segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Bento XVI vive um tempo de oração, diz porta-voz do Vaticano
Nesta terça-feira, 11, o mundo
recorda a renúncia ao ministério petrino de Bento XVI, hoje em dia Papa
Emérito. Há um ano, o gesto surpreendeu não só a Igreja, mas todo o
mundo.
Recordando a data, o porta-voz do
Vaticano, padre Federico Lombardi, foi entrevistado pela Rádio Vaticano.
Ele conta que quem já acompanhava Bento XVI mais de perto entendia que
havia uma reflexão sobre a renúncia. Tratava-se de um tema sobre o qual
ele rezava, refletia, avaliava e fazia um discernimento espiritual.
“A clareza com a qual Bento XVI se
preparou para este gesto e, diria, a fé com a qual se preparou, deu-lhe a
serenidade e a força necessárias para cumpri-lo, seguindo com coragem e
com serenidade, com uma visão verdadeiramente de fé e de espera pelo
Senhor que acompanha continuamente a Sua Igreja”, declara padre
Lombardi.
Na época da renúncia, uma das maiores
dúvidas era sobre como seria a convivência entre dois “Papas”, algo
inédito na história. Padre Lombardi revela que, quanto a isso, parecia
claro para ele que não haveria nenhum temor, pois o papado é um serviço,
e não um poder; logo, não gera dificuldade de convivência com o
sucessor. “Há uma solidariedade espiritual profunda entre os Servos de
Deus que buscam o bem do povo no serviço do Senhor”.
Quando renunciou, Bento XVI disse que
continuaria servindo a Igreja com a oração. O porta-voz do Vaticano
afirma que o Papa emérito sempre foi um homem de oração e,
provavelmente, desejava ter um tempo para viver esta dimensão da oração
com mais espaço, totalidade e profundidade. “E este é agora o seu
tempo”.
Sobre o modo como vive, hoje, o Papa
emérito, padre Lombardi diz que é uma vida discreta, sem dimensão
pública, o que não significa uma vida isolada. Ele desenvolve atividades
normais de uma pessoa idosa religiosa: uma vida de oração, de reflexão,
de leitura, de diálogo, de encontro com pessoas que lhe são próximas.
Entre esses relacionamentos, está aquele com o seu sucessor, o Papa
Francisco, que já lhe visitou várias vezes.
“Parece-me que seja muito belo para nós
quando temos aquelas raras imagens dos dois Papas juntos e que rezam
juntos – o Papa atual e o Papa emérito: é um sinal muito belo e
encorajador da continuidade do mistério petrino no serviço à Igreja”.
Papa Francisco: "Missa não é evento social, mas sim a presença real de Deus"
Cidade do Vaticano (RV) –
A primeira leitura do dia, que fala do aparecimento de Deus nos tempos
do Rei Salomão serviu como inspiração para a homilia do Papa Francisco
na manhã desta segunda-feira, 10, na Casa Santa Marta. “Jesus, com suas
teofanias, fala de uma maneira nova, diferente da Palavra: é uma
presença mais próxima, real, sem mediações, é a Sua presença. E isto –
continuou o Papa – acontece na celebração litúrgica”.
“Quando celebramos a missa, não fazemos uma representação da Última Ceia: não é uma encenação, é a própria Última Ceia! É como viver de novo a Paixão e a Morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se manifesta no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo”, disse Francisco.
O Papa explicou que na missa, participamos do mistério da presença do Senhor entre nós. A missa é uma comemoração real: Deus se aproxima e nós participamos do mistério da Redenção. “Infelizmente – lembrou o Pontífice – muitas vezes contamos os minutos olhando o relógio na igreja: este não é o comportamento adequado à liturgia. A liturgia é tempo e espaço de Deus, onde nós devemos nos inserir”.
“A liturgia é justamente entrar no mistério de Deus, deixar-se levar ao mistério e estar nele. Estamos aqui reunidos para entrar no mistério: esta é a liturgia; é o tempo de Deus, o espaço de Deus, é a nuvem de Deus que nos envolve”. “Todos vêem aqui para entrar no mistério, mas – ressalvou – alguém pode estar pensando que veio aqui porque no ‘pacote turístico’, visitar o Papa e participar da missa na Casa Santa Marta estavam incluídos, mas não é bem assim: esta é a liturgia!”.
