domingo, 1 de dezembro de 2013




OS EVANGELHOS SINÓTICOS: ALEGRIA DA BOA NOVA[1]


Luciano Nascimento Fernandes*



No instante conclusivo deste primeiro ano de experiência com as disciplinas teológicas, consideramos oportuno partilhar com todos nossas alegrias que, por vezes, nos deixaram apofáticos diante da grandeza do mistério divino. Porém, sabemos que estamos apenas no “preâmbulo” desse itinerário.
Nesse ínterim, asseveramos que nosso afeiçoamento pelas cadeiras de teologia bíblica foram mais evidentes nesse primeiro momento, a ponto de resultar nesta reflexão acerca dos evangelhos sinóticos que apresentamos abaixo, servindo de reflexo do nosso entendimento. Desse modo, procuramos expor uma visão panorâmica dos evangelhos no sentido de mostrar a teologia predominante e a história da formação dos textos que chegaram até nós.

Uma boa nova

Há uma acentuada diferença em falar de Jesus e de Cristo. Aquele é apenas a personagem histórica, enquanto este está imbuído de toda uma significação mística e teológica, uma vez que Nele se faz presente o “Messias” esperado pela humanidade. O evangelho constitui a boa notícia da chegada do Cristo que vai instaurar definitivamente o Reino de Israel, muito embora, noutro contexto, equivaleria a outros significados no mundo pagão, como quando se referia à pessoa do imperador, eventos felizes, por exemplo. Essa expressão não foi usada por Jesus, mas foi extraída certamente da bíblia grega.
No novo testamento, o evangelho é fruto do anuncio da ressurreição de Jesus pelos discípulos. Jesus anuncia o reino de Deus “o anunciador torna-se anunciado e esse ato transforma-se em texto”. A ressurreição de Jesus é o sinal mais claro da chegada do reino  definitivo. Em Jesus, Deus se apresenta como um Deus próximo. O evangelho tem origem em Deus através de Cristo, estabelecendo a paz na humanidade, reconciliando os homens com Deus mediante a salvação última. A ressurreição é o esclarecimento do mistério de Cristo e da humanidade. A essência dos evangelhos é o mistério pascal, disto resulta a intervenção de Deus na história em favor dos homens.
Para os primeiros cristãos importava mais a vivência das palavras de Jesus no meio da comunidade, do que a repetição destas. A história da formação dos evangelhos segue a via da história ou da descoberta. As pesquisas exegéticas buscam os textos mais antigos possíveis. Os relatos da vida de Jesus perpassam a atuação dos discípulos nas comunidades pregando sua morte e ressurreição. A fé na ressurreição é o elemento fundante, precede o evangelho escrito; o que seria apenas um acontecimento histórico a fé reconhece como sendo a intervenção de Deus. A redação dos evangelhos se da em dois momentos: recordação da vida de Jesus numa sequência de episódios, depois a montagem; tudo de acordo com o objetivo, o lugar e a teologia de cada evangelista. Porém a finalidade geral é desvendar e, ao mesmo tempo preservar o mistério de Jesus Cristo. A pessoa de Jesus constitui a principal fonte dos evangelhos. O evangelho é uma realidade que necessita ser proclamada porque se refere  todos os homens. O anuncio da boa nova se propaga na comunidade de Jerusalém e redondezas, de judaísmo puro, e na Samaria; seguidamente para os povos pagãos, principalmente nas comunidades fundadas por Paulo. Portanto, formaram-se as comunidades judaico-cristãs, samaritanas e gentio-cristãs. Certamente o ambiente destas comunidade em que cada evangelista se encontrava e, as necessidades de cada uma foram fundamentais para a composição dos evangelhos.
Diversas formas de expressão, estilo e gêneros literários, além do aspecto sociológico foram determinantes na época de formação dos evangelhos. Jesus e seus companheiros sendo eminentemente judeus, certamente vão usar os gêneros literários em voga na época. A maneira de relatar o milagre é semelhante à literatura judaica e helenística.  As parábolas constituem a maneira mais usual de defender um pensamento no mundo judaico, mas que se difere da alegoria; uma vez que esta se remete mais, a uma espécie de comparação com a finalidade de transmitir um ensinamento. Os relatos dos milagres, por vezes, são utilizados por Jesus no enfrentamento e seus adversários para defender habilidosamente seu ponto de vista, certamente referente a algum aspecto da escritura. Sinais do Antigo Testamento também são retomados nos textos dos evangelhos, principalmente quando do anúncio duma missão por parte de Deus a uma pessoa. Outro método judaico que influencia na formação dos evangelhos é o midrash (midraxe), uma pesquisa de elementos da Escritura com a finalidade de atualizar as coisas antigas para o leitor contemporâneo; exatamente o que faz Mateus, utiliza elementos do Antigo testamento para elaborar um evangelho num sentido teológico, tendo em vista sua comunidade de origem judaica. Faz das coisas antigas coisas novas, sem perder o referencial absoluto. Também não foram descartados elementos do paganismo (gregos e latinos), na formação, possivelmente do evangelho de marcos; isso é o que apontam pesquisas mais recentes.
Quanto aos estilos literários destacam-se o epifânico ou teofânico e o apocalíptico. O primeiro se remete aos modos de manifestação de Deus, onde Deus se torna presente, provocando temor e alegria no homem. O segundo exprime a certeza de que Deus é o mestre da história, que intervém quando necessário para restabelecer a justiça.
Assim, asseveramos que os evangelhos foram escritos para responder as angustias e perguntas das diversas comunidades, uma questão de necessidade contextual, seja de pregação, seja de catequese.
Com efeito, aproveitamos para reiterar votos de estima a todos. Que o espírito do Menino Deus renove as esperanças de todos neste Natal para vivermos e convivermos o novo ano que se aproxima alimentados pelas maravilhosas “alegrias do evangelho”. Pax et fidei!!



