mistério do mal e traz a “certeza de que é bom ser um homem”. 

Fonte: Site Canção Nova

BENTO XVI E COLÉGIO DE CARDEAIS VOTAM CAUSAS DE CANONIZAÇÃO


CardeaisBento XVI vai presidir na próxima segunda-feira, 11 de feevreiro, em Roma, um consistório ordinário público para votar as causas de canonização de três novos santos da Igreja Católica: um mártir e duas fundadoras de institutos religiosos.
De acordo com o Escritório de Celebrações Litúrgicas do Vaticano, os candidatos são Maria Guadalupe, Laura de Santa Catarina de Sena e Antônio Primaldo. Maria Guadalupe (1878-1963), mexicana, foi uma das fundadoras da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres.
A colombiana Laura de Santa Catarina de Sena (1874-1949) fundou a Congregação das Irmãs Missionárias da Beata Virgem Maria Imaculada e de Santa Catarina de Sena. Já o mártir italiano Antonio Primaldo, foi assassinado com cerca de 800 companheiros leigos “por ódio à fé” em agosto de 1480, na cidade de Otranto, (sul) durante uma invasão de tropas turcas.
No consistório, os cardeais se unem ao Pontífice para decidir sobre temas importantes ou participar de atos solenes.

Fonte: Site CNBB

Santo Padre erigiu em diocese a prelazia territorial de Cametá (PA)


Dom_Jesus_Maria_Cizaurre_Berdonces2Nesta quarta-feira, 6 de fevereiro, o Santo Padre erigiu em diocese a prelazia territorial de Cametá (PA) e nomeou como primeiro Bispo Dom Jesús María Cizaurre Berdonces, O.A.R, até então Bispo Prelado.
A Prelazia de Cametá foi criada em 29 de novembro de 1952 pelo Papa Pio XII, desmembrada da Arquidiocese de Belém do Pará. Foi confiada pela Santa Sé aos cuidados da Congregação para a Evangelização dos Povos.

O Bispo Cizaurre Berdonces, agostiano recoleto, nasceu em 1952 em Navarra, na Espanha.

Fonte: Site CNBB

MELHORES MOMENTOS DA ORDENAÇÃO DO DIA 23 DE NOVEMBRO

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

AGRADECEMOS A VISITA

Na semana passada tivemos a grata alegria de receber em nosso Seminário o Pároco das Paroquias da Vila Nova dos Martírios e São Pedro da Água Branca, Pe. Ribamar. Ele presidiu a Santa Missa com Adoração ao Santíssimo Sacramento. Ontem segunda-feira dia 04 de fevereiro, tivemos a visita do Pe. Domingos que é atual pároco da Paroquia da cidade de Amarante - MA, presindido a Santa Missa as 18:30hrs que foi concelebrada pelo reitor deste Seminário Pe. Ivanildo Oliveira Almeida. Em nome do nosso Seminário Bom Pastor, agradecemos a visita destes nossos pastores. Deus lhes abençoe hoje e sempre!











domingo, 3 de fevereiro de 2013

CELEBRAÇÃO DA ESPERANÇA

No primeiro dia deste mês, sexta-feira, o Seminário da Diocese de Viana, organizou a celebração da Esperança de 1 mês de vida eterna do seminarista Patrício Raposo. Nós do Seminário Bom Pastor, assim como vários seminários diocesanos e religiosos do Regional NE5 participamos deste momento de fé. A Santa Missa foi presidida pelo vigário geral da Diocese de Viana, Pe. Raimundo Nonato e concelebrada pelo reitor do Seminário de Viana e pelo nosso reitor Pe. Ivanildo Oliveira.