O Papa lembrou que quando era criança, na preparação para a Primeira Comunhão, havia um canto que indicava que o altar era custodiado pelos anjos porque eles davam “o sentido da glória de Deus, de seu tempo e espaço; nos ensaios, diziam às crianças que as hóstias que estavam ali não valiam nada, pois deviam ser ainda consagradas”.
“Seria bom pedirmos ao Senhor que nos dê o “sentido do sagrado”, este sentido que nos faz entender a diferença entre rezar em casa, na igreja, rezar o terço, fazer belas orações, a Via Sacra e outras coisas lindas, como ler a Bíbia... e a celebração eucarística. Na celebração, nós entramos no mistério de Deus, num caminho que não podemos controlar: só Ele é Única, Ele é a glória, Ele é o poder, Ele é tudo”.
“Quando celebramos a missa, não fazemos uma representação da Última Ceia: não é uma encenação, é a própria Última Ceia! É como viver de novo a Paixão e a Morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se manifesta no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo”, disse Francisco.
O Papa explicou que na missa, participamos do mistério da presença do Senhor entre nós. A missa é uma comemoração real: Deus se aproxima e nós participamos do mistério da Redenção. “Infelizmente – lembrou o Pontífice – muitas vezes contamos os minutos olhando o relógio na igreja: este não é o comportamento adequado à liturgia. A liturgia é tempo e espaço de Deus, onde nós devemos nos inserir”.
“A liturgia é justamente entrar no mistério de Deus, deixar-se levar ao mistério e estar nele. Estamos aqui reunidos para entrar no mistério: esta é a liturgia; é o tempo de Deus, o espaço de Deus, é a nuvem de Deus que nos envolve”. “Todos vêem aqui para entrar no mistério, mas – ressalvou – alguém pode estar pensando que veio aqui porque no ‘pacote turístico’, visitar o Papa e participar da missa na Casa Santa Marta estavam incluídos, mas não é bem assim: esta é a liturgia!”.
O Papa lembrou que quando era criança, na preparação para a Primeira Comunhão, havia um canto que indicava que o altar era custodiado pelos anjos porque eles davam “o sentido da glória de Deus, de seu tempo e espaço; nos ensaios, diziam às crianças que as hóstias que estavam ali não valiam nada, pois deviam ser ainda consagradas”.
“Seria bom pedirmos ao Senhor que nos dê o “sentido do sagrado”, este sentido que nos faz entender a diferença entre rezar em casa, na igreja, rezar o terço, fazer belas orações, a Via Sacra e outras coisas lindas, como ler a Bíbia... e a celebração eucarística. Na celebração, nós entramos no mistério de Deus, num caminho que não podemos controlar: só Ele é Única, Ele é a glória, Ele é o poder, Ele é tudo”.
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/02/10/francisco:_missa_n%C3%A3o_%C3%A9_evento_social,_mas_sim_a_presen%C3%A7a_real_de/bra-771863
do site da Rádio Vaticano
sábado, 8 de fevereiro de 2014
PRIMEIRA SANTA MISSA COM ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO DE 2014
BOAS VINDAS AOS NOVOS SEMINARISTAS!
Neste ano de 2014 o Seminário Maior Bom Pastor - Diocese de Imperatriz e Diocese de Carolina - acolheu mais dois seminaristas que estão cursando o 1º ano de Filosofia. Sejam bem-vindo a Família Bom Pastor!!!
Jeferson Moraes Reis
Paróquia Nossa Senhora da Assunção - Cidade de Senador La Roque
Diocese de Imperatriz
Lindomar
Paróquia Santo Antonio de Pádua - Cidade de Carolina
-Diocese de Carolina
MISSA DE ABERTURA DO ANO LETIVO 2014 - IESMA
Na ultima segunda-feira dia 03 de fevereiro de 2014 no Auditório Dom Paulo Pontes - IESMA foi celebrada a missa de ação de graças pelo ano letivo de 2014 presidida por Dom Sebastião Bandeira - bispo da Diocese de Coroatá -Ma, concelebrada por Dom Armando - bispo de Bacabal; Pe. Abraão Colins - Diretor Geral do IESMA; Frei Luís Leitão - Vice-diretor geral e por todos os reitores, professores padres, dentre eles, nosso reitor Pe. Ivanildo Oliveira.