[1]Para verificar a fundamentação teórica Cf. AUNEAU, J; BOVON, F; GOURGUES, M. Evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos. São Paulo: Paulinas. p. 11-50.
* Acadêmico do segundo Período do curso de Teologia do Instituto de Estudos Superiores do Maranhão e, seminarista da Diocese de Carolina-MA.


Faleceu, aos 71 anos, dom Antônio Lino da Silva Diniz



Faleceu hoje, 1º de dezembro, pela manhã, o bispo da diocese de Itumbiara (GO), dom Antônio Lino da Silva Diniz. De acordo com o padre Joaquim Cavalcante, da diocese de Itumbiara, dom Antônio Lino, que já estava enfermo há algum tempo, teve insuficiência respiratória.
As exéquias e o sepultamento estão previstos para a próxima terça-feira, 3, pois a diocese aguarda a presença da família de dom Lino, que vem de Portugal. Dom Antônio Lino era natural de São Mateus de Oliveira, Portugal. Foi ordenado presbítero em 1966, em Praga, Portugal. Desde 1998, era bispo da diocese de Itumbiara. Seu lema episcopal era: “In Omnibus Christus” (Col 3,11).

Fonte: Site CNBB

VESTIBULAR IESMA 2014.1

Hoje no Instituto de Estudos Superiores do Maranhão - IESMA (Faculdade Católica do Maranhão) acontece o vestibular para os cursos de Filosofia e Teologia para o ano de 2014.1. E a família Bom Pastor se alegra pois temos um irmão nosso vindo da cidade de Senador La Roque - da Casa de Formação Inicial - Jeferson Reis! Seja bem vindo e de já estamos elevando nossas oração para que tudo corra bem na sua avaliação acadêmica! 





Construção no Bom Pastor!

Para dinamizar mais ainda o esporte no Seminário Bom Pastor sob a liderança do nosso reitor Pe. Ivanildo teve inicio o revestimento de cimento de uma área do Seminário Bom Pastor. É apenas o começo e que esperamos terminar para abertura do Ano Acadêmico de 2014. Vamos rezar a Deus para que isso aconteça como esperado e planejado!