Aos irmãos e irmãs em Cristo, membros da Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Coquelândia - Município de Imperatriz
CÚRIA DIOCESANA
Praça de
Fátima, 120 – Centro - 65900-050
– Imperatriz – MA
fones: (99) 3524-8665 /
3524-8652
e-mail: dioceseimp@jupiter.com.br
Aos irmãos e irmãs em Cristo, membros da Paróquia
Nossa Senhora de Fátima em Coquelândia - Município de Imperatriz.
Louvado seja Deus!
Assim como vocês, eu também fiquei muito surpreso, com
a informação de que os “Irmãos do Campo”, depois de vinte e cinco anos de
serviços prestados ao Reino de Deus e à Igreja presente na Diocese de Imperatriz,
estejam deixando a nossa Diocese e, consequentemente a Paróquia de Nossa
Senhora de Fátima. O motivo é que a Congregação dos “Irmãos de Campo” não pode
mais manter a missão nesta região, por falta de vocações. Além do trabalho de
evangelização e trabalho junto aos pequenos e humildes que os “irmãos do Campo”
são chamados a realizar, existe o aspecto de vida em comunidade. A vida em
comunidade é própria do carisma da Congregação; faltando membros para esta
vivencia familiar, falta-lhe o fundamento da Congregação.
Apesar da nossa compreensão, a Diocese, assim como
vocês, lamenta que tenhamos de enfrentar novos desafios. Que Deus assim nos
ajude! A escassez de vocações e novas exigências do nosso tempo também
constituem um grande problema para a Diocese de Imperatriz. Farei o possível
para que vocês não fiquem sem assistência religiosa e que em breve Deus nos
ajude a encontrar uma solução para suprir esta lacuna que a presença dos
“irmãos do Campo” irá deixar. Sentiremos muito a falta deles...
Aproveito o ensejo para agradecer publicamente a
presença-testemunho da “Congregação dos Irmãos do Campo”, pessoalmente a todos
aqueles que dedicaram do seu tempo, do seu carisma, dos seus serviços para que
o Senhor Jesus e a sua Igreja fossem mais conhecidos e amados por aqueles que Ele
amou de uma maneira preferencial: os pequenos e humildes.
Termino convidando todos os paroquianos, a nos empenhar
mais pelas vocações sacerdotais e religiosas e que os jovens atuantes nas comunidades
descubram o amor profundo em seguir Jesus, com todos os desafios do nosso
tempo.
Imperatriz, 02 de fevereiro de 2014.
Festa da Apresentação do Senhor
Fraternalmente,
Dom
Gilberto Pastana
Bispo
da Diocese de Imperatriz
“Venha
o teu Reino!”
NOTA DA CNBB SOBRE O SISTEMA CARCERÁRIO DO PAÍS
“Lembrai-vos dos presos, como se
estivésseis presos com eles, e dos que são maltradados, pois também vós
tendes um corpo!”(Hb 13,3)
O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil-CNBB, reunido em Brasília, nos dias 4 a 6 de fevereiro, vem
manifestar repúdio aos graves fatos ocorridos neste início de ano no
Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, com
repercussão mundial. Foram 60 mortes em 2013 e três no último mês de
janeiro, algumas com decapitações e esquartejamentos, provocadas pelos
próprios presos.
Unimo-nos aos bispos do
Maranhão que, em nota, condenaram “o clima de terror e medo vivido na
cidade de São Luís”, consequência da violência no Complexo de Pedrinhas.
Com eles afirmamos: “A nossa sociedade está se tornando cada vez mais
violenta. É nosso parecer que essa violência é resultado de um modelo
econômico-social que está sendo construído”.
Esse modelo produz a desigualdade social, uma das maiores causas da
violência. Entende-se, assim, que a maior parte da população carcerária
seja de pobres, jovens e negros. Combater esta desigualdade é caminho
para a segurança a que a população aspira como nos lembra o papa
Francisco: “Enquanto não se eliminarem a exclusão e a desigualdade
dentro da sociedade e entre os vários povos, será impossível desarranjar
a violência” (EG 59).
Não podemos assistir passivamente à violação da dignidade humana como
ocorre nos presídios brasileiros e em inúmeras situações de violência
que grassa no país. É lamentável que o Estado e a Sociedade só tenham
olhos para a situação carcerária quando os presídios são palco de cenas
estarrecedoras como as do Maranhão. Nesses casos, soluções emergenciais
não enfrentam os problemas nas suas raízes nem levam a reformas
estruturais que requer o atual sistema penitenciário.
A falência do nosso sistema prisional é sustentada pela política de
encarceramento em massa e comprovada pelas desumanas condições dos
presídios, por denúncias de práticas de torturas, por despreparo de
agentes penitenciários. Soma-se a isso o fato de que dos mais de 500 mil
detentos, cerca de 40% aguardam julgamento da justiça, além dos
milhares com penas já vencidas. Como compreender uma situação dessas?
É urgente uma reforma do sistema carcerário que estabeleça metas claras
para a solução dos problemas enfrentados pelos presídios, além da
criação de um grupo ou programa de monitoramento de implementação destas
metas. Levem-se a sério a justiça restaurativa, proposta pela ONU, e a
Escola de Perdão e Reconciliação (ESPERE), defendida pela Pastoral
Carcerária, como alternativas à política de encarceramento em vigor no
país.
Para esse fim devem se unir Executivo, Legislativo e Judiciário,
contando sempre com a indispensável participação da sociedade civil.
A Igreja no Brasil tem dado sua contribuição para a afirmação de uma
cultura de paz, seja pela realização de três Campanhas da Fraternidade
sobre a violência (1983), encarcerados (1997) e segurança pública
(2009), seja por meio da atuação da Pastoral Carcerária e de outros
grupos de defesa e promoção dos direitos humanos. Fiel à sua missão
evangelizadora, ela continua à disposição para colaborar na busca de
soluções que estanquem a violência, assegurem a paz e estabeleça a
justiça nos presídios e na sociedade.
Que Deus nos ilumine e nos dê sabedoria para juntos trilharmos os caminhos da justiça e da paz!
Brasília, 6 de fevereiro de 2014
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
Mensagem do papa Francisco para a Quaresma
O
convite aos cristãos para testemunharem sua fé por meio da convivência
comunitária é feito pelo papa Francisco em sua mensagem para o Quaresma
2014, que terá início no dia 05 de março, Quarta-feira de Cinzas. O
texto divulgado pelo Vaticano, nesta terça-feira, 4, apresenta algumas
reflexões chamadas pelo de “caminho pessoal e comunitário de conversão”.
“O Evangelho é o verdadeiro antídoto
contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o
ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de
que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e
de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor
convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de
misericórdia e esperança”, disse o papa Francisco. Confira a íntegra da
mensagem:
Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9)
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a
esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de
conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo:
«Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico,
Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8,
9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem
generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós,
cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos
diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido
evangélico?
A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de
Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do
mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre
por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e
glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de
nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós
(cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério.
Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça,
generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e
sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é
partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria
igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco.
Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma
inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração
humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós,
semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (CONC. ECUM. VAT. II,
Const. past. Gaudium et spes, 22).
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma,
mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não
se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é
uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação
e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a
esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica.
Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e
pede a João Batista para O batizar, não o faz porque tem necessidade de
penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo
necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o
peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos
consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o
Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo,
mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a
«insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas»
(Heb 1, 2).
Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e
torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se
de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na
berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira
liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de
compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos
enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os
nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A
pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada
em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e
apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se
sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu
amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua
relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre.
Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt
11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e
«pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a
tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8, 29).
Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon
Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não
viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.