VÉSPERAS SOLENE É CELEBRADA NO BOM PASTOR



Na tarde de ontem, no Seminário Maior Bom Pastor foi rezada solenemente a Oração das I vésperas do I Domingo do Advento celebrando à abertura do Ano Litúrgico. Neste novo clico litúrgico seguiremos os passos de Jesus através dos escritos do evangelista Mateus. Participaram desta ação litúrgica as Irmãs da Redenção, amigos da Pastoral e vizinhos do nosso Seminário.
“Cristo estabeleceu que ‘é preciso orar sempre e nunca desistir’ (Lc 18,1). Por isso a igreja, atendendo fielmente a essa exortação jamais cessa de elevar suas preces, e nos exorta com estas palavras: ‘Por meio de Jesus, ofereçamos a Deus um perene sacrifício de louvor’ (Hb 13,15). Esse preceito se cumpre, não apenas pela celebração da Eucaristia, mas também por outras formas, de modo particular a Liturgia das Horas” (IGLH 10). 




























 

sábado, 30 de novembro de 2013

FELIZ ANO NOVO LITÚRGICO!

Com as I Vésperas do I Domingo do Advento, encerramos um ano litúrgico e inauguramos o novo, o ano A.

No Evangelho deste domingo, Nosso Senhor adverte a todos que a Sua vinda será como nos dias de Noé: todos comiam e bebiam, não se importavam com os sinais de sua má conduta, até o dia que veio o dilúvio.

Que Ele nos encontre vigilantes, de lâmpadas acesas nas mãos, e nos chame para dentro.

 
© Imagem: Erick Marçal/Direto da Sacristia

Soluções justas para a Síria: Numa mensagem ao patriarca ecuménico convida a percorrer o caminho da reconciliação

Cesse toda a violência e, através do diálogo, encontrem-se soluções justas e duradouras» para um conflito que na Síria «já causou demasiados prejuízos». O novo apelo em prol da paz foi lançado pelo Papa Francisco na manhã de 30 de Novembro, durante a audiência a um grupo de fiéis da comunidade greco-melquita, recebidos na sala Clementina com o patriarca e o Sínodo da Igreja de Antioquia. O Pontífice convidou a ter confiança «na força da oração e da reconciliação», pedindo em especial o «respeito mútuo entre as várias confissões religiosas» para garantir a toda a população síria — há demasiado tempo vítima de uma «grande tribulação» — «um futuro assente nos direitos inalienáveis da pessoa, inclusive na liberdade religiosa».
A este propósito, o bispo de Roma reiterou a necessidade de não se resignar «a pensar num Médio Oriente sem cristãos». E encorajou a comunidade greco-melquita a manter firmes as suas raízes humanas e espirituais, «porque — afirmou — a Igreja inteira tem necessidade do património do Oriente cristão». O Papa retomou estes temas também na mensagem enviada ao Patriarca ecuménico Bartolomeu I, por ocasião da festa de santo André. «Estou consciente da vossa profunda preocupação pela situação dos cristãos no Médio Oriente e pelo seu direito de permanecer na própria pátria», escreveu, repetindo que «o diálogo, o perdão e a reconciliação são os únicos instrumentos possíveis para alcançar a resolução do conflito».
O Papa dirigiu um pensamento sobretudo aos cristãos que, no mundo inteiro, «experimentam a discriminação e às vezes pagam com o próprio sangue o preço da sua profissão de fé». Uma situação que impele todos os crentes em Cristo a «dar um testemunho comum», também para «salvaguardar em toda a parte o direito de manifestar publicamente a sua fé e ser tratados com equidade, quando promovem a contribuição que o Cristianismo continua a oferecer à sociedade e à cultura». 

Fonte: Site L'Osservatore Romano

Missão da Vida Religiosa e Consagrada é discutida no Congresso Americano Missionário