O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus,
mas não o nosso: nós, que viemos depois d'Ele, podemos salvar o mundo
com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar,
Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de
Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja,
que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da
nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e
comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.
À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as
misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar
concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a
miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança.
Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria
moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente
designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição
indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens
de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições
higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento
cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua
diaconia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que
deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto
de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo.
O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no
mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos,
que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo
e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma
distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as
consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à
partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se
escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque
algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo
álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas
perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a
esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por
condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da
dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos
direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se
justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é
causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria
espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o
seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a
mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da
falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o
cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que
existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e
nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão
e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores
desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria
de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado
para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e
irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi
ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha
perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente
abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a
Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na
miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se
resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em
Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos
configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua
pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á
bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e
enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira
pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão
penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.
Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por
pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto,
tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e
reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos
tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos,
asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial
percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por
mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!
Vaticano, 26 de Dezembro de 2013
Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir.
Francisco
Papa nomeia bispos brasileiros para Conselho do Vaticano
O
prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as
Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz de Aviz e o arcebispo
do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani João Tempesta foram nomeados pelo papa
Francisco para o Pontifício Conselho para os Leigos.
O papa também nomeou alguns consultores
do Conselho para os Leigos, entre eles, o arcebispo de Belém (PA), dom
Alberto Taveira Corrêa e frei Hans Stapel, fundador e presidente da
Associação Internacional de Fiéis - Família da Esperança. As nomeações
foram feitas nesta quinta-feira, 6. Na foto, dom João Braz, dom Alberto e
dom Orani.
Irão integrar o Conselho, outros
cardeais indicados pelo papa, entre os quais o arcebispo de Viena
(Áustria), Christoph Schoborn, o de Milão (Itália), Angelo Scola, o de
Nairóbi (Quênia), John Njue, o de Munique (Alemanha), Reinhard Marx, de
Manila (Filipinas), Luis Antônio Tagle.
Atividade
O Pontifício Conselho para os Leigos colabora com o papa nas questões voltadas a atuação dos leigos que atuam na missão da Igreja, seja meio de organismos ou de forma individual. A proposta de criação deste conselho teve como base as indicações do decreto do Concílio Vaticano II sobre o apostolado dos leigos: Apostolicam Actuositatem, n. 26. Em 6 de janeiro de 1967 foi aprovada a instalação do órgão pelo papa Paulo VI.
O Pontifício Conselho para os Leigos colabora com o papa nas questões voltadas a atuação dos leigos que atuam na missão da Igreja, seja meio de organismos ou de forma individual. A proposta de criação deste conselho teve como base as indicações do decreto do Concílio Vaticano II sobre o apostolado dos leigos: Apostolicam Actuositatem, n. 26. Em 6 de janeiro de 1967 foi aprovada a instalação do órgão pelo papa Paulo VI.
fonte: Site CNBB
OBRIGADO PE. TARCÍSIO CARDOSO
Na ultima semana do mês de janeiro entre o dias 27 a 30 aconteceu no Centro de Treinamento Anajás o Retiro semestral de espiritualidade dos seminaristas do Seminário Maior Bom Pastor.
O pregador deste retiro foi o Pe. Tarcísio Cardoso da Silva que abordou o tema sobre as devoções a Nossa Senhora.
Nossos agradecimentos ao Pe. Tarcísio pela sua disponibilidade e acima de tudo seu exemplo e dedicação para com a missão recebida pelo Senhor que chama a todos nós para o serviço da pregação do Evangelho. Uma de tantas qualidades que podemos destacar do nosso pregador é o gelo pela Sagrada Liturgia! Exemplo para todos nós formandos e vocacionados a vida sacerdotal... Deus lhe abençoe sempre!!!
Nossos agradecimentos ao Pe. Tarcísio pela sua disponibilidade e acima de tudo seu exemplo e dedicação para com a missão recebida pelo Senhor que chama a todos nós para o serviço da pregação do Evangelho. Uma de tantas qualidades que podemos destacar do nosso pregador é o gelo pela Sagrada Liturgia! Exemplo para todos nós formandos e vocacionados a vida sacerdotal... Deus lhe abençoe sempre!!!
sábado, 1 de fevereiro de 2014
2015, Ano dedicado à Vida Consagrada. Apresentado o evento na Sala de Imprensa da Santa Sé
Cidade do Vaticano (RV) - Realizou-se na manhã desta sexta-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a coletiva de imprensa de apresentação do Ano dedicado à Vida Consagrada que será celebrado em 2015.
A iniciativa foi anunciada pelo Papa Francisco, em novembro de 2013, no final do encontro com os 120 superiores gerais dos institutos religiosos masculinos.
O Ano dedicado à Vida Consagrada foi apresentado pelo Cardeal João Braz de Aviz e por Dom José Rodríguez Carballo, respectivamente Prefeito e Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.
O Cardeal Braz de Aviz definiu o evento "um tempo de graça para a vida consagrada e para a Igreja" e falou sobre os objetivos e iniciativas do Ano dedicado à Vida Consagrada. A Congregação irá propor ao Papa Francisco uma série de eventos que deverá começar em outubro próximo.
"O Ano dedicado à Vida Consagrada foi pensado no contexto dos 50 anos do Concílio Vaticano II, definido como "um sopro do Espírito", e no 50º aniversário de publicação do Decreto conciliar Perfectae caritatis, sobre a renovação da vida consagrada", frisou o purpurado.
"Acreditamos, também, que nestes 50 anos a vida consagrada percorreu um caminho fecundo de renovação, não isento de dificuldades e sofrimentos, no compromisso de seguir o que o Concílio pediu aos consagrados: fidelidade ao Senhor, à Igreja, ao próprio carisma e aos homens e mulheres de nosso tempo. Queremos que este Ano dedicado à Vida Consagrada seja uma ocasião para recordar este recente passado", disse ainda o prefeito do organismo vaticano.
Dentre as notas preparadas pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, uma diz respeito aos Legionários de Cristo, após os episódios relativos à conduta imoral do fundador da Congregação, Pe. Marcial Maciel Degollado, que causaram feridas profundas e sérias conseqüências na vida e na estrutura da Legião. Respondendo à pergunta de um jornalista a esse respeito, o Cardeal Braz de Aviz convidou a "distinguir entre o fundador e o carisma em si". "Este não é o único caso que temos, existem vários. Infelizmente nem todos os fundadores que dão grandes frutos com seu carisma vivem segundo a graça do próprio carisma. Este é um trabalho que estamos fazendo e não é fácil. É difícil distinguir a graça, o dom e a luz do carisma do fundador", disse ainda o purpurado.
A outra nota diz respeito aos Franciscanos da Imaculada. Segundo o Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom José Rodríguez Carballo, o ato de comissionar os Franciscanos da Imaculada não foi uma punição da Santa Sé, mas uma "atenção benevolente que mostra a maternidade da Igreja". O motivo principal de tal intervenção não foi "o discurso do rito adotado".
"O ato de comissionar os Franciscanos da Imaculada começou depois de uma visita apostólica, durante a qual 74% dos membros pediram, por escrito, a intervenção urgente da Santa Sé para resolver os problemas internos do Instituto", disse o secretário do organismo vaticano.
A propósito da visita apostólica iniciada pela Congregação para estudar a situação dos institutos religiosos femininos nos Estados Unidos, o Cardeal Braz de Aviz e Dom Carballo garantiram que a visita terminará antes do início do Ano dedicado à Vida Consagrada.
O programa do Ano dedicado à Vida Consagrada deve ser ainda definido, mas no próximo domingo, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, o Papa presidirá a celebração eucarística da Vida Consagrada na Basílica de São Pedro às 9h50 locais (6h50 no horário de Brasília). O evento será transmitido ao vivo pela Rádio Vaticano.
Clique acima para ouvir Dom Carballo a propósito da vida consagrada. (MJ)
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/01/31/2015,_ano_dedicado_%C3%A0_vida_consagrada._apresentado_o_evento_na_sala_de/bra-769216
do site da Rádio Vaticano
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