A Vida Religiosa e Consagrada foi tema da conferência proferida pelo brasileiro Irmão Israel José Nery, no dia 28 de novembro, terceiro dia do 4º Congresso Americano Missionário (CAM 4 - Comla 9), que acontece em Maracaibo, na Venezuela. Irmão Nery dividiu seu tempo com a teóloga colombiana Olga Consuelo Vélez, que o antecedeu com a palestra sobre a Igreja em estado permanente de missão.
O religioso da Congregação Lassalista defendeu que a missão Vida da Religiosa e Consagrada está na sua própria identidade. “A missão primeira da vida religiosa consiste essencialmente em seu ser carismático e, obviamente, não em sua atividade apostólica, em sua tarefa, por mais importante, necessária e urgente que seja”, disse.
Segundo Nery, o fundamento da vida religiosa é Jesus Cristo e deve explicitar as características próprias da vida do Cristo histórico que foi “pobre, casto, obediente, orante, comunitário, missionário, peregrino, encarnado no meio dos pobres e entregue à construção do Reino de Deus”.
O religioso recordou os conflitos que surgiram quando, inspirados no Concílio Vaticano II, muitos religiosos buscaram a vida inserida no meio popular e comprometida com a vida dos pobres. Ele cobrou o mesmo comprometimento com os pobres para os dias de hoje. “Não pode haver vida religiosa autêntica que não seja conflitiva”, observou.
Irmão Nery acentuou ainda que a Vida Religiosa e Consagrada “é essencialmente uma missão mística, simbólica e profética”. “Esta missão consiste em testemunhar, ativar e articular os valores arquetípicos de toda religião e de toda cultura”, explicou. “Estes são valores que afetam os estratos mais profundos de todo ser humano”.
O compromisso com a justiça foi outro valor da Vida Religiosa apontado pelo Irmão Nery. Isso implica, segundo o religioso, fazer a opção preferencial pelos pobres, que não pode ser esquecida pela Igreja. “Se a Igreja esqueceu a opção pelos pobres é porque já esqueceu o evangelho”, disse, citando o bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga.

Igreja em estado permanente de missão

Antes do Irmão Nery, a colombiana Olga Consuelo Vélez destacou, em sua conferência, o caráter missionário da Igreja. “A Igreja não tem uma missão; a Igreja é missão”, disse. “Mas quem é a Igreja? Somos nós. Então, podemos dizer que não temos uma missão, mas temos que ser missionários”, completou.
A conferencista contou sua experiência com alguns alunos em curso à distância aos quais pediu que descrevessem com símbolos como definiam quem é a Igreja. “70% dos alunos usaram imagens do Vaticano, do papa e de padres para falar de Igreja”, disse com ar de espanto.
Segundo Olga é urgente que a missão recupere a centralidade cristológica sem deixar de ser trinitária. “A Trindade é o testemunho de que Deus é comunhão”, sublinhou.
Chamou a atenção também para a opção pelos pobres e para o protagonismo da missão. “A opção preferencial pelos pobres é essencial ao anúncio missionário. Os destinatários prioritários da missão são os pobres”, disse. Em seguida, completou: “Não somos protagonistas da missão. A missão é de Deus, que é seu protagonista”.
O Congresso, que reúne três mil participantes, realizou na tarde desta quinta-feira os fóruns que discutem 21 temas. No final da tarde, os missionários participaram de missa nas paróquias que os acolheram para hospedagem. Os brasileiros foram acolhidos pelas famílias das paróquias Nossa Senhora de Fátima e São Miguel Arcanjo.

Fonte: Site CNBB

Morre, aos 90 anos, dom Waldyr Calheiros Novaes

Faleceu na manhã deste sábado, 30 de novembro, o bispo emérito da diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ), dom Waldyr Calheiros Novaes, devido à falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado na UTI com infecção pulmonar desde o início do mês.

De acordo com as informações do chanceler diocesano, padre José Antônio Perry, o velório será na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro Conforto, em Volta Redonda. A missa de exéquias está marcada para segunda-feira, 02 de dezembro, às 15h, e será celebrada pelo bispo de Volta Redonda, dom Francesco Biasin.
Dom Waldyr era natural de Muricy (AL). Foi bispo auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro, de 1964 a 1966, e bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda, de 1966 a 1999. É autor do livro ‘O bispo de Volta Redonda, Memórias de Dom Waldyr’. Seu lema era: “Amém Aleluia”. Durante sua trajetória episcopal esteve envolvido com causas sociais. Foi bispo de Volta Redonda (RJ) por 34 anos, onde apoiou iniciativas de evangelização que defendiam os direitos humanos.

Fonte: Site CNBB